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NSISA BR
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A NOTICIA · 1 MAI 1969
Policiais de Pavuna vêem discos voadores em ação
Objetos luminosos com formatos de prato, cálice e copo, autênticos discos-voadores foram avistados, na madrugada de ontem, pelo fiscal do 6º Setor de Vigilância, Sr. Genildo Pereira Gomes e um outro colega de nome Cláudio Silveira Dias.
O fenômeno não é inédito, tendo ocorrido, a primeira vez, no último dia 27, impressionando os servidores daquele órgão, pela intensa luminosidade dos objetos no céu e a rapidez com que êles se deslocavam em diversas direções.
O acontecimento de ontem foi confirmado pelos patrulheiros de uma viatura policial, que acorreram ao local atendendo a chamado urgente dos vigilantes de Pavuna. O sargento Vandi e o detetive Nelson, da RP, ratificaram as palavras do fiscal, afirmando que os objetos estranhos que se deslocavam no céu só po-
diam ser discos voadores.
Por outro lado, os policiais Jovalino de Oliveira e Valdir Fernandes, da 29ª DP também conseguiram ver os discos voadores da janela da Delegacia, comunicando o fato ao comissário Mário Dias, que tomou imediatas providências visando à confirmação do fato. Para o local da primeira aparição deslocaram-se os detetives Fernando Antônio, Carlos Alberto e Valter Modesto, que verificaram, entre estupefatos e incrédulos, a presença dos verdadeiros discos voadores.
Luz forte
O detetive Genildo Pereira Gomes, relatando o fato para os seus colegas, afirmou que vem observando o fenômeno de longa data. Explicou que as aparições são periódicas, em dias alternados e sem hora certa.
«A verdade — frisou — é que os estranhos obje-
tos possuem grande luminosidade, tão forte que é realmente impossível fixar-se os olhos quando êles mais se aproximam da terra. A primeira vez que vi um disco-voador em Pavuna tentei olhar firme para o objeto e quase perdi a visão. Tive os olhos ofuscados pela luz intensa e senti a sensação de um desmaio iminente.»
Ponderou assim que não pode precisar com exatidão as características dos objetos avistados. Não sabe ao certo se êles são tripulados ou se possuem portas e janelas.
Todos os policiais que estiveram em Pavuna são unânimes na confirmação do estranho fenômeno, obrigando assim ao comissário da 29ª DP comunicar o fato à perícia do Instituto de Criminalística, que ficou de tomar as providências cabíveis tão logo o caso se repita.
A NOTICIA = 1 MAI 1969
Disco voador pode retornar no dia 5
[PHOTOGRAPH: Man pointing skyward from beside a vehicle]
Para o fiscal Genildo, que assistiu às evoluções de discos voadores na Pavuna, o fenômeno deverá repetir-se no próximo dia cinco, no mesmo local e no mesmo horário. — Na página 3
A NOTICIA 3 MAI 1969
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Investigador diz que viu o disco sobrevoar Niterói
NITEROI (Sucursal) — O investigador de Polícia Bento Durão de Barros, lotado no 3º Distrito Policial de Niterói afirmou que viu um disco voador sobrevoando as matas do hôrto-botânico, onde despacha, atualmente o Governador Geremias Fontes. Afirmando que emudeceu de pavor, o policial descreveu o estranho objeto dizendo que seu formato era oval, emitia um som estridente e um foco de luz amarelada.
Bento, que estava sòzinho na Delegacia, pois o Comissário Carlos Gomes tinha saído com tôda a turma para uma diligência, disse que
era noite quando decidiu colocar uma poltrona na calçada da delegacia para fugir ao calor. Estava sentado tranqüilamente quando teve sua atenção despertada para o estranho objeto e seu estridente barulho. Embora aturdido, chamou o jovem Sidney, filho de um policial aposentado, que se encontrava nos fundos da Delegacia, e queviu quando o objeto desapareceu no infinito. Quando o comissário retornou da diligência, Bento relatou o fato que foi registrado e comunicado ao Delegado Expedito Cardoso.
A NOTICIA 13 JUN 1969
NSISA BR
[handwritten: m-1]
Discos voadores aparecem em São Paulo e interior mineiro
SÃO PAULO (A NOTICIA) — Quem primeiro viu o objeto oval, de côr de prata, do tamanho de um tecú-teco, desprendendo luz azul alaranjada, foi Márcio, funcionário do Prefeito de São José do Rio Prêto, onde muitas outras pessoas o viram sôbre a Avenida Bady Bassit, a 500 metros de altura.
Dona Celeste, que trabalha em um instituto de beleza viu também o objeto, chamando a atenção de seu interlocutor, comerciante João Navarro. Este e seu empregado Manoel Rodrigues confirmaram o fato, que foi observado por várias outras pessoas.
Na cidade de Assis, também neste Estado, pessoas viram dois objetos luminosos sobrevoando o local. Alfredo Caputo, garante que os viu, por volta das 20 horas, arredondados e vermelhos. Eram bem maiores do que a calota de um carro, disse êle.
Em Minas
BELO HORIZONTE (A NOTICIA) — Também Dona Mercês Simonini e seu marido, Antônio Jorge, de Santa Bárbara, informam que viram objetos semelhantes, o mesmo ocorrendo com Angelo Cesarim, dono da linha de ônibus Ubá-Dôres do Turvo. Em Juiz de Fora um «discos foi visto por Elimar Resende, ocorrência que se registrou em Lavras, Monte Claros e Mariana.
C. BRAZILIENSE - DF 22 MAI1969
Cautela das autoridades sôbre disco visto em Goiás
Cautela nos setores da Aeronáutica, crença na possibilidade de discos-voadores e ceticismo quanto à procedência extraterrestre de "objetos não identificados", nos meios universitários — eis a reação verificada em Brasília, quanto às fotografias de um disco-voador, presumivelmente tiradas em Serra Dourada e divulgadas, com destaque, pela imprensa de Goiânia, ontem.
Enquanto na Capital goiana, o fotógrafo Pepe Martínez reafirma ter visto, em companhia da espôsa e de dois funcionários de sua loja de artigos fotográficos, um disco-voador voando baixinho perto da encosta de Serra Dourada, no Município de Goiás Velho, durante um fim-de-semana em que descansava na fazenda "Areal".
Pepe Martínez exibiu ontem, à imprensa, três fotografias, nas quais, realmente, o disco aparece com muita nitidez do objeto voador, cujos negativos pretendia entregar às autoridades do Ministério da Aeronáutica. Segundo Pepe Martínez, êle, Dona Maria de Morais Martínez, e os funcionários Damasceno e Aparecido, de sua loja de material fotográfico, estavam de passeio em Serra Dourada, aproveitando um fim-de-semana, há um mês, na fazenda "Areal" Município de Goiás, antiga Capital do Estado.
O objeto teria surgido de repente, voando a pouca altura, fazendo evoluções não muito rápidas, as quais acelerou gradativamente, enquanto êle acionava uma câmara "Olimpus-Pen", colhendo três chapas. Diz o fotógrafo que, temendo a curiosidade popular, preferiu guardar sigilo do assunto. Anteontem, como o médico Wilson, proprietário da fazenda "Areal", ficou sabendo do caso e lhe pediu cópias das fotos, o assunto chegou ao conhecimento dos jornais e Pepe decidiu que-
brar o sigilo.
O fotógrafo Pepe Martínez é conhecido no ramo profissional a que se dedica como homem sério, razão pela qual a história que contou mereceu alguma consideração, ontem, em Goiânia.
Mas alguns peritos que examinaram as fotografias fizeram, dentre outros, os seguintes reparos: 1) elas são por demais perfeitas e nítidas, como se tivessem sido colhidas com uma serenidade que, diante de um aparecimento tão sensacional, muito dificilmente conseguiria manter a pessoa que as fizesse; 2) o disco tem tôdas as características da imagem tradicional que se faz dêsse objeto.
EXPECTATIVA
Goiânia, 22 (M) — A população do Vale do São Francisco viveu intensa expectativa com a notícia da aparição de um estranho objeto luminoso e que teria caído no Município de Jaraguá. A informação também chegou a Anápolis, de onde se deslocaram alguns jornalistas para aquela cidade, com a finalidade de apurar o fato.
A pessoa que teria presenciado a decolagem do objeto, o lavrador Paulo Alves Rezende, afirmou que, quando saía de sua residência na região denominada "Catingueiro", próximo a Jaraguá, foi surpreendido pela rápida decolagem do estranho objeto luminoso, que caiu a uma distância de aproximadamente quinhentos metros. Inicialmente não deu maior importância ao fato, mas, posteriormente, ao comentar o assunto com um companheiro, resolveu fazer uma completa busca ao local, nada encontrando, entretanto. Depois, contou o que se passara a
diversas pessoas de Jaraguá e logo se formaram grupos de caça ao misterioso objeto. Sabe-se que um dos grupos é chefiado pelo próprio Presidente da Câmara Municipal, sendo que as buscas até agora realizadas resultaram infrutíferas.
VAI SER ESTUDADO
Enquanto isso, em Brasília, uma fonte do Ministério da Aeronáutica e da 6a. Zona Aérea revelou ao "Correio Braziliense" que não se pode dar nenhuma informação oficial a êsse respeito, pois não existe um órgão especializado na matéria. O assunto está sendo estudado e encontra-se em fase de criação, na 4a. Zona Aérea, em São Paulo, na Praça Oswaldo de Vicenzo no, 200, o Centro de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados, CIOANI, que, após a sua oficialização, será o órgão encarregado de estudar êsses casos "documentados".
ACREDITA
Entretanto o Coordenador da Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília, Professor Uchoa, falando a respeito do problema dos discos-voadores e das fotografias em questão, declarou que, "acostumado, como engenheiro, a manipular dados e, posteriormente, após análises, experimentar, é difícil emitir uma opinião sôbre o assunto em que os dados, apesar de serem numerosos, fogem da possibilidade de manipulá-los para concluir. Entretanto, emitir uma opinião, mesmo sem ter a possibilidade de análises mais profundas, é um direito que assiste a qualquer pessoa; assim,po-
deria dizer, como extrapolação de raciocínio, que verifico a grande possibilidade de sua existência".
Opinando sôbre os fatos em questão, limitou-se a dizer que não era fotógrafo nem especialista no assunto, escusando-se, por tais motivos, a opinar a respeito delas. Finalizando, declarou que "existem muitos distúrbios que foram feitos sôbre a veracidade de fotografias publicadas, principalmente desde 1958, depois de passarem por uma análise acurada; comissões encarregadas de tais avaliações concluíram pela veracidade de umas e a falsidade de outras; pelo fato de não ser fotógrafo, repito, nem especialista no campo, não posso, com precisão, pois seria leviandade, afirmar da sua veracidade ou não".
NAVES TERRENAS
Já o Professor Foerthmann, do Centro de Cursos Visuais, declarou, inicialmente, que acha que os discos-voadores são aeronaves experimentais da própria Terra, russas, americanas, ou de qualquer outra potência desenvolvida. Falando sôbre a possível autenticidade das fotografias tiradas em Serra Dourada, disse que, apesar de sua nitidez, não pode estabelecer pontos de referência suficientes a serem examinados para o estabelecimento de um juízo a respeito de sua autenticidade ou não; asseverou que mesmo através de negativos será difícil chegar-se a uma conclusão, pois que pode ser um objeto pequeno jogado no ar.
C. BRAZILIENSE - DF 22 MAI1969
[PHOTOGRAPH: UFO-shaped object photographed above treetops]
O fotógrafo Pepe Martinez fotografou na encosta de Serra Dourada evoluções de um disco-voador. Pepe Martinez estava passando um fim-de-semana com sua esposa, D. Maria de Morais Martinez, e dois funcionários de sua loja de materiais fotográficos naquele local. A foto foi colhida a um mês na Fazenda Areal, Município de Goiás Velho. Segundo declarações de Pepe, o disco surgiu repentinamente voando a baixa altura. Ele guardou as fotos em segrêdo durante todo êsse tempo temendo a curiosidade do público. Pepe é considerado em Goiânia como um homem sério, o que deu à estória alguma veracidade. Porém alguns peritos que examinaram as fotos fizeram algumas considerações.
(Detalhes na página 3)
C. BRAZILIENSE - DF #4 JUN 1969
Inspetor diz ter visto o disco-voador
O Sr. Oldack de Oliveira, Inspetor da Polícia Florestal, em comando de um patrulhamento no Município de Iaciara, notou nos céus de Brasília um objeto não identificado às 2h30 da madrugada de ontem. O possível "disco-voador" que, segundo o Sr. Oldack de Oliveira, foi visto também pelos Srs. Marcos Heusi Neto, Consultor Jurídico daquela unidade, e Euclides, advogados em Brasília, e o Sr. Collins, estrangeiro radicado naquele município. O referido objeto
era redondo e, segundo o Sr. Oldack, emitia luzes cujas côres variavam intensamente e por vêzes se apagavam. Seu deslocamento era rápido em sentido horizontal e vertical. Segundo declarações do Sr. Oldack "a variação de côres era uma coisa realmente linda". A distância era calculadamente de 5 km de onde estava o Sr. Oldack, que chegou a caminhar para o local, mas o "disco-voador" desapareceu. O estranho objeto luminoso foi visto por mais de uma hora e por cêrca de 10 pessoas.
D. NOTICIAS 3 MAI 1969
NSISA BR
PAVUNA: DISCO VOOU UMA HORA
Genildo Pereira Gomes e Cláudio Silveira Dias, detectives do 6º Setor de Vigilância, disseram que ontem, juntamente com todos os policiais de plantão na 29ª Delegacia Distrital, viram pela segunda vez um objeto luminoso e não identificado sobrevoar os céus da Pavuna.
As evoluções do estranho objeto duraram cêrca de uma hora. Desenvolvendo incrível velocidade, êle tomava a forma de uma estrêla, de um copo, de um cálice, de um prato, e, finalmente, de um funil. A luz que êle emanava era muito intensa, o que dificultou a nossa observação, pois todos nós ficamos ofuscados.
VARIAS CORES
Os detetives, ainda emocionados, acrescentaram que o objeto não tinha uma côr fixa. Uma vez era azul, outra verde, amarelo e até alaranjado.
— Só quando o dia começou a clarear, lá pelas 5h30min, é que êle lentamente desapareceu. Mas assim que o vimos entramos em contato com a tôrre da Radiopatrulha dando ciência do estranho aparecimento. Os policiais da tôrre, assim como
os fiscais da Barreira Rodoviária I, também viram o que possivelmente era um disco voador.
Mas não só os policiais viram o disco. Muita gente que se encontrava por perto foi igualmente testemunha. O Comissário Mário Dias a princípio não acreditou. Mandou os detetives Fernando do Antônio da Silva, Carlos Alberto e Válter Modesto se deslocarem até o 6º Setor de Vigilância e de lá informarem o que viam. Êsses policiais, pelo telefone, confirmaram a presença do disco voador para o comissário.
VAI VOLTAR
Para o Detetive Genildo Pereira Gomes o objeto voltará a aparecer dentro de alguns dias.
— Foi assim nas madrugadas dos dias 27 e 28 de abril último. E ontem aqui estava êle de nôvo. Creio que à Pavuna prestará o mesmo espetáculo. Já estou até convidando alguns amigos incrédulos para verem o disco. Dessa vez vou tentar fotografá-lo.
A presença do disco, embora tenha sido comunicada, não foi registrada pelo Instituto de Criminologia.
Diário de Noticias, 4-5-69 . NSISA BR
Discos Voadores à Luz Dos Fatos
REPORTAGEM DE CARLOS NETO
MILHÕES de pessoas, de tôdas as condições sociais, nas cidades e nos campos, de dia e de noite, com sol ou chuva, viram, vêem e continuarão vendo êsses misteriosos e improváveis objetos aéreos — os discos voadores, porque êles estão por aí, observando-nos, atentos, vigilantes. Testemunhas insuspeitas, provas materiais, filmes ... tudo isso compõe o volumoso «dossier» das observações inexplicáveis, desconcertantes, que fogem ao conhecimento humano.
Que êles existem, não resta a menor dúvida. As especulações agora giram unicamente em tôrno da sua procedência, da energia que os impulsiona e da finalidade que os traz até nós. A diversidade das naves observadas e a variedade de tipos de seus tripulantes indicam que não de um apenas, mas de vários mundos, uns mais e outros menos evoluídos, porém todos superiores à Terra e ao «homo sapiens» que nos julgamos.
Cientistas Confirmam
No dia 20 de agôsto de 1949, cêrca das 23h45m, o astrônomo Clyde W. Tombaugh — o mesmo que descobriu, em 1930, o planeta Plutão — estava no terraço de sua casa em Las Cruces, Nôvo México, observando o céu limpo, estrelado, sem nuvens e sem Lua, quando: «ao voltar os olhos para cima, vi um grupo geométrico de retângulos luminosos, de côr esverdeada, voando rapidamente em direção a um ponto no horizonte situado entre 25 e 30 graus. As luzes pareciam janelas de um objeto longo, escuro, em forma de charuto, de contôrno vagamente definido, que se deslocava em tremenda velocidade. Tudo desapareceu a SSE em apenas três segundos.
Em 1954, muito antes dos lançamentos espaciais, o físico alemão Hermann Oberth — um dos construtores da bomba V-2 e professor de Von Braun — declarou à imprensa: «Estou certo de que os objetos chamados discos voadores existem realmente. Não creio que a ciência e a técnica humana possam atualmente produzir aparelhos voadores com tais características... São naves para exploração e pertencem a uma civilização muito mais adiantada do que a nossa nas ciências técnicas. Chegará o dia em que nós, habitantes da Terra, nos lançaremos também aos espaços interplanetários para os explorarmos.
A Voz da ONU
Em entrevista à imprensa, no dia 27 de junho de 1968, o Secretário-Geral da ONU, U THANT, declarou: «Depois da guerra do Vietnã, o problema dos discos voadores é o mais importante das Nações Unidas». Meses antes dêsse pronunciamento, U THANT recebera uma carta do Professor James E. MacDonald, Diretor do Instituto de Física Atmosférica da Universidade do Arizona, expondo algumas ocorrências, convidando-o a tomar providências imediatas com relação aos DVs e sugerindo fôssem os cientistas de todos os países que pertencem à ONU cientificados do assunto e instados a estudá-lo, como problema científico internacional de transcendental importância como o é. «Para muitos estudiosos, sérios e preparados, é inconcebível que êste fenômeno tenha sido tratado com sarcasmo, nêstes últimos anos» — afirmou. Também o Diretor do «International UFO Research and Analytic Networks, de Nova York, Engenheiro Colman von Kaviczky, sugeriu ao Secretário-Geral da ONU organizar uma conferência mundial sôbre os DVs, da qual deveriam tomar parte os maiores especialistas no assunto. Em círculos fechados, consta que aquela entidade já tem uma comissão estudando o problema em caráter sigiloso.
Diário de Noticias, 4-5-69 . NSISA BR
Lomanto Júnior vê
O comandante Inácio Silvestre dos Santos, da emprêsa SADIA, que comandava o aparelho de prefixo PP-SDI, fazendo vôo da ponte aérea Rio-S. Paulo, que partiu desta última cidade brasileira no dia 18 de dezembro de 1963, às 20h30h, avistou sôbre a Guanabara um objeto luminoso, esférico, que emitia luz azul clara. O estranho engenho, que acompanhou a aeronave cêrca de um minuto e depois desapareceu, desenvolvendo incrível velocidade, foi visto também pelo Governador Lomanto Júnior, da Bahia, que viajava na cabina do avião, e por vários passageiros. «Já me preparava para aterrar no Aeroporto Santhe-Dumont, quando recebi ordem do Contrôle de Vôo para sobrevoar a região compreendida entre Afonsos e Penha, onde um objeto misterioso estava sendo avistado da tôrre. Quando la informar que não tinha encontrado nada na área indicada pelas autoridades da Aeronáutica, o controlador de vôo adiantou que a «coisa» estava próxima à cauda da aeronave. Incontinenti, fiz uma curva de 180 graus e fiquei de frente para o engenho. Muito excitado com o que acabava de ver, o governador baiano alertou os passageiros que, por sua vez, observaram o ilustrado fenômeno.
O Caso da Barra
O sr. Francisco Burkinski, Diretor do III Congresso de Municípios Fluminenses, e o Vereador Geraldo Moreira, de Barra do Piraí, dirigiam-se a Dourândia, de automóvel, a fim de providenciarem alojamento para os congressistas de todo o Estado do Rio, quando, por volta das 22 horas, um clarão iluminou a estrada. Burkinski declarou: «Dei ordem ao motorista para estacionar o carro e apagar os faróis. Um estranho objeto desceu do céu, aproximou-se da estrada e pousou a poucos metros do solo, não muito distante do automóvel. Era um disco voador, que media, aproximadamente, seis metros de diâmetro e emitia luminosidade em todos os sentidos. Durante todo o tempo em que o objeto permaneceu sôbre a estrada, o carro ficou de luzes apagadas e nós o observamos detidamente. Um caminhão que vinha em sentido contrário, com os faróis escuros em virtude do clarão na estrada, parou, e seu motorista ficou assistindo ao espetáculo, que durou até que os faróis do caminhão foram acêsos.
Ministro Observa
O Ministro Gama Filho, em recentes declarações à televisão, afirmou: «Da porta de minha residência, vi um disco voador luminoso, que fazia evoluções no céu após um temporal que havia desabado sôbre a Guanabara. Durante 20 minutos observei suas manobras. Descia e subia, várias vêzes, em grande velocidade, irradiando luzes coloridas. Depois seguiu rápido em direção da Avenida Atlântica para o Leme».
Diário de Noticias, 4-5-69 . NSISA BR
Deputados Também Vêem
Os Deputados Paulo Pinheiro Chagas e Blas Fortes viram, ao dia 17 de janeiro de 1968, a uns 15 quilômetros da Capital Federal, na estrada Brasília-Belo Horizonte, um estranho objeto que acreditam ser o discutido disco voador. Afirmando que não querem voltar mais ao assunto e dizendo falar no caso pela última vez, o parlamentar Pinheiro Chagas fêz o seguinte relato da ocorrência: «Estávamos, eu e o Deputado Blas Fortes, por volta das 18 horas de quarta-feira em meu carro, viajando em direção a uma pequena propriedade que possuo próximo à Granja do Ipê. Em dado momento, o Blas Fortes pediu que eu parasse o carro, pois êle estava vendo uma luz muito intensa na direção Oeste. Paramos o automóvel, e, ao sair, olhei na direção indicada. Havia um objeto parado no céu, intensamente luminoso, de forma triangular. Estávamos assim, observando, cêrca de quatro minutos, quando o engenho se deslocou na direção da cidade de Goiânia, numa velocidade incrível! Nós, então, não tivemos mais dúvidas de que vimos um objeto que todos classificam como disco voador. Depois dêsse impacto, voltamos ao carro e, ai mesmo, prometemos não contar o fato a ninguém».
A declaração do Deputado Blas Fortes foi a seguinte: «O Paulo vinha dirigido a eu olhando a estrada. Mais ou menos
às 18 horas, vi um objeto a cêrca de cinco quilômetros, que me intrigou pela sua luz, que não tinha côr definida, mas era de uma intensidade que me fêz indagar: será o Sol? Não pode ser — respondi a mim mesmo. Falei ao Paulo para parar o carro e indiquei-lhe a direção do objeto. Paulo olhou e em nos pudemos identificar aquela coisa esquisita: tinha forma triangular. Imediatamente, a coisa sumiu, numa velocidade espantosa, riscando o céu».
* * * *
O Deputado Clemente Medrado declarou, na Câmara Federal, que, cêrca das 18h30m, na fazenda de sua propriedade, perto da cidade de Salinas, nas divisas de Minas com a Bahia, viu um misterioso corpo luminoso, com três metros de diâmetro, em forma de pião, fosforescente e com as margens esverdeadas, que, de repente, surgiu no ar, uns 500 metros acima do morro mais alto da cidade. «Esse objeto subiu como se fôsse um foguete, com intensa luminosidade, e perdeu-se nas nuvens». Acrescentou que «a luz do estranho engenho era muito mais intensa do que a do Cometa Halley». Disse que estava em companhia do Promotor de Justiça daquela Comarca, um fazendeiro e um negociante. Todos observaram o maravilhoso espetáculo.
Na Fazenda "Não me Deixes"
A escritora Raquel de Queirós narra, no seu livro «O Caçador de Tatus», como foi que ela viu, no dia 13 de maio de 1960, na sua fazenda «Não me Deixes», distrito de Daniel Queirós, município de Quixadá, Ceará. «Minha tia Arcelina viera da sua fazenda Guanabara me fazer uma visita e conversávamos as duas na sala de jantar, quando um grito de meu marido nos chamou ao alpendre. Êle estava com alguns homens da fazenda. Todos olhavam o céu. Em direção norte, quase a noroeste, a umas duas braças acima da linha do horizonte, uma luz brilhava como uma estrêla grande, talvez um pouco menor do que Vêsper e a sua luz era alaranjada. Era essa luz cêrcada por uma espêcie de halo luminoso e nevoento, como uma nuvem transparente iluminada, de forma circular, do tamanho daquela «lagoa» que às vêzes cêrca a Lua. E aquela luz com o seu halo se deslocava hori-
zontalmente, em sentido forte, ora em incrível velocidade, ora mais devagar. Às vêzes mesmo se detinha; também o seu clarão variava, ora forte e, alongado nesse sentido, as estrêlas de suas gravuras, em quase todos os sentidos. Às vêzes mesmo se detinha. Mas nunca deixou a horizontal. Dêsse modo andou êle pelo céu durante uns dez minutos ou mais. Tinha percorrido um bom quarto do círculo total do horizonte, sempre na direção do nascente; e já estava fixamente a nordeste, quando abruptamente para a frente, para o norte, e bruscamente sumiu — assim como se apaga um comutador elétrico. Esperamos um pouco para ver se voltava. Não voltou. Corremos, então, ao relógio: eram seis e três quartos, ou seja, dezoito e quarenta e cinco. Por menos umas vinte pessoas estavam conosco, no terreno da fazenda, e tôdas viram o que nós vimos».
Espetáculo Depois da Festa
No dia 16 de junho de 1965, por volta de meia-noite, o Dr. João Abbud e sua espôsa, Dra. Olga, ao se retirarem de uma festa em Icaraí, na residência de sua amiga Eugênia Cândida, Tesoureira da Secretaria de Finanças do Estado do Rio, depararam com um enorme disco voador imóvel no céu, a pouco mais de cinqüenta metros acima do prédio. Na entrevista que nos concedeu, a Dra. Olga Caetano, que é procuradora do Estado, declarou: «Viajávamos, eu e o Fló de Tapuia, na janela, conversando, quando vimos um foco luminoso bem distante, no céu, parecido e sem Lua. Parecia uma bala, mas estava parado. Apontamos a luz ao meu marido, o João, que entrava na sala naquele instante e êste, em tom de galhofa, disse: «É um disco voador». Depois esquecemos o assunto. Mal sabíamos que, dentro em pouco, iríamos viver momentos de intensa emoção, a mais estranha aventura de nossa vida. Ao saírmos, João olhou para o céu e falou: «Olha aí o disco voador, Olga! Bem acima de nossa cabeça, imóvel, havia um objeto enorme, escuro, circular, muito bem visível. Na parte inferior achatada, saía por uma grande abertura redonda um feixe de tubos prateados, como se fôssem canos de descarga. Corremos para a praia e nos sentamos em um banco, de onde pudemos observar com mais calma o misterioso engenho, até que êste soltou um jatos de fagulhas pelos tubos e subiu na vertical, desaparecendo em segundos».
Nas suas declarações, o Dr. João Abbud confirmou tôdas
as palavras de sua espôsa, fornecendo ainda outros detalhes de importância: «quando disse que o foco de luz distante era um disco voador, fi-lo por brincadeira apenas. Não poderia imaginar que se tratasse de uma nave espacial mesmo. Ao saírmos da casa de Eugênia, na Rua Joaquim Távora, Olga se jembrou do Olhei para o céu. Gritei: «ali está o disco voador»! Era enorme, assustador! Estava tão próximo... Parecia muito escuro, podemos observar vários detalhes. Do lado voltado para nós, havia três ou quatro aberturas, como escotilhas, que deixavam ver a iluminação interna, de côr avermelhada, semelhante à luz elétrica comum. Em baixo, sobressaindo de uma abertura circular, vários tubos ocos, como canos de descargas, prateados, bem visíveis naquele corpo escuro! Corremos para a praia e nos sentamos em um banco que fica em frente ao bar, para apreciar melhor o espetáculo inusitado. De repente, sem o menor ruído, a nave soltou feixes luminosos, de colorido vermelho e laranja, pelos tubos inferiores, subiu em tremenda velocidade, verticalmente, e desapareceu no infinito. Tudo isso durou apenas alguns momentos».
O Dr. João Abbud é Consultor Jurídico da Secretaria Interior de Justiça; assessorou várias Secretarias do Govêrno Carvalho Janoti; foi Promotor de Carreira e Conselheiro da Ordem dos Advogados.
D. NOTICIAS
NSISA BR
Diversas pessoas não só do Brasil, mas também de várias partes do mundo, continuam dando seu testemunho de que viram algum dia, em alguma parte, os chamados discos-voadores — ou OVNIs, como os chamam geralmente as autoridades no assunto.
É o caso do radialista Wilson Getúlio Cancian, natural de São Borja, Rio Grande do Sul, 27 anos, solteiro, que, entrevistado pelo DIÁRIO DE NOTICIAS, afirmou que, em 1954, um enorme objeto luminoso, que desenhou agora, com todos os detalhes:
SAIA DO TRABALHO
Contou Wilson Getúlio Cancian que, a 13 de dezembro de 1954, como locutor da Rádio Rural de Concórdia (ZYX-3), Santa Catarina, cêrca das ... 23h30min, êle pediu a qulquis clagem de sua emissora para a ZYP-2, São Paulo. Mas a resposta da rádio paulista — geralmente recebida em 15 ou 20 minutos — não chegou, embora o pedido fôsse repetido durante uma hora. Notou que havia estranha e acentuada interferência na sua freqüên-
cia, com descargas de 5 em 5 minutos, mais ou menos.
Era 0h55min quando saiu do trabalho. Andou uns 500 metros e encontrou uma conhecida, a ara. Marlene, tendo ambos seguido juntos na mesma direção. Foram conversando até próximo a sua casa — avenida Quinze de Novembro — quando, olhando para cima, viram um enorme objeto luminoso, imóvel, a uns 4 metros de altura.
— Fiquei estarrecido — frisou. Marlene, apavorada, saiu correndo. Quando ela conseguiu falar, gritou, chamando
por dona Zulmira, sua vizinha. Esta acordou com os gritos, chegando à janela, de onde ainda conseguiu ver o clarão.
O DISCO VOLTOU
Disse Wilson que chamou por um conhecido, Nélson Malato, para narrar o fato. Nessa interim, o disco voltou e, dessa vez, desceu até meio metro do chão, a uma distância de 20 metros de onde êles estavam.
Viram então, por aberturas na parte superior, dois tripulantes, sendo que um dêles passou por trás do outro, abaixando-se depois. Em seguida, talvez alertado pelos latidos dos cães da vizinhança, de repente, o disco voador subiu vertiginosamente pela direita, na direção do município de Marcelino Ramos, na divisa
de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul.
— Em consequência — continuou Wilson — a sra. Marlene, que estava grávida de 6 meses, abortou, quatro dias depois, e perdeu metade dos cabelos, negros e fortes como os de uma índia.
CONSEQUENCIAS
Por sua vez, o sr. Wilson Getúlio Cancian, a partir dessa data, passou a sofrer distúrbios digestivos, teve ofuscação da vista e perdeu a sua reconhecida vivacidade — que, em sua cidade, lhe conferiu o apelido de «Palacas».
Concluindo, disse o radialista que o disco-voador era silencioso e desenvolvia tremenda velocidade. A parte inferior era fixa e a superior girava velozmente. Tinha cêrca de 12 metros de diâmetro e 5 de altura.
E VIU DISCO-VOADOR DE PERTO FEZ UM DESENHO COMPLETO
O OBJETO
[DIAGRAM: Side view and bottom view of object with labels]
Pás Giratórias
Parte Superior Giratória
Visto de lado
Parte Inferior Fixa
5 Mts
Local 2 vuittos
[measurement markings]
Visto por baixo
Baíxa
Ao Mover-Se as pás formaram este corpo) e as janelas que saiam lectura
Wilson Cancian viu o chamado objeto voador não identificado a alguns passos de distância e pôde fazer, na redação do DN, uma representação minuciosa, calculando inclusive as dimensões do disco: 5 metros de altura, 12 de diâmetro.
D. NOTICIAS 17 MAI 1969
NSISA BR
[handwritten initials]
HOMEM DO DISCO PODE SER DOIDO
BELO HORIZONTE, 16 (TRP) — Nos próximos dias, uma ou duas semanas, o público conhecerá através da imprensa o soldado do BG. José Antônio da Silva, que está sendo examinado por especialistas, desde que afirmou ter viajado 48 horas num disco voador, dirigido por três homenzinhos amerelados. Médicos, psiquiatras, psicólogos e outros especialistas darão o resultado dêsses exames, depois que tudo estiver terminado.
O soldado está sendo mantido em lugar desconhecido, para evitar contato com pessoas leigas que, com perguntas mal formuladas, poderiam sugestioná-lo a alterar pormenores dos fatos que vem contando: viagem fantástica pelo espaço.
O psicólogo Múlvio Brant Aleixo, que também faz pesquisas sôbre objetos aéreos não identificados, estêve com o soldado, mas afirmou que não pode adiantar nada sôbre o caso, porque os exames não terminaram.
"DIÁRIO DE S. PAULO" 22 MAI1969
Os discos estão voltando
GOIANIA, 21 (Meridional) — A população do Vale do São Francisco viveu intensa expectativa com a notícia da aparição de um estranho objeto luminoso e que teria caído no município de Jaraguá. A informação também chegou a Anápolis, de onde se deslocaram alguns jornalistas para aquela cidade, com a finalidade de apurar o fato.
A pessoa que teria presenciado a decolagem do objeto, o lavrador Paulo Alves Rezende, afirmou que, quando saía de sua residência, na região denominada Cantingueiro, próximo a Jaraguá, foi surpreendido pela rápida decolagem do estranho objeto luminoso, que caiu a uma distância de aproximadamente quinhentos metros. Inicialmente não deu maior importância ao fato, mas, posteriormente, ao comentar o assunto com um companheiro, resolveu fazer uma completa busca ao local, nada encontrando, entretanto. Depois contou o que se passara a diversas pessoas de Jaraguá e logo se formaram grupos de caça ao misterioso objeto. Sabe-se que um dos grupos é chefiado pelo próprio presidente da Camara Municipal, sendo que as buscas até agora realizadas resultaram infrutíferas.
[handwritten: P- disco Voador]
ESTADO S. PAULO 22 MAR 1969
"Disco" assusta Americana
Dos correspondentes
Das nuvens esparsas dos céus de Americana surgiu segunda-feira às 6 e 15 um objeto que, à distância, tinha forma de um ovo e soltava intenso jato de fogo. Diversas operárias o viram e algumas delas ficaram apavoradas, quando o objeto se aproximava, mudando de forma. Quando o "disco" passou bem acima das operárias, elas puderam observar a côr acinzentada e o perfil de um trapézio, tendo 2 faróis nas laterais, emitindo uma luz ofuscante.
Da parte traseira, saía um jato de fogo, com fumaça muito tênue, que desaparecia alguns metros atrás. O objeto era silencioso e não tinha nenhuma semelhança com avião ou outro aparelho conhecido. A impressão das operárias é que o objeto procedia de Limeira e, depois de alguns minutos em Americana, dirigiu-se para os lados de Nova Odessa. As operárias, separadamente, fizeram desenho do que viram, os quais, comparados, coincidiram perfeitamente.
ESTADO S. PAULO 29 ABR 1969
Prefeito de Ibiuna vê estranho objeto voador
Dos correspondentes e do Serviço local
"Era uma bola vermelha, que vez por outra mudava de tonalidade e parecia ser movida por uma fôrça inteligente". É assim que o prefeito de Ibiuna, sr. Antônio José Soares, descreve o fenômeno por êle observado, quando regressava sexta-feira ultima da Capital, por volta das 22 horas, em companhia do sr. Airton Ramos. O fato ocorreu na altura do km 23, da via Raposo Tavares, e foi confirmado ao se tomar conhecimento de que varios moradores do bairro dos Pintos tiveram oportunidade de acompanhar os movimentos do estranho objeto.
ESTADO S. PAULO 6 MAI 1969
NSISA BR
"Discos voadores" — Descobriu-se que os ultimos "discos voadores" surgidos na Guanabara foram construidos no suburbio de Irajá. Página 6.
Estranhos, mas caseiros, aquêles "discos" de Irajá
Da Sucursal do Rio
Os moradores do suburbio de Irajá, no Rio de Janeiro, que já andavam intrigados com os frequentes aparecimentos de "discos voadores" sôbre aquela zona, ficaram surpresos ao saber que os "engenhos" foram fabricados naquêle mesmo bairro por algumas pessoas de espírito e de muita imaginação.
Por sua vez, aos autores da brincadeira têm-se divertido bastante com as notícias publicadas pelos jornais, segundo as quais várias pessoas têm visto no céu, nestes últimos domingos, "estranhos objetos realizando manobras aéreas fora do comum".
A idéia de construir "discos" surgiu há um mês quando um grupo de moradores de Irajá, após o almoço, aproveitava o domingo jogando cartas num bar estabelecido naquele subúrbio. Durante o jôgo surgiu o assunto sôbre os "discos voadores", ocasião em que um dos componentes do grupo apostou que seria capaz de fazer e de lançar um dêsses engenhos.
O projeto foi explicado e imediatamente melhorado pelas sugestões apresentadas ao autor da idéia. Para construir o "disco" os seus inventores fizeram inicialmente, com papel comum, um balão junino do tipo chamado de "tangerina", isto é, achatado e com as bordas arredondadas.
Em vez de equiparem o balão com bucha, o grupo introduziu no seu interior balões de borracha cheios de gás leve. Depois de hermeticamente fechado o balão de papel foi pulverizado pelo lado de fora com uma tinta aluminizada, cuja formula foi in-
ventada pelo próprio grupo. Concluída a pintura, o engenho ganhou a aparência de um autêntico "disco voador".
Discos à vista
Tão logo foi lançado, o "disco" revelou-se à altura de seu nome, pois em razão do seu formato, sempre que recebia uma golfada de vento punha-se a girar, como se fosse movido por um mecanismo interior. Além disso, ao girar, seus gomos produziam reflexos luminosos causados pela luz solar, impressionando mesmo aqueles que o tinham fabricado.
Conforme atingia zonas quentes ou frias de correntes aéreas, o engenho subia ou descia horizontalmente, efetuando manobras realmente estranhas para uma nave aérea. As rapidas quedas e ascensões do balão, aliadas a sua rotação e ao seu brilho invulgar, foram o suficiente para que fosse tomado para os que desconheciam a sua origem como um verdadeiro "disco voador".
Esse primeiro "disco" de proporções relativamente pequenas, recebeu o nome de "Jaraguá I" e foi impulsionado por 12 balões de gás. Seu sucessor, o "Jaraguá II", já foi sustentado por 20 balões. O "Jaraguá III" lançado
anteontem bateu o recorde em matéria de tamanho, uma vez que levava em seu bojo nada menos do que 40 balões de gás.
Para domingo que vem os "discofilos" de Irajá prometem o lançamento de um "super-disco". Segundo afirmaram, este engenho terá quase 10 metros de diâmetro e será impulsionado por 80 balões de gás.
O mistério
Entretanto, em toda essa história há pormenor que os próprios fabricantes não sabem explicar e que dá portanto ao caso um toque de mistério: é que até hoje
não caiu nenhum dos "discos voadores" lançados do subúrbio de Irajá.
O grupo acredita que os seus "discos", sendo feitos de papel, rompem-se após algum tempo, depois de acumular suficiente umidade atmosférica, e deixam escapar muitos dos seus balões de gás, caindo logo a seguir com os balões remanescentes, que não possuem força suficiente para mantê-lo no ar. Entretanto, até esta data, ainda não encontraram em nenhum jornal notícias referentes às "aterrissagens" dos seus engenhos.
ESTADO S. PAULO 14 MAI 1969
[circled clipping:]
Garôto fotografa "disco"
Do correspondente em Teresina
Um menino de 15 anos obteve uma foto, com nitidez impressionante, de um disco voador que pairava sôbre Teresina, no Piauí. O filme foi solicitado pelas autoridades da Aeronáutica e encaminhado ao comando da 2.a Zona Aérea, no Recife. A foto mostra o estranho objeto a cêrca de 300 metros de altura, tendo o formato de um prato virado.
NSISA BR
[handwritten initials]
Ministros militares com Costa
Da Sucursal de BRASILIA
Após os despachos individuais de ontem, o presidente Costa e Silva reuniu-se por mais de uma hora com os ministros militares assessorados pelo chefe do Gabinete Militar, general Jaime Portela.
O objetivo dessa reunião foi mantido em sigilo.
ESTADO DE S. PAULO 14 MAI1969
[handwritten: Pasta de disco Voador]
Garôto fotografa "disco"
Do correspondente em Teresina
Um menino de 15 anos obteve uma foto, com nitidez impressionante, de um disco voador que pairava sôbre Teresina, no Piauí. O filme foi solicitado pelas autoridades da Aeronáutica e encaminhado ao comando da 2.a Zona Aérea, no Recife. A foto mostra o estranho objeto a cêrca de 300 metros de altura, tendo o formato de um prato virado.
ESTADO S. PAULO 12 JUN 1969
NSISA BR
[ILLEGIBLE signature]
"Disco" é
visto em
Rio Prêto
Da Regional e do
correspondente
No fim da tarde de anteontem, Marcio, o funcionario lotado no gabinete do prefeito de São José do Rio Preto, foi até a janela para ver que horas eram no relógio da igreja. Nem chegou a olhar para o mostrador, pois ficou absorto contemplando o estranho objeto que pairava sobre a cidade.
Por sua vez, o comerciante João Cano Navarro, proprietario de uma casa especializada em eletrodomesticos, enquanto aproveitava a calma proporcionada pelo fim da tarde, para conversar com o seu empregado Mario Luiz Rodrigues, foi subitamente aleriado pela comerciaria d. Celeste — empregada em um instituto de beleza situado na mesma rua — que procurava chamar a atenção das pessoas proximas para as evoluções de um "estranho avião".
Olhando para cima, os srs. João Navarro e Manoel Rodrigues viram pairando no céu um aparelho prateado oval com o tamanho aproximado de "um avião teco-teco", segundo afirmaram mais tarde. O objeto, que desprendia fachos de luz azulada e alaranjada, começou a deslocar-se lentamente sobre a avenida Bady Bassitt, a uma altura aproximada de 500 metros.
Com o propósito de conseguir o maior numero possível de testemunhas, o sr. Navarro chamou varios amigos que se encontravam num bar proximo, a fim de que também pudessem apreciar o aparelho. Nesse momento, entretanto, o objeto, desenvolvendo inesperada velocidade, desapareceu no horizonte.
O INCREDULO
O sr. João Cano Navarro era conhecido em Rio Preto por sua incredulidade quanto á existencia de "discos voadores". Vivia afirmando constantemente não acreditar em objetos voadores desconhecidos e a sua opinião era a de que a imprensa tem explorado demasiadamente o assunto.
Ainda anteontem chegou a irritar um grupo de amigos, por tratar ironicamente o problema dos "discos voadores", cuja existencia os seus companheiros não punham em duvida.
"Agora acredito realmente nos 'discos voadores', se assim podemos chamá-los", declarou o comerciante de eletrodomesticos, depois da experiencia por que passou.
"Entendo — aduziu — qualquer noticia a respeito dos 'discos' servirá para tornar o público menos temeroso. Confesso que eu e as pessoas que estavam comigo na ocasião do aparecimento do aparelho ficamos bastante emocionados".
"Se eu estivesse só na oportunidade, talvez não me atrevesse a fazer esta revelação. Só o faço porque eramos 4 e todos viram claramente o estranho fenomeno. Sei que muitos irão duvidar do que estou dizendo, mas estou disposto a contestar publicamente qualquer manifestação contraria ás minhas declarações".
Também em Assis
Também em Assis, cerca de 10 pessoas viram anteontem á noite dois objetos luminosos voando sobre a cidade. De acordo com o jornaleiro Alfredo Caputo, os objetos apareceram por volta das 20 horas e sobrevoaram a cidade por alguns instantes.
"Eram dois os objetos", declarou o sr. Caputo. "Tinham a forma arredondada e eram muito vermelhos. Nunca vi coisa igual. Bem maiores do que as calotas de um carro, enquanto um permanecia parado, outro sobrevoava a zona leste da cidade".
Além do sr. Alfredo Caputo, outras pessoas presenciaram o fenomeno, sendo que destas 9 prestaram declarações — identicas às que foram feitas pelo jornaleiro. Segundo consta, esta foi a segunda vez que objetos luminosos sobrevoaram Assis.
G. NOTICIAS - 6 MAI 1969
NSISA BR
DISCO VOADOR VISTO EM MERITI
FOI FOTOGRAFADO EM S. PAULO
[PHOTOGRAPH: dark oval/disc-shaped object]
Embora em Irajá o assunto tenha sido motivo para brincadeiras elaboradas por um funcionário público, que confeccionou balões e os soltou no espaço, o fato é que pessoas de responsabilidade, inclusive um oficial da Marinha, voltaram a ver um disco voador em São João de Meriti. Logo depois, em Osaco, São Paulo, o comerciante Nelson Remedi conseguiu obter fotografias do estranho e misterioso objeto. (Detalhes estão na página 2)
G. NOTICIAS 16 MAI 1969
NSISA BR
[ILLEGIBLE signature]
PÁGINA 2 GAZETA DE NOTICIAS 6.ª-FEIRA, 16/5/19[69]
Estudante Fotografou Discos Voadores
G. NOTICIAS 16 MAI 1969
NSISA BR
[ILLEGIBLE signature]
GAZETA DE NOTICIAS 6.ª-FEIRA, 16/5/19[69]
lante Fotografou Discos Voadores
BELO HORIZONTE (GN) — Seis pessoas, em pontos diferentes, viram objetos misteriosos voando baixo em Saramenha, um distrito de Ouro Prêto. Um estudante da Escola de Minas conseguiu fotografar os "discos voadores", que também assustaram um motorista de ônibus, um engenheiro, duas crianças e um operario. Enquanto os objetos voavam sobre o bairro, a luz se apagou em todas as casas por quinze minutos.
Saramenha é um distrito que fica a 10 minutos de Ouro Prêto. Lá moram operarios, engenheiros e estudantes que trabalham ou fazem estágio na Fábrica de Aluminio Minas Gerais. A primeira aparição dos discos foi pela manhã. Alguns alunos de Geologia da Escola de Minas chegaram a Saramenha para fazer estudos de mineralogia nas serras. Antes do melodia, um dos estudantes se aproximou do ônibus que estava vazio e ficou conversando com o chofer, Osmar Francisco. De repente, o motorista gritou: "Nossa Senhora, que é aquilo no céu?"
BATEU FOTOGRAFIA
Dimas não conseguiu ver nada porque é miope, mas mesmo assim, ajustou sua máquina e bateu muitas fotos da região que era indicada pelo motorista. Quando o filme foi revelado, ele viu coisas arredondadas nas chapas. O chofer do ônibus havia dito que essas "coisas" estavam se deslocando em sigue-sagues no céu.
Enquanto ele batia as retratos, dois meninos, a três quilômetros de distância, viam a mesmas coisas. João Luis, de cinco anos, e Maria Isabel, de sete, filhos do médico Percival da Costa Caldeira, voltaram correndo para casa, contando para o pai e para a mãe que tinham visto os objetos voando.
VOLTARAM A NOITE
O boato correu em Saramenha. Já no fim da tarde, mais ou menos às 18 horas, o engenheiro Julio Jacó terminou de jantar e foi para a varanda de casa. Nessa hora, ouviu gritos do seu colega Antônio Carlos, que é seu vizinho. Correu para a rua e viu dois objetos luminosos fazendo evoluções em forma de parabolas a baixa altura.
— Os objetos pareciam estar caindo. Vi nitidamente quando sobrevoaram a rede de alta tensão da Cemig, que leva energia à fábrica de Saramenha.
Para ver melhor os discos, o engenheiro entrou em casa para apanhar os binóculos. Mas quando voltou não viu mais nada. Nessa hora, 20 horas, todas as lâmpadas se apagaram em Saramenha.
ENGENHEIROS SURPRESOS
Quando as luzes se apagaram, os técnicos foram chamados para concertar algum defeito na aparelhagem. Trabalharam por 15 minutos, percorrendo grande trecho da rede mas não conseguiram descobrir nada de anormal. Tudo estava perfeito. Dentro da subestação, outros técnicos ainda procuravam algum defei-
to, quando às luzes se acenderam. Ninguém pode explicar como surgiu o "black-out".
Mais tarde, às 22 horas, o estudante Marco Antônio Von Krueger estava assistindo televisão em casa, quando o aparelho começou a funcionar mal. Apareceram latras ao vídeo e sinais estranhos no alto-falante. Quando a televisão melhorou, Marco Antônio sentiu que precisava ir à janela. Uma força estranha o atraía inexplicavelmente. Ele reagiu e conseguiu ficar sentado, mas, olhando pela janela viu alguma coisa se deslocar na escuridão.
OPERARIO APAVORADO
A dois quarteírões da casa do estudante, um operário acabava de descer do ônibus e caminhava a pé para casa. Ia andando de cabeça baixa, enquanto subia o morro, onde moram os engenheiros. Nesse momento, alguma coisa fêz com que ele olhasse para sima. E ele viu "a coisa".
Asima do morro, um objeto enorme estava parado no ar,
[PHOTOGRAPH CAPTION: Os discos voadores fotografados de outro ângulo]
no meio de um clarão forte. O objeto parecia bem perto do solo. O operário disse que viu sons pousados e abafados.
Ele ficou tão assustado que desceu o morro correndo, tomou o ônibus de novo e foi dormir na cidade.
G. NOTICIAS 16 MAI 1969
NSISA BR
[ILLEGIBLE signature]
PÁGINA 2 GAZETA DE NOTICIAS 6.ª-FEIRA, 16/5/19[69]
Estudante Fotografou Discos Voadores
G. NOTICIAS 16 MAI 1969
NSISA BR
[ILLEGIBLE signature]
GAZETA DE NOTICIAS 6.ª-FEIRA, 16/5/19[69]
lante Fotografou Discos Voadores
BELO HORIZONTE (GN) — Seis pessoas, em pontos diferentes, viram objetos misteriosos voando baixo em Saramenha, um distrito de Ouro Prêto. Um estudante da Escola de Minas conseguiu fotografar os "discos voadores", que também assustaram um motorista de ônibus, um engenheiro, duas crianças e um operario. Enquanto os objetos voavam sobre o bairro, a luz se apagou em todas as casas por quinze minutos.
Saramenha é um distrito que fica a 10 minutos de Ouro Prêto. Lá moram operarios, engenheiros e estudantes que trabalham ou fazem estágio na Fábrica de Aluminio Minas Gerais. A primeira aparição dos discos foi pela manhã. Alguns alunos de Geologia da Escola de Minas chegaram a Saramenha para fazer estudos de mineralogia nas serras. Antes do melodia, um dos estudantes se aproximou do ônibus que estava vazio e ficou conversando com o chofer, Osmar Francisco. De repente, o motorista gritou: "Nossa Senhora, que é aquilo no céu?"
BATEU FOTOGRAFIA
Dimas não conseguiu ver nada porque é miope, mas mesmo assim, ajustou sua máquina e bateu muitas fotos da região que era indicada pelo motorista. Quando o filme foi revelado, ele viu coisas arredondadas nas chapas. O chofer do ônibus havia dito que essas "coisas" estavam se deslocando em sigue-sagues no céu.
Enquanto ele batia as retratos, dois meninos, a três quilômetros de distância, viam a mesmas coisas. João Luis, de cinco anos, e Maria Isabel, de sete, filhos do médico Percival da Costa Caldeira, voltaram correndo para casa, contando para o pai e para a mãe que tinham visto os objetos voando.
VOLTARAM A NOITE
O boato correu em Saramenha. Já no fim da tarde, mais ou menos às 18 horas, o engenheiro Julio Jacó terminou de jantar e foi para a varanda de casa. Nessa hora, ouviu gritos do seu colega Antônio Carlos, que é seu vizinho. Correu para a rua e viu dois objetos luminosos fazendo evoluções em forma de parabolas a baixa altura.
— Os objetos pareciam estar caindo. Vi nitidamente quando sobrevoaram a rede de alta tensão da Cemig, que leva energia à fábrica de Saramenha.
Para ver melhor os discos, o engenheiro entrou em casa para apanhar os binóculos. Mas quando voltou não viu mais nada. Nessa hora, 20 horas, todas as lâmpadas se apagaram em Saramenha.
ENGENHEIROS SURPRESOS
Quando as luzes se apagaram, os técnicos foram chamados para concertar algum defeito na aparelhagem. Trabalharam por 15 minutos, percorrendo grande trecho da rede mas não conseguiram descobrir nada de anormal. Tudo estava perfeito. Dentro da subestação, outros técnicos ainda procuravam algum defei-
to, quando às luzes se acenderam. Ninguém pode explicar como surgiu o "black-out".
Mais tarde, às 22 horas, o estudante Marco Antônio Von Krueger estava assistindo televisão em casa, quando o aparelho começou a funcionar mal. Apareceram latras ao vídeo e sinais estranhos no alto-falante. Quando a televisão melhorou, Marco Antônio sentiu que precisava ir à janela. Uma força estranha o atraía inexplicavelmente. Ele reagiu e conseguiu ficar sentado, mas, olhando pela janela viu alguma coisa se deslocar na escuridão.
OPERARIO APAVORADO
A dois quarteírões da casa do estudante, um operário acabava de descer do ônibus e caminhava a pé para casa. Ia andando de cabeça baixa, enquanto subia o morro, onde moram os engenheiros. Nesse momento, alguma coisa fêz com que ele olhasse para sima. E ele viu "a coisa".
Asima do morro, um objeto enorme estava parado no ar,
[PHOTOGRAPH CAPTION: Os discos voadores fotografados de outro ângulo]
no meio de um clarão forte. O objeto parecia bem perto do solo. O operário disse que viu sons pousados e abafados.
Ele ficou tão assustado que desceu o morro correndo, tomou o ônibus de novo e foi dormir na cidade.
[photograph of face]
A amiga que a vida escreveu...
A Amiga
Disco Voador
[left column — partially illegible]
Entre os nosores [ILLEGIBLE] mais sendo — e escola a [ILLEGIBLE] — a hora mais Celeste e Inovadas, há que o e for, a família [ILLEGIBLE] diu este caminho feia [ILLEGIBLE] Navarro — "nunca trea teu avô andou" [ILLEGIBLE]
O momento é a seguinte: seres extraterrestres em relação a outros seres extraterrestres, em contacto de relacionamentos, de relação de outros [ILLEGIBLE] da Universidade John A. [ILLEGIBLE].
O orador [ILLEGIBLE] da reunião, Pedro Romano, um pesquisador particular, acrescentou:
[ILLEGIBLE several lines]
Foi à ela altura dos acontecimentos e da [ILLEGIBLE] muito necessidade à identificar seres extraterrestres.
[ILLEGIBLE]
Foram a visão dos Estados Unidos, a captura de um disco voador caído no deserto do Novo México.
Na posse da nave, construída com materiais metálicos foram encontrados os corpos de humanóides parecidos aos terran[ILLEGIBLE], porém menores. Acrescentou que leitores, que eram almas que eram alvos. Curiosa supressão a que eram dominados, estranha, era impulsada por energia elétrica, de tal elétrico deu algum indício de agressividade ou manifestou algum impulso para fazer o [ILLEGIBLE] crianças para esses seres.
Agora, a bomba.
Vocês podem não acreditar. Eu estou com
MALU RODRIGUES
A coisa entolada na minha garganta, mas não posso à tentação de dizer: na certeza de correr o "riscos, inclusive de passar por débil mental".
Os discos existem mesmo.
E eu VI UM HÁ DUAS SEMANAS ATRÁS! Como logo para ficar livre do que estava me bloqueando: sai de um baile às 3 horas da manhã, tava precisando de ar. A estrada estava deserta. Seriam umas quatro horas.
Fui seguindo, então tentando "engrenar" a marcha. Fui até a Avenida Niemeyer. O ar puro era uma delicia reduzida.
Quando dei por mim estava no Recreio dos Bandeirantes. Até lá continuei a seguir em frente. O rádio cantava "Free Again" — que é sentimental.
O nome cantava Leny Everson — que é sentimental.
Estranhai.
Não havia nada em volta. Eu não entrara em nenhum túnel.
Torci o botão. Nada. Ficou pior.
De repente, que susto!
Um clarão abrangente acontecia a uns 20 metros ou do lado das águas. Instintivamente, parei ou ou do lado das águas de mêdo — confesso — do não poder tirar os olhos da nave, que si- rava, girava, girava, envolvia na tal luz alaranjada.
Será que estão me observando? Fui logo colocar o medo pânico. Tentei, mais depressa possível.
A estrada estava deserta. Seriam umas quatro horas.
Tôda atrapalhada, não consegui "engrenar" o rádio da "marcha".
A luz alarmada se intensificou. Eu tinha a impressão que o meu fígado se acendia.
Recei, então.
Algo dentro de mim me dizia que er não viva, mais para contar e que viria [ILLEGIBLE] Com incrível velocidade o aparelho airou com incrível sentido vertical, para desaparecer em confins do céu.
O radinho do carro voltou ao normal de uma ca misara.
O locutor fazia um anúncio de uma ca misara.
Mas, sinceramente, não agarei [ILLEGIBLE]. Ou contava ou, em verdade, acabava perdendo o juízo.
Quem quiser acreditar, que acredite.
O fato em questão.
Os discos existem.
EU VI UM DELES NO RECREIO DOS BANDERANTES.
E de tanto mêdo, quase tive um filho sem estar grávida.
G. NOTICIAS 31 MAI 1969
[photograph caption] Outra visão impressionante do disco
Disco Voador Aparece Em
Três Rios: Documentação
Reportagem de CARVALHO JÚNIOR
O repórter fotográfico Jorge Castelani, profissional de comprovada identidade e reputação entre seus colegas, viu e documentou, na cidade de Três Rios, com chapas de incontestável evidência técnica, um objeto voador que, pela forma e pela movimentação verificada, pode ser "ncadíssimo" como OVNI (Objetos Voadores Não Identificados) por ora preocupam os círculos científico-militares do mundo inteiro. As máquinas usadas para a documentação exibida, foram uma Olympus-Pen n.° 844175, lente 1.26 e uma "Rolleirflex", lente 1.35, n.° ......, ambas sem qualquer dispositivo estranho que possa conduzir à suposição de burla ou mistificação.
O fato vem demonstrar que agora mais do que nunca, está havendo um maior entrelacement, de relações há interplanetárias e, reciprocamente, os habitantes desta e de outras galaxias buscam conhecerem e identificar-se com os costumes dos astros vizinhos. Enquanto o homem
desloca-se, com foguetes e módulos, visando desembarque na Lua e posterior incursão ainda mais longe mesmo, a certeza "impressionante, nte imovível, de que olhos de outros mundos nos contemplam."
O FATO
Inúmeros têm sido os testemunhos comprobatórios da existência de discos e "cigarros" ou outras formas inusitadas de corpos que, dia e noite, transitam pelo espaço sideral, a procedência e objetivos ainda não conhecidos incontestablemente buscando soluções tão justas, tão sérias como aquelas que também buscamos quando fazemos subir de Cabo Kennedy aqueles colossais impressionantes, que assombraram a todos com seu ronco atordoador.
Ainda agora, a visão obtida por Jorge Castelani merece ser registrada com seu relato singelo mas exequível sob todos os aspectos, porque partida de um homem com um passado limpo e em quem confia como incapaz de qualquer recurso mentiroso.
Saiu o fotógrafo domingo último, com destino a Matias Barboza, próspera cidade mineira na rota de Juiz de Fora e, segundo afirma, sem qualquer preocupação com referência a discos-voadores, porquanto o motivo que o levava àquela região, era focalizar o rebanho suíno na fazenda de uma parente pelo lado paterno.
Passamos a palavra ao profissional da fotografia:
— Chegando a Três Rios, o que se ouvia na cidade era a aparição de discos-voadores, coisa comum e rotina para meninos da roça que os surpreendem constantemente em repouso no campo, nas estradas e não dedicam aos mesmos a menor atenção que nós lhes dispensamos. Entrei no "Restaurante Ideal" próximo à Rodovia, cujo garçom Paulo Sergio Gonçalves (24 anos, solteiro) depois de mostrar-me o cardápio, passou a perguntar se eu já havia visto o "disco". Logicamente, respondi que não. "Pois então agüenta a mão por aí, fazendo hora que daqui a pouco o senhor irá".
Minha curiosidade despertou. — prossegue Castelani, — fui até à praça, junto a cujo arvoredo, outros jovens — Paulo Sergio (rua Benjamin Constant 537, aluno da professora Walkiria, do Grupo Escolar Rui Barbosa) Caledonias Cândido Vieira (14 anos, residente com o pai Braulio Vieira barbeiro em Vila Isabel) e Jorge Pinheiro (14 anos, rua Marta s/n morador proximo, com o pai Geraldo Pinheiro e Dona Sebastiani de Souza Pinheiro) discutiam sobre as aparições que haviam tido, ali mesmo e quando iam a caminho do trabalho, em horas diferentes.
Nesta altura, o repórter fotográfico passa a relatar sua própria e fantástica aventura:
— Foi então, meu amigo, que, incrédulo abandonei a ideia de prosseguir viagem e decidi ficar para também poder registrar o acontecimento.
SURGE O DISCO
— Sai de carro, percorrendo os arredores porém de máquina em punho, porque, segundo as testemunhas, "a coisa" poderia aparecer a qualquer momento. E foi justamente o que aconteceu.
Dois quilômetros fora da cidade, algumas pessoas, sobre uma ponte de córrego sêco, apontavam para o céu e acompanhei-os com o olhar, para um grupo de nuvens, sem que nada visse. Inesperadamente, os gritos dobraram "É" êle, "tá lá! olha lá!" e em meio se borbulhou o grupo, despontou sobretudo [ILLEGIBLE], o objeto que, visto ao longe, assemelhava-se a um disco de vitrola dobrado, po-
rém em côres rutilantes prêto e cinzento-claro. Fazia várias evoluções e durante vários minutos emergia e desaparecia nas nuvens, com uma rapidez espantosa até que, finalmente, sumiu no horizonte, buscando o caminho do infinito.
NÃO É O PRIMEIRO CASO
O depoimento de Jorge Castelani coincide com com outros recentes casos ocorridos em São Paulo e, há pouco mesmo, na televisão, um mágico de Campos foi acompanhado da esposa, revelou ter avistado um disco voador dentro da madrugada, na estrada que conduz à Macaé a Pirassununga, próximo a esta, pessoas foram assombradas com a visão de objeto pousado em meio do campo e até mesmo um jovem, mais audacioso tentou dialogar com os tripulantes da nave interplanetária: de pele esverdeada e gestos tranqüilos, sendo surpreendido com uma descarga de raios, possivelmente de "raios Leiser" que o deixaram descaordado e com vestígios palpáveis de queimaduras nas pernas e barriga.
Também no município paulista de Osasco, o comerciante Nelson Remedio dono de pequena loja na Avenida dos Autonomistas descrevendo-o como um objeto impressionantemente brilhante, que se deslocava com incrível rapidez, tendo seu aparecimento se repetido vários dias. Diante da insistência das aparições, foi que se animou a munir-se de uma máquina, fotografando-o, registrando assim, o fato que foi comprovado por várias testemunhas.
REPORTER E SOLDADO NO DISCO
Antônio Carlos Gomes, antigo fotógrafo do "Diário Carioca", viu e fotografou uma "coisa" (assim a denominam os americanos "the think") junto à ermida de Nossa Senhora da Pena, em Jacare-
[continuation of Três Rios article, G. NOTICIAS 31 MAI 1969]
subir de Cabo Kennedy aqueles colossos impressionantes, que assombraram a todos com seu ronco atordoador.
Ainda agora, a visão obtida por Jorge Castelani merece ser registrada com seu relato singelo mas exequível sob todos os aspectos, porque partida de um homem com um passado limpo e em quem confio como incapaz de qualquer recurso mentiroso.
Saiu o fotógrafo domingo último, com destino a Matias Barboza, próspera cidade mineira na rota de Juiz de Fora e, segundo afirma, sem qualquer preocupação com referência a discos-voadores, porquanto o motivo que o levava àquela região, era focalizar o rebanho suíno na fazenda de uma parente pelo lado paterno.
Passamos a palavra ao profissional da fotografia:
— Chegando a Três Rios, o que se ouvia na cidade era a aparição de discos-voadores, coisa comum e rotina para meninos da roça que os surpreendem constantemente em repouso no campo, nas estradas e não dedicam aos mesmos a menor atenção que nós lhes dispensamos. Entrei no "Restaurante Ideal" próximo à Rodovia, cujo garçom Paulo Sergio Gonçalves (24 anos, solteiro) depois de mostrar-me o cardápio, passou a perguntar se eu já havia visto o "disco". Logicamente, respondi que não. "Pois então agüenta a mão por aí, fazendo hora que daqui a pouco o senhor irá".
Minha curiosidade despertou. — prossegue Castelani, — fui até à praça, junto a cujo arvoredo, outros jovens — Paulo Sergio (rua Benjamin Constant 537, aluno da professora Walkiria, do Grupo Escolar Rui Barbosa) Caledonias Cândido Vieira (14 anos, residente com o pai Braulio Vieira barbeiro em Vila Isabel) e Jorge Pinheiro (14 anos, rua Marta s/n morador proximo, com o pai Geraldo Pinheiro e Dona Sebastiani de Souza Pinheiro) discutiam sobre as aparições que haviam tido, ali mesmo e quando iam a caminho do trabalho, em horas diferentes.
Nesta altura, o repórter fotográfico passa a relatar sua própria e fantástica aventura:
— Foi então, meu amigo, que, incrédulo abandonei a ideia de prosseguir viagem e decidi ficar para também poder registrar o acontecimento.
SURGE O DISCO
— Sai de carro, percorrendo os arredores porém de máquina em punho, porque, segundo as testemunhas, "a coisa" poderia aparecer a qualquer momento. E foi justamente o que aconteceu.
Dois quilômetros fora da cidade, algumas pessoas, sobre uma ponte de córrego sêco, apontavam para o céu e acompanhei-os com o olhar, para um grupo de nuvens, sem que nada visse. Inesperadamente, os gritos dobraram "É" êle, "tá lá! olha lá!" e em meio se borbulhou o grupo, despontou sobre [ILLEGIBLE], o objeto que, visto ao longe, assemelhava-se a um disco de vitrola dobrado, po-
rém em côres rutilantes prêto e cinzento-claro. Fazia várias evoluções e durante vários minutos emergia e desaparecia nas nuvens, com uma rapidez espantosa até que, finalmente, sumiu no horizonte, buscando o caminho do infinito.
NÃO É O PRIMEIRO CASO
O depoimento de Jorge Castelani coincide com com outros recentes casos ocorridos em São Paulo e, há pouco mesmo, na televisão, um mágico de Campos foi acompanhado da esposa, revelou ter avistado um disco voador dentro da madrugada, na estrada que conduz à Macaé a Pirassununga, próximo a esta, pessoas foram assombradas com a visão de objeto pousado em meio do campo e até mesmo um jovem, mais audacioso tentou dialogar com os tripulantes da nave interplanetária: de pele esverdeada e gestos tranqüilos, sendo surpreendido com uma descarga de raios, possivelmente de "raios Leiser" que o deixaram descaordado e com vestígios palpáveis de queimaduras nas pernas e barriga.
Também no município paulista de Osasco, o comerciante Nelson Remedio dono de pequena loja na Avenida dos Autonomistas descrevendo-o como um objeto impressionantemente brilhante, que se deslocava com incrível rapidez, tendo seu aparecimento se repetido vários dias. Diante da insistência das aparições, foi que se animou a munir-se de uma máquina, fotografando-o, registrando assim, o fato que foi comprovado por várias testemunhas.
REPORTER E SOLDADO NO DISCO
Antônio Carlos Gomes, antigo fotógrafo do "Diário Carioca", viu e fotografou uma "coisa" (assim a denominam os americanos "the think") junto à ermida de Nossa Senhora da Pena, em Jacare-
pagou, tendo, segundo diz, o objeto, somente não o famoso do por temer as consequências, enquanto no município São Leopoldo Rio Grande do Sul, o soldado José Antônio da Silva, estando de folga e pescando foi surpreendido com uma nave imensa que, pousando suavemente sobre um tripe escomável [ILLEGIBLE] algo parecido com os dos atuais módulos lunares viu surgir da escotilha aberta, a três homens cabedudos [ILLEGIBLE] dos pinguens [ILLEGIBLE], de fez amarelada e que, empunhando armas semelhantes às que vemos nas histórias de "science-fiction", colocaram-lhe um capacete e sabicharam [ILLEGIBLE] sobre a fuselagem do aparelho. Segundo sua afirmativa, depois de acelerando o motor, voiajou durante 48 horas pelas regiões mais fantásticas até que o objeto pousou novamente te perto da estação de Funtória, a Minas, de onde os retorcidos do aparelho foram localizados, na residência mais firme do famoso deserto.
Aqui, porém, ao que tudo indica, as aparições são pacificas. Possivelmente continuarão numa série, pela segundo a Astrologia, estamos próximos de assistir a décadas de "civilizados" marcianos ou como no filme famoso do Kubrick, a série de gigantescos "ônibus siderais" onde cientistas curiosos, demandarão o infinito, na busca curiosa de suas remotas e misteriosas origens.
CASTELANI VAI REGISTRAR
Não sendo, portanto, o primeiro a avistar um objeto de tal natureza, Jorge Castelani tem tanta convicção de que o que presenciou pertence a um planeta alheio ao nosso, que se colocou imediatamente as chapas colhidas à disposição da sociedade especializada em OVNI, existente nos Estados Unidos, onde as autoridades militares recolhem tudo quanto se faça ou escreva sobre o assunto.
Há alguns anos um oficial do Exército dos Estados Unidos, dos. vendo sobre o Grand Canyon, avistou um disco voador e decidiu acompanhá-lo. Comunicou-se imediatamente com a base mais próxima e informou que iria perseguir a "coisa" até onde fosse possível. Depois disso silenciou e dias após os restos retorcidos do aparelho foram localizados, na residência mais firme do famoso deserto.
Aqui, porém, ao que tudo indica, as aparições são pacificas. Possivelmente continuarão numa série, pela segundo a Astrologia, estamos próximos de assistir a décadas de "civilizados" marcianos ou como no filme famoso do Kubrick, a série de gigantescos "ônibus siderais" onde cientistas curiosos, demandarão o infinito, na busca curiosa de suas remotas e misteriosas origens.
DISCO VOADOR
EM TRÊS RIOS
[four photographs]
[caption bottom left] A GRANDE VISÃO
[caption middle right] TESTEMUNHAS
Jorge Castellani, da GAZETA DE NOTICIAS, viu e fotografou um objeto estranho nos céus de Três Rios. Além disso, recolheu o testemunho de várias pessoas. Ontem, Castellani, após cinco dias de indecisão, concordou em ceder os negativos. Vejam as fotos ao lado. (Leia na pág. 3)
G. NOTICIAS 15 JUN 1969
[photograph of two men]
Disco Voador Emociona
O aparecimento de um disco-voador ou, usando a expressão usual, um "objeto voador não identificado" na cidade fluminense de Três Rios, suficientemente documentado pelo repórter-fotográfico Jorge Castelani e divulgado em nossa edição de sábado, está provocando uma verdadeira celeuma nos círculos científicos brasileiros e, já agora, além de nossas fronteiras. Representantes de agências telegráficas estrangeiras vieram à nossa redação avistar-se com o jovem profissional da imprensa e tomar conhecimento dos detalhes sobre o momentoso assunto.
DISCOS EXISTEM
Entre os que nos visitaram, neutralizando com sua palavra abalizada a opinião suspeita dos incrédulos, registramos a presença de conhecido compositor Carlos Sideral, autor premiado no último carnaval com a música-enrêdo da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, e já muitos anos conhecido como autoridade em "objetos não identificados", donde lhe advém o curioso apelido.
Carlinhos Sideral disse-nos entre outras coisas que não tem a menor dúvida da existência de outras civilizações mais adiantadas do que a nossa e que, justamente por isso, nos enviam suas naves de observação, pretendendo possivelmente um contato pacífico, que ainda não procuramos compreender. "A elucidação dêste fenômeno, que há anos vêm sendo estudados por uma organização denominada 'Projeto Blue Book' traria uma completa reformulação na ciência terrestre. Traria, por exemplo, transformações radicais nos conhecimentos energéticos e revolucionaria as fontes de combustíveis atuais, tornando muitas delas desnecessárias e obsoletas, razão por que tudo caminha com muita cautela, para evitar uma situação de pânico entre grandes empresas ou "truts" internacionais, pela paralisação de suas atividades.
Nações poderosas, como os Estados Unidos e União Soviética possuem repartições especializadas no estudo da questão, recomendando cada conclusão como "top secret", a que o grande público está alheio, no próprio interesse da coletividade.
DIVULGAÇÃO NECESSÁRIA
Estamos no limiar de grandes dias de espantosos acontecimentos — continua Carlinhos Sideral — e, com a ida do homem à Lua, modificar-se-ão as perspectivas do Homem em relação ao Universo, atingindo a Era da Quarta Dimensão, já delineada pelo nosso prodigioso professor César Lates.
Cabe a cada um de nós um papel importante na êra que se aproxima. E ninguém tem o direito de fugir ao seu papel. Muitos vêem discos-voadores, objetos de vários tipos e formatos, mas temem revelar, julgando que cairão no ridículo. O lógico é que cada um que testemunhasse fatos dessa natureza, fizesse o mesmo que Jorge Castelani fêz, desassombradamente: trazer ao conhecimento de todos.
Tôda pessoa que quiser participar dessa cruzada magnífica para identificação aos estranhos visitantes e testemunhar de como seus propósitos são pacíficos, poderá fazê-lo, dirigindo-se diretamente à organização especializada já existente no Brasil: SBEDV (Sociedade Brasileira de Estudos Sôbre Discos-Voadores), ao seu presidente, Dr. Walter Karl Bulher na Rua Senador Pedro Velho n.° 50, ap. 201, das 20 horas em diante (Cosme Velho) ou, ainda, escrevendo para a Caixa Postal n.° 17, ZC-01 (Largo do Machado), Rio de Janeiro.
Concluiu Carlinhos Sideral: "Ajudar a desvendar o mistério dos discos-voadores ou dar colaboração aos que estudam a matéria, constitui um ato de inteira solidariedade humana, um passo gigantesco pela compreensão e entendimento entre tôdas as criaturas, num universo sem fronteiras.
G. NOTICIAS =6 JUN 1969
[photograph of disc-shaped object above trees]
MÉDICO MINEIRO FOTOGRAFOU:
SOLDADOS VIRAM
O DISCO VOADOR
Trinta soldados viram um disco-voador, em Lavras, Sul de Minas, a um metro do chão. Além disso, um médico fotografou o estranho objeto, que seria o mesmo avistado, há uma semana (clichê), em Três Rios, pelo repórter Jorge Castellani. A história é espantosa. (Pormenores estão na página 8)
G. NOTICIAS 17 JUN 1969
NSISA BR
[ILLEGIBLE]
[photograph caption] Este foi o disco-voador fotografado na Serra Dourada, em Goiás
Disco Voador Apareceu E
Pousou Em Montes Claros
BELO HORIZONTE (GN) — Montes Claros, a mais importante cidade do Norte de Minas, com mais de 80 mil habitantes, era tida até agora, como a terra das mulheres bonitas e do boi. Mas daqui p'ra frente, ela vai aparecer nos relatórios dos homens que procuram uma explicação para os objetos não identificados que estão sendo vistos nos céus do país.
Agora todo mundo só fala no "disco" que desceu no centro da cidade, numa noite escura nos meados do mês de maio. O objeto ficou parado no meio da rua, para depois levantar vôo e cortar a cidade de ponta a ponta, deixando trás de si um rastro luminoso.
ÊLE VIU O DISCO
Quem conta a história é o escrivão Geraldo Prates, funcionário do Forum local há mais de 28 anos e filho da mais tradicional família de Montes Claros, a família Prates. Tôdo mundo que ouve a história balança a cabeça de um para outro lado e comenta baixinho: "Seu" Geraldo não é de conversar essas coisas e se êle falou é porque aconteceu mesmo."
A estranha história do disco que desceu no centro da cidade, numa noite escura nos meados do mês de maio é assim, segundo o Sr. Geraldo Prates:
Eram 3h18m do dia 19. A cidade parecia deserta, embora de qualquer lado que chegassem as vozes dos seresteiros, ros que de violão em punho, cantavam as modinhas típicas da região às suas amadas. O escrivão subia uma das principais ruas de Montes Claros em direção à casa, depois de visitar o filho. Estava já na praça Dr. Chaves, em frente ao palácio do bispo, quando notou à sua frente, há uma trezentos metros, a silhueta de um objeto parecendo uma "betoneira", parado no meio da rua. Achou estranho aquilo, mas continuou em frente.
Ao andar cerca de 100 metros o estranho objeto começou a mover-se para cima. De sua parte inferior saíam dois feixes de luz forte, parecendo ao escrivão que êles é que impulsionavam o disco.
Subindo silenciosamente, o objeto parou a uma altura de 400 metros, aproximadamente, lá em cima, sem fazer qualquer ruido durante uns três ou quatro minutos. Espantado e sem explicação para a estranha visão, o escrivão parou sem saber o que fazer. De repente o disco rasgou o céu escuro de Montes Claros e cortou a cidade de ponta a ponta para desaparecer em seguida, deixando atrás de si um rastro luminoso.
NAUSEAS NA NOITE
O Sr. Geraldo Prates saiu do estado de estupefação e caminhou depressa em direção à casa. Mas à noite reservava outra surprêsa para êle ao passar pelo local onde o objeto pousara o escrivão sentiu náuseas. Mas tão logo passou pelo lugar o mal-estar foi embora e êle caminhou mais uma 100 metros para chegar à casa e acordar todo mundo. O objeto misterioso havia ido embora, deixando o escrivão sòzinho com sua história e o receio de contá-la pela cidade "para não ser malentendido como tantos outras pessoas que também
dizem ter visto o objeto estranho".
Ao contar tudo isso, êle fêz questão de afirmar:
— Não há dúvida. Eu vi o objeto bem à minha frente. Todos que me conhecem sabem que não sou de inventar uma coisa dessas. Não admito esta hipótese. Jamais acreditei em disco-voador, mas que eu vi posso identificar, e que não posso identificar, isso lá não tenho duvida. Pena estar sozinho, mas era madrugada. Na rua, a sens
hora só os seresteiros, mas eles não têm tempo para ver objeto não identificado.
Depois dêste caso e de tantos outros que apareceram no Norte de Minas, Montes Claros vai ter um centro de investigações dos objetos não identificados. A noticia, dada pelo "O Jornal de Montes Claros" — acrescenta que a cidade aguarda só a chegada de oficiais do FAB para instalar o orgão. Tão logo êle comece a funcionar, o escrivão Geraldo Prates vai ser ouvido.
J. BRASIL 14 MAI 1969
NSISA BR
[ILLEGIBLE]
Objetos estranhos aparecem
em Minas voando baixo e
emitindo chamado telepático
Belo Horizonte (Sucursal) — Objetos misteriosos voando a poucos centímetros do solo, um black-out inexplicável que durou 15 minutos, sem qualquer defeito na rede elétrica e a sensação de chamados telepáticos são fenômenos que, embora ocorridos há vários dias, ainda estão deixando intranquila a população de Saramenha, a 10 minutos de Ouro Prêto.
Um estudante da Escola de Minas de Ouro Prêto conseguiu fotografar um dos objetos voadores, que foram vistos também por um motorista de ônibus, um engenheiro, duas crianças e um operário. Este último foi para casa dormir, mas, em pânico, voltou para a cidade, e de tal maneira assustado que os amigos tiveram a impressão de que êle viria realmente uma fantasma.
A HISTORIA
Tudo aconteceu no dia 10 de abril último, mas só agora se conseguiu relacionados às acontecimentos é que estão contando o que viram e sentiram, porque tiveram mêdo de cair no ridículo, como tem acontecido com muitos que afirmam ter avistado discos voadores.
O local é Saramenha, distrito de Ouro Prêto, onde se localiza a Fábrica de Alumínio Minas Gerais, uma das poucas industrias do gênero no país. A população é constituída de operários, engenheiros e estudantes, que fazem estágio na fábrica.
Pela manhã do dia 10 de abril um grupo de estudantes de Geologia da Escola de Minas de Ouro Prêto chegou a Saramenha, para realizar estudos de mineralogias nas serras. Pouco antes do meio-dia, quando se preparavam para regressar à escola, um dêles, Dimas Gonçalves, recolhendo amostras de rochas, aproximou-se do ônibus escola que à esta altura, estava vazio, apenas com o motorista, Osmar Francisco. Ficaram por uns momentos, quando, de repente o chofer visivelmente assustado, gritou:
"Nossa Senhora. Que é aquilo ali, no céu!"
Dimas, que é míope, não conseguiu distinguir o que lhe indicava o motorista. Mesmo assim, preparou rápida a sua câmera fotográfica, batendo sucessivas chapas da seção do céu que era indicada pelo ônibus. Revelando o filme notou pontos arremessados [ILLEGIBLE] em tôda a seção geográfica. Decidiu, por isso, ampliar as chapas, nas quais podem ser vistos os pontos escuros, correspondentes ao objeto voador que, segundo o motorista, Osmar Francisco, se deslocava em ziguezague, até confundir-se com a linha do horizonte.
A mesma hora, a côrca de três quilômetros de distância, dois meninos — João Luis, de cinco anos, e Maria Isabel, de sete anos — filhos do médico Percival da Costa Caldeira, avistaram objeto idêntico descrevendo as mesmas parábolas. Aos gritos correram para a sua casa, contando o que havia sido visto ao pai e a mãe, os quais afirma conseguiram afirmar a mesma coisa.
O Dr. Percival Caldeira afirma que, insistindo com a menina Isabel, que tem muita atenção para o desenho, conseguiu com ela reproduzir o estranho objeto que vira no céu.
GRITO NA ESCURIDÃO
Embora a notícia dos objetos voadores já tivesse corrido por tôda a localidade de Saramenha, o resto do dia transcorreu calmo. De noite, mais ou menos às 19 horas, o engenheiro Júlio Jacó, que acabara de jantar, foi descansar na sua cadeira de balanço, no alpendre. Subitamente, gritos do colega Antônio Carlos, que reside nas proximidades, o assustaram. Levantou-se com um salto e chegando à porta da rua, avistou não um, mas dois objetos luminosos — um maior e outro menor — que descreviam parábolas a distância, mas a baixa altitude. Conta o engenheiro:
"Os estranhos objetos, nas suas evoluções, pareciam estar saindo. Vi nitidamente quando sobrevoaram a rede de alta tensão da CEMIG, que abastece de energia a fábrica de Saramenha.
Como o engenheiro desejasse observar com mais atenção os dois objetos voadores, entrou em casa para buscar uma luneta. Quando voltou, não mais avistou coisa alguma.
Nesse momento, perto de 20 horas, as luzes tôdas se apagaram em Saramenha. Chamados
às pressas, os engenheiros e outros técnicos em eletricidade procuraram localizar o defeito que motivara a interrupção da energia. Durante 15 minutos trabalharam diligentemente, percorrendo grande trecho da rede. Tudo estava em perfeitas condições. Ao mesmo tempo na subestação da CEMIG, estavam técnicos de plantão não conseguiram descobrir nenhuma anormalidade. Ainda estavam procurando quando as luzes se acenderam, tão inexplicavelmente como haviam se apagado. Verificações posteriores nada revelaram também.
ESTRANHO CHAMADO
O dia 10 de abril parecia voltado. I ambiente de sempre. O relógio marcava 22 horas. O estudante Marco Antônio Von Krueger, filho do engenheiro Válter Von Krueger, assistia calmamente a um programa de televisão em sua casa. Contrariado, notou que o aparelho, que àquela hora funcionava perfeitamente, começou a registrar sinais de estranha interferência, a ponto de embaçar completamente a imagem. Levantou-se para corrigí-lo. Não conseguiu. Ao voltar à sua poltrona, a interferência passou e a televisão ficou outra vez perfeita.
Foi quando Marco Antônio sentiu inexplicável impulso que o impelia até à janela. E conta:
Não pude controlar-me. Era algo muito forte. Quando dei por mim, já estava de pé, caminhando em direção à porta que da para o quintal de casa. A sensação que eu sentia era a de que alguém me chamava com insistência, embora, na sala, somente se ouvisse a voz do locutor na televisão. Foi como se não pudesse reagir e, dominando-me, voltei à minha poltrona.
De lá olhei pela janela e vi uma forma, um pouco difusa, deslocando-se dentro da escuridão. Parecia hora que era o barulho de uma lata derrubada. Levantei-me para ver o que seria, ao abrir à porta, o objeto estava inteiramente virada e seu conteúdo derramado, como se alguém, o tivesse "revisitado."
O FANTASMA
Perto da casa do estudante Marco Antônio Von Krueger, a 170 metros de distância, um operário que regressava da cidade para dormir, desceu do ônibus. A lembrou a êle, na rua a rampa, situada acima da vila residencial dos engenheiros, a caminho da sua casinha, no alto do morro.
Ia de cabeça baixa, prestando atenção ao chão. Algo o fêz olhar para cima. No alto do morro, rodeado de uma luz brilhante, um enorme objeto pairava a poucos centímetros do solo, emitindo sons pausados e abafados.
Tão apavorado ficou que desceu correndo o morro, tomou o ônibus de volta, e foi dormir na cidade, mas os amigos, preocupados, notaram a sua fisionomia descomposta, como se êle tivesse visto realmente um fantasma.
DISCO NO PIAUÍ
Teresina (Correspondente) — Um menino viu e fotografou um disco voador que sobrevoava esta Capital, enquanto de ônibus localidades do Piauí chegavam notícias da presença de objetos semelhantes.
O menino Marcelo, de 15 anos, tentava fotografar aves quando, a 300 metros de altura, viu um objeto semelhante a um prato virado. Apesar da hora — 17h30m — a foto do objeto é muito nítida e foi divulgada por autoridades militares e enviada à 2.ª Zona Aérea, no Recife...
J. COMERCIO 4 MAI 1969
VÁRIA NSISA B[?]
História de disco voador
A sensação de iminente perigo que se apodera dos muito felizes tem, sem dúvida alguma, uma razão de ordem psicológica. Não é estranha à natureza humana, marchar lado a lado com o tédio dos muito poderosos e muito saciados. O poeta Manuel Bandeira, em seu "Nitzcheana" nos deu uma idéia clara dêsse sentimento: "Ai, meu pai, que me esmaga a sensação do nada. / E ela reluzia com tôdas as cintilações do êxito intacto".
Pois aí vemos São Paulo, em pleno êxito, região tão altamente desenvolvida que poderia situar-se — se fôsse um país — entre os mais prósperos do mundo, vemos São Paulo fazer-se alvo dêsse sentimento de catástrofe, que deforma a realidade numa assustadora miragem, transfigurando o progresso em colapso econômico. Note-se bem: o observador não percebe, não percebe sequer o engano. Traído pela ilusão das imagens que o seu espírito inventa, descobre indícios de crise nas calças curtas do robusto menindo em fase de crescimento, vê por tôda parte obstáculos ao desenvolvimento, como o paranóico vê inimigos nas faces amigas que o cercam e procuram ajudá-lo.
Trata-se simplesmente da vocação do abismo. Pascal a conhecia bem, mas sabia lutar contra a assombração. Nem todos, porém, a fôrça lógica de Pascal e é justo que os desculpemos, reconhecendo a sua boa intenção em advertir os passantes do perigo inexistente. Devemos agradecer-lhes com a condescendência reservada aos supersticiosos que não nos deixam passar debaixo das escadas: afinal a ameaça poderia ser real, sendo o martelo pingando ou o martelo lata de tinta pingando do operário. Mau governante aquêle que diz — não me dê conselhos, sei errar sòzinho. Antes deveria dizer: aconselhai, aconselhai, sempre aproveitarei alguma coisa.
Pois é o que está acontecendo no caso da fantasiosa crise de São Paulo. A atôarda serve para que o governador do Estado viesse a público fazer um balanço da situação e reconhecer que tudo vai bem, embora não vô no melhor dos mundos. O melhor dos mundos. O ponderou o sr. Abreu Sodré, seria aquêle em que os serviços públicos estivessem acompanhando pari passu o extraordinário desenvolvimento da economia paulista. Se há alguma deficiência é porque estamos crescendo ràpidamente demais e nossa preocupação é que a roupa nova não fique pronta a tempo para irmos à grande festa do ano 2000, onde queremos apresentar-nos com uma fatiota bem talhada, muito diferente daquele traje de caipira que o senhor Kahn nos augura em sua futurologia.
Desfaz-se assim a nuvem que alguns tomaram por Juno, esquecidos de que a primeira condição para obter um bom emprêstimo num banco e, especialmente, em um estabelecimento que exige as garantias do Banco Mundial é ter crédito; e êste tem sua origem na
boa situação econômico-financeira do sacador. A velha tirada que define o banco como a casa que empresta dinheiro desde que você prove que não precisa não é de todo sem razão. Por isso mesmo, onde se vê motivo de alarma temos, antes, sobejos motivos de tranqüilidade. Se o senhor Abreu Sodré tem a coragem de pleitear do BIRD investimentos maciços no setor dos serviços públicos de São Paulo e se o senhor McNamara considera a pretensão digna de atenção e cuidadoso estudo é porque ambos têm confiança na economia do Estado. O governador não seria jamais tão inconseqüente, do ponto de vista político ou administrativo, que pretendesse endividar as finanças estaduais para a realização de uma obra cujos resultados dificilmente aproveitariam à sua gestão. E o presidente do Banco tem mais que fazer do que perder tempo com propostas mirabolantes.
A verdade é que São Paulo, cada dia mais reluz com as cintilações de um progresso invejável. Há até quem o acuse de colonialismo, para não nos referirmos à queixa, bem menos veemente, dos gaúchos apreensivos ante a descapitalização trazida pela disparidade de entre os preços dos produtos agrícolas e industriais. Sem dúvida alguma, numa economia em expansão, como é a do Brasil, sempre hó pequenos motivos de inquietação. As restrições de crédito com que lutam os pequenos empresários, as dificuldades da rêde bancária que estão sendo objeto de um debate franco com as autoridades monetárias, a inflação ainda não de todo contida, as deficiências na comercialização não deixam de causar fundadas preocupações. Mas daí a prenunciarmos o colapso total, a bancarrota estadual, o 'crack' dos negócios, vai uma grande distância. Bem ao contrário: quando examinamos a economia do País como um todo, o panorama é dos mais animadores. E as côres mais brilhantes situam-se precisamente no planalto paulista.
O senhor Abreu Sodré foi particularmente feliz ao esclarecer: 'Nenhum Estado pode estar sob ameaça de colapso econômico e duplicar os investimentos, conceder isenções tais e registrar pela primeira vez em muitos e muitos anos, um superavit orçamentório como São Paulo. A economia não vai apenas bem, vai ótimamente. Nossa situação financeira não está apenas boa. Está excelente.
E os brasileiros acreditam no que diz o governador, porque estão vendo que as palavras correspondem à realidade. Basta ver a indiferença com que o mercado do Rio e de São Paulo acolheu a alarmada manchete. Leu, como que lê notícia de disco voador. Com aquêle bom sorriso que ameniza as canseiras de quem não pode perder muito tempo em ficção porque hó muito que fazer: São Paulo não pode parar, nem o Brasil.
G. NOTICIAS 17 JUN 1969
NSISA BR
[ILLEGIBLE handwritten annotation]
[PHOTOGRAPH: disc-shaped object against sky]
[Caption]: Este foi o disco-voador fotografado na Serra Dourada, em Goiás
Disco Voador Apareceu E
Pousou Em Montes Claros
BELO HORIZONTE (GN) — Montes Claros, a mais importante cidade do Norte de Minas, com mais de 80 mil habitantes, era tida até agora, como a terra das mulheres bonitas e do boi. Mas daqui p'ra frente, ela vai aparecer nos relatórios dos homens que procuram uma explicação para os objetos não identificados que estão sendo vistos nos céus do país.
Agora todo mundo só fala no "disco" que desceu no centro da cidade, numa noite escura nos meados do mês de maio. O objeto ficou parado no meio da rua, para depois levantar vôo e cortar a cidade de ponta a ponta, deixando trás de si um rastro luminoso.
ÊLE VIU O DISCO
Quem conta a história é o escrivão Geraldo Prates, funcionário do Forum local há mais de 18 anos — e filho da mais tradicional família de Montes Claros, a família Prates. Tôdo mundo que ouve a história balança a cabeça de um para outro lado e comenta baixinho: "Seu" Geraldo não é de conversar essas coisas e se êle falou é porque aconteceu mesmo."
A estranha história do disco que desceu no centro da cidade, numa noite escura nos meados do mês de maio, segundo o Sr. Geraldo Prates:
Eram 3h18m do dia 19. A cidade parecia deserta, embora de qualquer vozes dos seresteiros, mas êles não tem tempo para ver
ros que de violão em punho, cantavam as modinhas típicas da região às suas amadas. O escrivão subia uma das principais ruas de Montes Claros, em direção a casa, depois de visitar o filho. Estava já na praça Dr. Chaves, em frente ao palácio do bispo, quando notou à sua frente, há umas trezentos metros, a silhueta de um objeto parecendo uma "betoneira", parado no meio da rua. Achou estranho aquilo, mas continuou em frente.
Ao andar cêrca de 100 metros o estranho objeto começou a mover-se para cima. De sua parte inferior saíam dois feixes de luz forte, parecendo ao escrivão que êles é que impulsionavam o disco.
Subindo silenciosamente, o objeto parou a uma altura de 400 metros, aproximadamente, lá em cima, sem fazer qualquer ruído durante uns três ou quatro minutos. Espantado e sem explicação para a estranha visão, o escrivão parou sem saber o que fazer. De repente o disco rasgou o céu escuro de Montes Claros e cortou a cidade de ponta a ponta para desaparecer em seguida, deixando atrás de si um rastro luminoso.
NAUSEAS NA NOITE
O Sr. Geraldo Prates saiu do estado de estupefação e caminhando depressa, em direção à casa. Mas à noite reservava outra surprêsa para êle ao passar pelo local onde o objeto pousara, o escrivão sentiu náuseas. Mas tão logo passou pelo lugar o mal-estar foi embora e êle caminhou mais uma 100 metros para chegar a casa e acordar tôdo mundo. O objeto misterioso havia ido embora, deixando o escrivão sòzinho com sua história e o recelo de contá-la pela cidade "para não ser malentendido como tantos outros que também
dizem ter visto o objeto estranho".
Ao contar tudo isso, êle fêz questão de afirmar:
— Não há dúvida. Eu vi o objeto bem à minha frente. Todos que me conhecem sabem que não sou de inventar uma coisa dessas. Não admito esta hipótese. Jamais acreditei em disco-voador, mas que eu vi não tenho dúvidas. E que não posso identificar, isso lá não tenho dúvidas. Pena estar sòzinho, mas era madrugada. Na rua, a sem
hora só os seresteiros, mas êles não tem tempo para ver objeto não identificado.
Depois dêste caso e de tantos outros que apareceram no Norte de Minas, Montes Claros vai ter um centro de investigações dos objetos não identificados — a notícia dada pelo "O Jornal de Montes Claros" — acrescenta que a cidade aguarda só a chegada de oficiais do FAB para instalar o órgão. Tão logo êle comece a funcionar, o escrivão Geraldo Prates vai ser ouvido.
[ILLEGIBLE publication name] 22 MAR 1969
DISCO VOADOR E ESTRANHA
DOENÇA ALARMARAM IBIUNA
Ibiuna passou por momentos de agitação na madrugada passada. Corriam boatos de que discos voadores haviam aparecido na cidade. Pouca gente dava informações bem fundamentadas. As notícias partiam de emissora local, que começou a divulgar o fato, baseada em um aviso dado por um advogado, que teria visto o estranho objeto sobrevoando suas fazenda.
A reportagem, entrando em contato com Maria Aparecida, funcionária do Posto de Saúde, descobriu a notícia mais importante, que pelo menos é verdadeira. "Não são os discos a preocupação do povo de Ibiuna, mas uma estranha doença, de pele, que tem dado muito trabalho aos enfermeiros. Diversos casos foram registrados. As pessoas atendidas declararam que começaram a sentir febre e coceira por todo o corpo. Depois, foram surgindo feridas. Ainda não foi possível diagnosticar alguma coisa.
NÃO HÁ MÉDICO
— "Como a imprensa está
em Ibiuna atrás de discos voadores e nada foi encontrado, acho que tenho uma boa informação para vocês, repórteres. Muita gente está doente por aqui, com feridas e manchas na pele, sem que ninguém saiba como enfrentar o problema. Basta dizer que há três meses não aparece um médico aqui no Posto"; foram palavras de Maria Aparecida.
O recêio dos responsáveis pelo Posto de Saúde é que surja uma epidemia. Se algo não fôr feito rapidamente, como o envio de uma equipe de médicos, laboratioristas e vacinadores a Ibiuna, os casos poderão se agravar.
DISCO VOADOR
Por interrupções inexplicáveis no circuito telefônico de Ibiuna, "descobriu-se" mais um disco voador. As telefonistas informaram que um objeto estranho prejudicava as ligações. Confirmaram a informação quando se soube que, este mesmo objeto havia descido em um campo, sumindo logo depois, a bordo de um casal de lavradores.
José Anastácio, 56 anos, empregado de um posto de gasolina, informou que o disco voador havia aparecido no morro do Feiçal, mas nada sabia a respeito dos lavradores desaparecidos. Depois de muita gente ser ouvida, viu-se que tudo era boato, nada havia de discos voadores em Ibiuna. Uma coisa no entanto ainda não ficou clara: onde estão os lavradores?
Noticias Populares - SP 7 MAI 1969
OUTRO "DISCO VOADOR"
FOI VISTO EM OSASCO
Quando se processava a inauguração de obras de asfalto no Jardim São Vitor — local alto, com completa visão de todo o horizonte — as inúmeras pessoas que ali se faziam presentes, entre elas vários oficiais do gabinete do prefeito, viram um estranho objeto sobrevoando a cidade e que foi logo tachado de um possível "disco".
O céu limpo de nuvens possibilitou às pessoas observarem o estranho objeto que tinha a forma de uma bola de futebol, com uma luz constante e clara e que não emitia raio luminoso, fazendo crer que a sua luminosidade fosse interna.
A aparição ocorreu por vol-
ta das 20h30 de anteontem e o objeto se locomovia em velocidade variável, parou por uns instantes num determinado ponto do espaço e, em seguida, em linha horizontal, deslocou-se em direção à Serra do Jaraguá.
Os oficiais do gabinete da municipalidade, srs. João Alberto Michelit e Valcir Sgarbi, tiveram a oportunidade de ver a bola pairando sobre Osasco, e, quando alguém tentou classificá-la como tendo um balão comum, logo foi contestado em virtude dos movimentos que o corpo estranho efetuava no espaço, não comuns aos balões juninos.
Segundo moradores de Osasco, esta aparição não é a primeira, pois, "dias atrás", o sr. Nelson Remedi teve a oportunidade de ver algo misterioso que se movia no espaço e, como ele estava munido de uma câmara fotográfica, chegou a fotografar varias vezes o estranho objeto.
O DIA 3 MAI 1969
NSISA B[?]
Disco voador sobrevoa o Palácio
dos Despachos do Governador
NITEROI (Sucursal) — Um objeto voador não identificado fêz sua aparição, ontem, às 22 horas, sobrevoando as matas do Hôrto Florestal, onde, atualmente, o Governador Geremias Fontes está despachando, por motivos das obras que se realizam no Palácio Nilo Peçanha. A presença do estranho objeto foi constatada pelo investigador Bento Durão de Barros e consta de parte feita pelo comissário Carlos Gomes, no livro de ocorrências policiais da 3ª DP.
O investigador Bento Durão de Barros era o único policial na 3ª DP, pois o comissário Carlos Gomes havia saído com quase tôda a sua turma para atender a um chamado. Em dado momento olhou para o céu e viu o OVNI, que descia sôbre as matas do Hôrto. Ficou como que petrificado, mas, passados alguns instantes de indecisão, correu para o interior da Delegacia e chamou o jovem Sidnei, filho de um policial aposentado, que usava o telefone, e ambos ficaram observando o «disco voador».
Forma
O OVNI visto pelo investigador Bento Durão de Barros e pelo jovem Sidnei tinha a forma ovóide e emitia som estridente e um foco de luz amarelada. Estêve, apenas, durante alguns minutos, pairando sôbre as matas do Hôrto. Em seguida desapareceu no infinito, numa velocidade espantosa.
Quando o comissário Carlos Gomes retornou à 3ª DP, Bento, ainda trêmulo, contou o ocorrido, sempre testemunhado pelo jovem Sidnei. A autoridade não teve dúvida: tomou a têrmo a versão do velho e honesto policial, registrando no livro de ocorrências o aparecimento do misterioso objeto, para que o delegado Expedito Cardoso fizesse a comunicação a quem de direito.
Hôrto
No Hôrto Florestal está situada a Secretaria de Agricultura e o Governador Geremias Fontes o utiliza como Palácio dos Despachos, porque o Palácio Nilo Peçanha está em obras.
L. DEMOCRATICA =5 JUN 1969
Três discos-voadores fazem
manobras em Angra dos Reis
Formando um triângulo e um parecendo guiar os outros dois, três discos voadores sobrevoaram durante várias horas, anteontem à noite, a Cidade de Angra dos Reis. Tôda a população acompa-
nhou emocionada a evolução dos OVNI, sendo que num dado momento dois dos discos retiraram-se para uma distância regular mar à dentro, ficando o terceiro estacionado sôbre a cidade.
Evoluções
O alarma da presença dos discos foi dado por funcionários do Instituto Nacional do Café, ao término do expediente, às 18h. Em poucos minutos tôda a população estava na rua e ninguém mais se preocupou com outra coisa. A hora do jantar foi adiada e muitos até se esqueceram de comer. As donas de casa deixaram de lado seus afazeres e os cinemas ficaram vazios. Todos foram à rua para acompanhar as evoluções dos três discos.
Os OVNI (Objetos Voadores Não Identificados) foram vistos sobrevoando o caís e o Colégio Naval. Segundo alguns, estariam a uns três quilômetros de altura. Outros, porém, calculam em mais, entre 5 e 6 quilômetros.
Os três discos formavam um triângulo e, num dado momento, depois de quase três horas sôbre a cidade, voando sempre na mesma formação, dois se distanciaram e ficaram a certa distância parados. O terceiro ficou na cidade, primeiro parado, e depois fazendo novas evoluções.
Fugiram
Segundo notícias vindas de Angra dos Reis, um avião comercial ao passar pela cidade teria avistado os discos e teria ainda saído em sua perseguição. Foi en-
tão que os três se juntaram novamente e desapareceram a grande velocidade. O avião não chegou a ser identificado.
Desmaios
A população ficou apreensiva com o fato e muitas pessoas ficaram assustadas, sendo que uma jovem chegou a desmaiar, en-
quanto a srea. Lia Malaquias, bastante nervosa, teve que ser atendida por um médico.
O DIA 6 MAI 1969
NSISA BIZ
COMISSÁRIO REAFIRMA TER
VISTO «DISCO» NA PAVUNA
Ouvido pela reportagem, ontem, no 6º Setor de Vigilância, na Pavuna, o comissário Genildo Pereira Gomes confirmou as declarações anteriores, segundo as quais era, realmente, um disco e objeto luminoso que observara nos céus da Guanabara, no dia 1º de maio último, às/quatro horas trinta e dois minutos, quando se encontrava/na porta daquele Setor, em companhia de seu colega Cláudio Silveira Dias.
Contatos
O Comissário Genildo reafirmou que, assim que observou o estranho objeto, entrou em contato radiofônico, através do transceptor, com a Torre de Contrôle de Rádio da Polícia Central, informando-a sôbre o que estava ocorrendo. Imediatamente chegava ao local a BP-1/68, chefiad GC nº 2.345, tendo êste constatado a veracidade das informações que prestara. Disse, ainda, que o seu relato foi captado pelo Comissário Mário Santos da 20º DP, que despachou incontinenti para o local, uma turma, de ronda, composta dos policiais Fernando, Antônio, Jesus e Bezerra, que presenciaram, também, as evoluções do objeto no espaço. Segundo reafirmou o Comissário Genildo, o fato foi observado, inclusive pelos fiscais lotados nas Barreiras 1 e 3, os primeiros a verificar o fenômeno e justamente os que lhe haviam dado a informação sôbre a presença de objeto.
Descrição
O Comissário Genildo teve ainda o cuidado de registrar, no Livro de Ocorrências do 6º Setor de Vigilância, sob o número 98, a descrição completa daquilo que vira em companhia dos colegas. Segundo o que está registrado, o objeto era de aparência arredondada, em forma de prato, emitindo forte luminosidade que ora diminuía ou aumentava de intensidade. Deslocava-se para cima e para baixo, como que propositadamente exibindo evoluções de malabarismo. O policial acrescentou que, já anteriormente, isto é no dia 27 de abril, observara objeto idêntico, no mesmo local e à mes-
ma hora, fazendo evoluções semelhantes.
Balões
Indagado pela reportagem sôbre a possibilidade de ter sido vitimada por uma ilusão de ótica ou de se ter confundido e visto apenas um balão ou outro objeto, o Comissário Genildo respondeu que não é de tomar bebidas alcoólicas, não sofre das faculdades mentais, vista ótima e contrôle de nervos à tôda prova, para que não soubesse distinguir o que via. Todos êstes fatores são suficientes para não eme deixar enganar. Fez questão de destacar — sobretudo — que é um antigo policial e com uma respeitável fôlha de serviços, tendo trabalhado em quase tôdas as Delegacias da Guanabara, sempre como homem de respeito, ponderado e sóbrio nas atitudes.
— «Assim sendo, jamais poderia eu confundir um balão com outro objeto qualquer. Não afirmo que fossem discos voadores. Mas que eram objetos com formato de discos, não, tenho a menor sombra de dúvida» — concluiu o Comissário Genildo.
O DIA
O DISCO VOADOR
Pancrácio via televisão tranqüilamente quando resolveu dar uma espiada pela janela. Sentiu o coração na bôca. Catucou a mulher:
— Lindonéia, você sabe que eu sempre fui um homem ponderado e que nunca acreditou em bobagem! Sabe também que não sou de me impressionar sem razão! Sabe, enfim, que não sou nenhuma bêsta!
— E daí? — quis saber Lindonéia, chateada por ter sido obrigada a interromper o tricô. Pancrácio deu um salto da cadeira:
— Vi um disco voador!
A mulher leu nos jornais que, efetivamente, os «invasores» estão passando aí por cima e correu pro jardim. Viu também:
— Caramba, é redondo!
Pancrácio meteu-lhe o dedo na cara:
— E você queria que um disco voador fôsse quadrado, sua bêsta?
Os meninos saíram correndo pela rua, anunciando a descoberta de Pancrácio.
— Papai localizou um disco voador! Papai localizou.
Janelas começaram a se abrir. Um velhote tipo cangaceiro aposentado resmungou:
— Vou deixar o quarto para apanhar o vento frio da rua, mas vale a pena!
Num minuto a rua tava assim de gente. Nos postes, trepados nos muros e em árvores, homens e mulheres viam o minúsculo objeto luminoso varar o céu em velocidade pequena. Pancrácio batia no próprio peito:
— Fui eu, eu que descobri o disco voador! Eu, eu!
«Seu» Avelar dono do armazém aconselhou-o:
— Pancrácio, você deve ir à Policia, homem! Já pensou? Pode até ganhar uma medalha!
O tal velhote com cara de cangaceiro aposentado começou a tossir em tôdas as direções. Ruminou.
— Droga de bronquite! Sou até capaz de morrer por estar pegando êsse frio gelado! Mas morro realizado: vi um disco voador, afinal!
Pancrácio era cumprimentado por todos. Foi quem descobriu o disco voador. Um mulato abraçou-o:
— Quero pedir desculpas por um mau pensamento! Quando vim pra rua fiz uma jura: se fôsse mentira fazia o senhor botar o bloco na rua! Olha, trouxe até o co?!
Pancrácio estremeceu e procurou dar fôrça:
— É um disco, olha lá, é um disco voador de verdade, meu caro!
O mulato estava convencido:
— Sim, realmente! Por isso estou lhe pedindo desculpas pelo mau pensamento!
'Tava todo mundo de ôlho pregado no objeto misterioso que emitia luminosidade e movia-se em linha reta. Uma senhora opinou:
— Pra mim vem de Marte!
Outra concertou:
— Que de Marte uma porcaria! Pelo jeito dêle correr no céu tá na cara que veio de Vênus! Olha como rebola!
O tal mulato dono do mau pensamento já ia dar ela opinião quando o «disco voador» soltou o primeiro buscapé. Depois veio um foguete de três tiros e, por fim, lágrimas de Nossa Senhora.
Pancrácio não teva como explicar nem pra onde correr.
O DIA =5 JUN 1969
Disco voador nos céus de Brasília
BRASÍLIA (O DIA) — Deslocando-se, ora em sentido horizontal, ora verticalmente, e com uma variação de côres realmente impressionantes, foi visto, às 2h 30m da madrugada de ontem, nos céus de Brasília, mais um «objeto voador, não identificado».
O «disco-voador» foi visto pelo inspetor da Polícia Florestal de Brasília, Sr. Oldack de Oliveira, e mais cêrca de dez pessoas, inclusive os Srs. Marcos Heusi Neto, consultor jurídico da Polícia Florestal, e Collins, estrangeiro radicado no município de Itaciara, onde o polícia florestal se encontrava em missão de patrulhamento, na ocasião da aparição.
Segundo ainda o relato do Sr. Oldack de Oliveira, o objeto emitia luzes intensas que variavam constantemente de côr, deslocando-se, rapidamente, em sentido horizontal e em sentido vertical.
— As luzes às vêzes, apagavam-se totalmente — afirma o policial — acrescentando que o disco foi visto cêrca de cinco quilômetros distante do local, onde se encontravam êle e seus companheiros, permanecendo visível por mais de uma hora, mas que tão logo êles começaram a se aproximar, o objeto, redondo com forma de prato, desapareceu, silencioso e sem deixar qualquer vestício
DISCOS VOADORES OBSERVADOS NA CIDADE DE TIETÊ
SÃO PAULO (O DIA) — Informações do município de Tietê revelam que os chamados discos voadores, também estão sendo observados naquela região. Pelo menos duas vêzes por semana, entre 18 e 20 horas, um objeto arredondado, emitindo intensa luz, tem surgido a uma altitude de 200 metros. A princípio os observadores julgavam tratar-se de aviões que se dirigiam para o aeroporto de Viracopos — o que seria normal naquela área — mas a ausência de ruído eliminou essa possibilidade.
O DIA =6 JUN 1969
Médico fotografou um disco voador
e muita gente em Lavras também viu
BELO HORIZONTE (O DIA) — Mais uma história de disco voador. Desta vez foi em Lavras, no Sul de Minas. Um grande objeto voador foi visto por 30 soldados do Tiro de Guerra, a um metro do chão e foi fotografado pelo médico-cirurgião Rômulo Turini, da varanda de sua casa.
Um engenheiro eletricista, um fotógrafo profissional e outras 20 pessoas também viram o estranho disco que voou sôbre Lavras. Era enorme, com 50 metros de diâmetro e a côr ficava entre o vermelho e o laranja. Ninguém fala em outra coisa, na cidade.
O disco
Tôda a cidade de Lavras comentou com o povo comentando o aparecimento de um disco voador que chegou a ser fotografado e visto a uma distância de até 150 metros, depois de correr a cidade da ponta a ponta e aparecer para mais de 30 atiradores do Tiro de Guerra 264, de Lavras, a apenas 1 metro do solo. O Dr. Rômulo Furtini Tourini, médico-cirurgião, conseguiu bater uma série de quatro fotografias do objeto, embora estivesse na varanda de sua casa, distante mais de dois quilômetros. O filme foi totalmente riscado pelos movimentos do disco.
Um engenheiro-eletricista e inspetor da Viação Férrea Centro-Oeste, José Alfredo Uness um fotógrafo profissional de Lavras, Paulo Reis,
o sargento França Ferreira, do Tiro de Guerra; e seus atiradores, além dos depoimentos de dezenas de outras pessoas de Lavras, confirmam que a cidade foi realmente visitada por um objeto desconhecido, de côr às vêzes indefinida, outras de um laranja avermelhado, chegando a medir quase 50 metros de diâmetro. Até agora tôda a população da cidade só fala em disco voador, embora os que não viram ainda continuem não acreditando, totalmente, na estória, mas chegam a admitir a existência do disco voador nos céus de Minas e de todo o mundo.
Médico fotografou
O médico Rômulo Furtini Tourini, nome muito respeitado em tôda a região, principalmente depois que êle e seu colega Dr. Hugo de Paiva Teixeira suturaram o coração de um paciente que estava morrendo, salvando-o, entre os que afirmam o fato. Mais recentemente, o Dr. Rômulo, chefiando uma equipe médica composta dos Drs. Hugo e Milcio Sensiuci, salvou Maria Nazaré Naves, que chegou à Santa Casa de Lavras com uma faca cravada nas costas e que penetrou até o pulmão direito. Ela chegou em estado de choque hemorrágico, mas foi salva e teve alta completamente recuperada.
Foi o Dr. Rômulo quem contou para o repórter como êles ficou sabendo da existência do objeto estranho. Seu depoimento, na íntegra, é o seguinte:
— «Estava em minha casa, com minha espôsa, cunhada e sogra, quando recebi um telefonema da casa de meu sôgro avisando-me de que uma luz muito forte estava parada sôbre a cidade, nas proximidades da tôrre da transmissão da Rádio Cultura de Lavras. Fui ver o que era e fiquei apavorado, mas ainda consegui lembrar-me da máquina fotográfica e de que nela havia um filme virgem. Chamei minha família para ver o objeto, enquanto eu procurava a máquina. A noite estava nublada e tive a certeza de que a luz não poderia nunca ser proveniente de satélite. Era uma luz artificial mas assim alguma coisa que não havia visto antes, de brilho alaranjado no centro e branco na periferia».
Continua gravando para o repórter e fica emocionado quando só em falar na aventura que passou, tentando ver se conseguia uma boa foto do objeto. Não gosta de falar que se trata de disco voador, pois acha que êles existem e depois das fotos tem certeza disso, mas sempre prefere dizer que era um objeto estranho.
«A primeira foto que eu bati ficou com mêdo de que o objeto desaparecesse. A máquina conseguiu distância 1:4; diafragma 8 e velocidade 60. O filme era de 125 asas, Orvo, fabricado na Alemanha e minha máquina é «Lubitel-2», própria para amadores como eu. Vendo que o objeto não saía do lugar, voltei para dentro de casa, regulei novamente a máquina e bati várias fotos, em diversas velocidades e aberturas de diafragma. Depois o objeto deslocou-se para a direita, para cima, voltei para baixo e foi desaparecendo, porque o meu ângulo de visão era muito bom.
Agora o problema
Ficou dois dias com o filme na máquina, pensando se mandava para revelar ou se esquecia o acontecimento. A curiosidade e vontade de saber se o filme havia sido sensibilizado foram maiores do que o mêdo de passar por ridículo, por ter visto um «disco» voador. Aguardou também se ouvia comentários de outras pessoas sôbre os dois dias anteriores, embora não fizesse nenhuma questão de ouvir. Mas, outras pessoas viram o disco. O Sargento do Tiro de Guerra e quase tôda a sua turma de atiradores. O engenheiro José Alfredo, Uness. A senhora Emília Vilela e sua cunhada Geraldo Sousa Costa, que é de Belo Horizonte e está em Lavras a passeio. Estas pessoas, tôdas da mais alta responsabilidade e conceituadas na cidade, seriam incapazes de falar mentiras, coragem ao Dr. Rômulo para mandar revelar o filme.
A hora da surprêsa
«Depois que soube que outras pessoas viram o «objeto», mandei o filme para revelação, procurando o fotógrafo Paulo Vitor Neves, do «Foto Flash», esperando, nada encontrar. Mas, para surprêsa minha, apareceu no filme um objeto estranho, sendo que, em cada chapinha se a impressão de que eram dois. O fotógrafo, Paulo, afirmou que o que estava vendo o Dr. Rômulo viu que existia alguma coisa «saiu pulando de alegria, satisfeito, por saber que o que vira realmente existia».
O médico explicou como conseguiu obter êstes negativos, mostrando o movimento do objeto voador
O DIA 18 JUN 1969
NSISA BR
any
Morto o viajante do disco voador
GOIÂNIA (O DIA) — Um dos casos mais estranhos ocorreu com o lavrador Adelino Roque, de 25 anos, casado, residente no município de Ituaçú, que, segundo depoimentos de pessoas de sua família, foi carregado num disco-voador, e acabou louco, morrendo, mais tarde. Modesto, moderado e trabalhador, o pobre homem transformou-se não tendo mais possibilidades de viver normalmente.
Estranha viagem
Seu tio, o comerciante José Marcório, contou que, em 20 de abril, Adelino queixava-se de forte dor de dente. Eram domingo. O dentista recusou-se a extrair o dente, porque era acabou disso, o lavrador despediu-se dos tios, montou o cavalo e rumou para a sua fazenda, distante 12 quilômetros de Ituaçú. Não demonstrava nenhuma perturbação mental. Havia percorrido dois quilômetros quando notou que era seguido por uma luz. Não se perturbou, e continuou a viagem. Andou mais 200 metros, e a luz baixou, iluminando o Rio Serradinho, onde o cavalo matava a sêde. O animal assustou-se, porém Adelino prosseguiu no caminho. Cem metros adiante, o lavrador sentiu um impacto, tudo indicando estar hipnotizado. Uma luz fria lhe alcançava as costas, quente. Nêsse momento, baixou o cabeça um objeto desconhecido, imobilizando-o. Ao mesmo tempo, algo se aproximou e arrebatou o cavalo. Sem saber como e possibilitado de narrar os lances seguintes da aventura, Adelino Roque, acordou, às 5 horas do outro dia, à margem do Rio Parnaíba, em Itumbiara, cidade que não conhecia. Estava sentado numa pedra, diante de caudalosa corrente de água, que só conhecia a Meia-Ponte e o Serradinho. Ali ficou, imóvel. Só deu conta de si ao chegar um carroceiro, que lhe fazia perguntas. Adelino pediu que o levasse para casa. Itaçú ficava a um dia de viagem. Sua surprêsa aumentou quando o lavrador afirmou que saíra de lá há pouco menos de uma hora. O carroceiro bem acreditou na história, pôr as frases de Adelino não pareciam ter lógica. Conduziu-o até a estrada, fêz com que pegasse um ônibus e transmitiu recomendações ao motorista, indicando o seu ponto de destino. Às 16h30m, êle chegava à Rodoviária de Ituaçú, e já não era o mesmo, observando-se completa modificação em sua personalidade. Seu próprio pai, Neno Roque, informa
que seus olhos estavam vidrados, semelhantes aos de um alucinado. Estava roxo, a pele se contraía, a bôca mudava de formato. Logo, no entanto, se recuperou. O caso foi confirmado pela espôsa do lavrador, D. Ivani.
Morte misteriosa
Ao retornar à Cidade no dia 21, Adelino pedia que não deixassem «a luz» carregá-lo novamente. Afirmava que ela estava se aproximando, e dirigia novos apelos para salvar-se. A família, acabrunhada, não sabia o que fazer. Não entendia como um homem tão simples e tão normal, um pobre analfabeto, sofrera mutação tão profunda. Na mesma época em que sumiu o lavrador, desapareceu uma sua sobrinha, menor. Logo os moradores do lugar divulgaram que os dois tinham relações amorosas e haviam fugido juntos. A família contestava a autenticidade da versão. Adelino era bem casado e tinha quatro filhos, sempre se dedicando, de corpo e alma, aos seus. O fato é que tio e sobrinha morreram. A explicação encontrada era a alucinação, causada pela luz estranha e pelo objeto desconhecido que lhes aparecera na estrada. O homem fugira em 25 de maio, mais de um mês depois do aparecimento do disco-voador. Dessa vez, levou a sobrinha, de 16 anos de idade. «É a loucura; êle nunca foi mesmo normal; pobre criatura!» — exclamavam. Em estado normal, nunca agiria daquele modo. «Você é um louco!» — repetiam. Sua espôsa era uma das que lamentavam o destino e inocentavam o coitado.
O cunhado, Anacleto, disse que Adelino era seu confidente e nunca lhe escondeu nada. Contou-lhe o fenômeno do disco-voador, insistindo, mesmo, para que fôssem a Ituimbiara, para reviver a história. Constatou, também, a radical transformação ocorrida em Adelino. Acrescentou que, se êle cometeu o suicídio, como se propalou, é que recuperou a consciência e viu que tinha errado.
Ninguém sabe em que circunstâncias morreram êle e a sobrinha. Suicídio? Pacto de morte? Efeito da loucura ocasionada por estranhos fenômenos? Eis o mistério.
Adelina Francisco Roque e o marido, Alcino Francisco Roque, revelaram a hora em que Adelino morreu: 5 horas da manhã. Contaram que isso aconteceu em sua casa. Ade-porta, que queria morrer nos braços do cunhado, e logo o jovem final jôvem só veio a falecer às 15 horas, no Hospital de Ituaçú. O chefe do Serviço de Polícia Técnica, Sr. Leonardo Rodrigues, acompanhado do perito-criminal Válter Agapito, só chegou à Cidade depois do sepultamento, tendo tomado o depoimento de pessoas da família das vítimas, para enviar relatório ao Secretário de Segurança. Foi solicitada a presença de um médico-legista, para exumação do cadáver do lavrador e realização dos exames necessários.
O GLOBO 25 MAR 19[ILLEGIBLE]
Semana da Ciência
terá conquista da
Lua e disco voador
A Sociedade Interplanetária do Rio de Janeiro promoverá na segunda quinzena de abril a X Semana da Ciência, com palestras sôbre os discos voadores, o homem no espaço e nos planetas, a Lua como base científica e militar, a origem do universo, o mistério dos raios cósmicos e o mundo em nova era glacial.
Os oradores serão autoridades civis e militares especialmente convidadas, membros de sociedades científicas e funcionários da Secretaria de Ciência e Tecnologia. Qualquer pessoa poderá inscrever-se, mediante o pagamento de uma taxa de .... NCr$ 15,00 e será conferido um diploma a quem comparecer a pelo menos 80% das palestras.
Cientista jovem
Será instalado na ocasião o I Salão Brasileiro de Cientistas Jovens, com trabalhos sôbre ciências físicas, biológicas e astronômicas, e uma exposição sôbre a conquista da Lua, com maquetas, fotos, painéis e projeções de "slides".
O Salão oferecerá a todo jovem brasileiro a oportunidade de expor seus trabalhos sôbre qualquer ramo da ciência, a título de incentivo, e os cinco primeiros colocados, escolhidos por uma comissão especial, receberão prêmios em medalhas, livros e um diploma especial.
As duas promoções da Sociedade Interplanetária do Rio de Janeiro serão realizadas no Clube Municipal, à Rua Haddock Lôbo, e as inscrições estão abertas a partir de hoje.
Exposição
Com um computador de me-
sa como uma de suas principais atrações, inaugura-se, hoje, às 19 horas, no Copacabana Palace, uma exposição de equipamentos eletrônicos norte-americanos. O público poderá visitá-la entre 15 horas e 21h30m, diariamente, até sábado, quando será encerrada.
A inauguração será seguida de recepção comercial à Embaixada dos Estados Unidos, Sr. Morris Allen. A mostra, que estará em São Paulo do dia 2 ao dia 5, já esteve na Cidade do México, em Santiago do Chile e em Buenos Aires.
Entre as firmas que participam da exposição estão a "Tektronic Inc.", a "Beckman Instruments Inc." e o "Laboratory Equipment Corporation (LECO)". Diretores das firmas e de suas representantes no Brasil, entre elas a Ambriex S/A e a Panambra Industrial Técnica S/A, estarão presentes para prestar esclarecimentos.
O GLOBO -2 JUN 1969
NSISA
BR
Objeto que parecia um disco
voador foi visto em Itaguaí
ITAGUAÍ (O GLOBO) — Mais uma estória fantástica sôbre o aparecimento de objeto voador não identificado, desta vez nos céus de Itaguaí, continua mobilizando a opinião pública dêste município, desde logo dividida em duas correntes: os que acreditam e os que encaram com reservas a narrativa dos irmãos José Maria Braga e José Maria Neto. Ambos afirmam ter visto, na madrugada de sábado, um objeto de forma circular, que irradiava intensa luminosidade, fazendo evoluções sôbre monte de capim do pasto queimado pelo sol, de uma vasta extensão de terra que a COPEG cedeu temporàriamente a marchantes, para a engorda do gado, na reta de Itaboraí (Estrada Itaguaí—Santa Cruz). O fato ocorreu no alcance visual dos que tomavam conta do gado e das sentinelas da Base Aérea de Santa Cruz, a apenas oito quilômetros do pasto.
Objeto estranho
Eram quase cinco horas da manhã de sábado, quando os irmãos José Maria e José Neto, segundo afirmam, viram um estranho objeto, "que irradiava uma luz diferente de tôdas as côres" no meio do pasto. Dizem êles que a luz, em comparação à da Lua, "dava um colorido diferente à noite e ao local".
— Eu, conta José Neto, que acabara de acordar e dirigia meu caminhão para apanhar o atêrro da usina de energia da Eletrobrás, vi, com meu irmão que viajava comigo na boléia de nosso caminhão, GB 6-98-84, intensa luz no meio do pasto. Imediatamente, por simples curiosidade, saltamos e procuramos observar de perto. O estranho objeto emitia
uma luz azulada. Tinha uns 13 metros de diâmetro e um farol em seu tôpo que emitia luz avermelhada, semelhante ao de uma radio-patrulha.
— De repente, o objeto sumiu, fazendo-nos estancar os passos, receosos, na estrada de terra batida. Haviamos nos aproximado cêrca de 100 metros, dos 800 a que estava o objeto.
José Maria Neto, ou o "Zé Boquinha", como é conhecido em Itaguaí, tem 29 anos de idade. Nasceu em Belo Horizonte. Dirigindo caminhão, percorreu o Brasil em quase 8 anos como motorista. Seu irmão trabalha como auxiliar de escritório na Engenharia Noroeste, que constrói a Usina Elétrica da Eletrobrás. Seu irmão não quis permanecer ontem em Itaguaí para não ter que repetir para os amigos a mesma estória.
— Não posso dizer que era um disco voador, disse o motorista. Apenas comentei com meu irmão que aquela luminosidade tôda vista no meio do pasto, àquela hora, bem poderia ser emitida por um objeto de que os jornais, o rádio e a televisão vivem a falar. Só sei que quando nos aproximávamos do tal aparelho êle emitiu uma luz azulada mais forte, e, como por efeito de nosso receio, apagou suas luzes, transformou-se numa sombra no céu e shimiu. Não fêz ruído. Subiu na vertical, projetando sua sombra. Nós apenas, sensorialmente, registramos um pouco de sua presença antes que êle desaparecesse totalmente.
— Se era disco voador eu não sei. Senti, porém, que atrás da luz vermelha que emanava de seu bôjo, alguém observava nossas reações.
AINDA SURPRESO JOSE NETO DIZ O QUE VIU
O GLOBO -2 JUN 1969
Objeto que parecia um disco
voador foi visto em Itaguaí
ITAGUAÍ (O GLOBO) — Mais uma estória fantástica sôbre o aparecimento de objeto voador não identificado, desta vez nos céus de Itaguaí, continua mobilizando a opinião pública dêste município, desde logo dividida em duas correntes: os que acreditam e os que encaram com reservas a narrativa dos irmãos José Maria Braga e José Maria Neto. Ambos afirmam ter visto, na madrugada de sábado, um objeto de forma circular, que irradiava intensa luminosidade, fazendo evoluções sôbre monte de capim do pasto queimado pelo sol, de uma vasta extensão de terra que a COPEG cedeu temporàriamente a marchantes, para a engorda do gado, na reta de Itaboraí (Estrada Itaguaí—Santa Cruz). O fato ocorreu no alcance visual dos que tomavam conta do gado e das sentinelas da Base Aérea de Santa Cruz, a apenas oito quilômetros do pasto.
Objeto estranho
Eram quase cinco horas da manhã de sábado, quando os irmãos José Maria e José Neto, segundo afirmam, viram um estranho objeto, "que irradiava uma luz diferente de tôdas as côres" no meio do pasto. Dizem êles que a luz, em comparação à da Lua, "dava um colorido diferente à noite e ao local".
— Eu, conta José Neto, que acabara de acordar e dirigia meu caminhão para apanhar o atêrro da usina de energia da Eletrobrás, vi, com meu irmão que viajava comigo na boléia de nosso caminhão, GB 6-98-84, intensa luz no meio do pasto. Imediatamente, por simples curiosidade, saltamos e procuramos observar de perto. O estranho objeto emitia
uma luz azulada. Tinha uns 13 metros de diâmetro e um farol em seu tôpo que emitia luz avermelhada, semelhante ao de uma radio-patrulha.
— De repente, o objeto sumiu, fazendo-nos estancar os passos, receosos, na estrada de terra batida. Havíamos nos aproximado cêrca de 100 metros, dos 800 a que estava o objeto.
José Maria Neto, ou o "Zé Boquinha", como é conhecido em Itaguaí, tem 29 anos de idade. Nasceu em Belo Horizonte. Dirigindo caminhão, percorreu o Brasil em quase 8 anos como motorista. Seu irmão trabalha como auxiliar de escritório na Engenharia Noroeste, que constrói a Usina Elétrica da Eletrobrás. Seu irmão não quis permanecer ontem em Itaguaí para não ter que repetir para os amigos a mesma estória.
— Não posso dizer que era um disco voador, disse o motorista. Apenas comentei com meu irmão que aquela luminosidade tôda vista no meio do pasto, àquela hora, bem poderia ser emitida por um objeto de que os jornais, o rádio e a televisão vivem a falar. Só sei que quando nos aproximávamos do tal aparelho êle emitiu uma luz azulada mais forte, e, como por efeito de nosso receio, apagou suas luzes, transformou-se numa sombra no céu e shmiu. Não fêz ruído. Subiu na vertical, projetando sua sombra. Nós apenas, sensorialmente, registramos um pouco de sua presença antes que êle desaparecesse totalmente.
— Se era disco voador eu não sei. Senti, porém, que atrás da luz vermelha que emanava de seu bôjo, alguém observava nossas reações.
AO NSISA BIR
any
O GLOBO DE 26 JUN 69
PARA IDENTIFICAR O PAPELÃO, O "DISCO" DE PEPE FOI RASGADO
Polícia desvenda mistério
da foto do disco-voador
BRASÍLIA (O GLOBO) — Agentes da delegacia regional do Departamento de Polícia Federal, em Goiânia, conseguiram esclarecer a misteriosa aparição de "disco-voadores" na região de Serra Dourada, em Goiás, no último mês, cuja fotografia havia sido publicada pela imprensa.
Constataram os agentes que as fotos dadas a público pelo fotógrafo Pepe Martinez, daquela capital, eram forjadas. Após demorado interrogatório, o autor do truque confessou haver criado o "disco-voador", usando para isso dois discos fonográficos.
Suspeita
A suspeita dos policiais quanto ao "disco" fotografado por Pepe "quando o aparelho estava a baixa altura sôbre a encosta de Serra Dourada em Goiás", deveu-se ao fato de que as fotografias foram as mais nítidas conseguidas até hoje, além do que as descrições de Pepe Martinez fugiam às formas dos objetos que várias pessoas comumente dizem terem visto. Não bastasse isso, as fotos foram tomadas em pleno dia, quando de acôrdo com os depoimentos, os "discos" costumam surgir à noite. Nas investigações da delegacia do DPF, foram estudados detalhes tais como a proporção entre o objeto fotografado e o local e as alturas, profundidade, nitidez entre a foto de Pepe e as fotos anteriormente obtidas e vários outros.
O "disco-voador" fabricado pelo fotógrafo e apreendido no último fim de semana foi grosseiramente confeccionado com dois discos comuns de eletróla, abaulados sob efeito de calor e pintados com tinta de côr prateada. A região que constitui a aba do suposto OVNI foi feita de papelão, havendo, em lugares estratégicos, perfurações destinadas a fornecer impressão falsa. No tôpo da "nave" Pepe fêz cortes em forma de janelas. Segundo os depoimentos dos fotografados, êsse disco era lançado para o alto e fotografado em diversas posições.
Segundo apuraram os policiais, Pepe Martinez forjara as fotos com o objetivo de "enganar" seus amigos. Depois de exibir três fotos a amigos íntimos, o fato transpirou e chegou ao conhecimento da imprensa, que assediou o fotógrafo no sentido de que êle fornecesse cópias para publicação nos jornais de Goiânia. Conforme o relato de Pepe, faltou-lhe, na ocasião, coragem para dizer que tudo não passava de brincadeira; e, dessa forma a foto foi a vários jornais e revistas, enquanto êle prestava declarações, dizendo como havia fotografado o objeto e fornecendo detalhes da locomoção do aparelho.
Há pouco tempo, Pepe Martinez chegou a receber convite do fabricante da câmara com que fotografou o seu "disco-voador" para que "pronunciasse conferências" no Japão, sede da indústria. Ao ser descoberto o seu truque, o
fotógrafo goiano já estava de malas prontas para a viagem.
A ação da Polícia Federal faz parte da chamada "Operação Dever", que um grupo de agentes daquele departamento devidamente autorizado pelo diretor-geral, realiza, no sentido de investigar, extra-oficialmente, a aparição de Objetos Voadores Não Identificados (OVNI), que vêm surgindo em várias regiões do País.
— A finalidade do grupo da Polícia Federal esclarece o Capitão Acir Pitanga Seixas Filho, um de seus integrantes — é a de fazer a triagem do que existe de falso e constatar uma possível verdade com relação ao aparecimento dos discos-voadores.
A "Operação Dever" já vem sendo desenvolvida há cêrca de dois meses, e a sua área de ação, no momento, é no Estado de Goiás, onde as pesquisas sôbre a aparição de objetos estranhos vêm sendo feita "in loco". As aparição de "discos-voadores" em outros Estados e mesmo no exterior são analisadas através dos depoimentos prestados pelas pessoas que teriam visto tais objetos. Segundo o Capitão Seixas Filho, em 100 depoimentos 80 são fantasiosos.
Várias pessoas já prestaram, em Brasília, declarações afirmando terem observado estranhos aparelhos. Não obstante, seus nomes são mantidos em sigilo e suas declarações são analisadas para posterior confronto com os depoimentos prestados por pessoas dos mais diversos pontos do País.
P- Discos Voados
O JORNAL 13 MAI 1969
Disco voador
faz descarga
de energia
BELÉM — (M) — Várias explosões em pleno centro comercial abalaram a capital paraense, ontem, pela manhã, provocando susto nos transeuntes. Não se verificaram vítimas, entretanto. Um dos postes de alta tensão da Rua Campos Sapostes teve o seu transformador inutilizado, depois das explosões. Em que pese o susto, muitos foram os populares que acorreram para apurar do que se tratava, en-
quanto outros, menos corajosos, procuravam abrigo em casas comerciais.
A mesma hora das explosões, a atenção popular foi sùbitamente prêsa pela presença, no céu, de um objeto voador não identificado. De côr branca brilhante, formato oval, o OVNI pairava, estático, em posição vertical. Por várias vêzes as nuvens o encobriram e êle permaneceu quase no mesmo lugar até às 14 horas, desaparecendo a seguir.
O JORNAL 16 MAI 1969
NSISA BR
Estudante fotografa um
"disco" sôbre Ouro Prêto
BELO HORIZONTE (M) — Seis pessoas, em pontos diferentes, em Ouro Prêto, viram objetos misteriosos voando baixo no distrito de Saramenha. Um estudante da Escola de Minas conseguiu fotografar um dos OVNI que também assustaram um motorista de ônibus, um engenheiro, duas crianças e um operário. Enquanto os "Discos Voadores" aparecem sôbre o bairro, a luz se apagou em tôdas as casas por 15 minutos.
A primeira aparição dos engenhos foi pela manhã, quando alguns alunos de Geologia da Escola de Minas chegavam a Saramenha, para fazer estudos de mineralogia nas serras. Um dos jovens, Dimas Guedes, conversava com o motorista do ônibus, Osmar Francisco, quando êste gritou: "Nossa Senhora, que é aquilo no céu?".
Dimas não conseguiu ver nada, porque é míope. Mesmo assim, ajustou sua máquina e bateu fotografias da região indicada pelo motorista. Quando o filme foi revelado, êle viu coisas arredondadas nas chapas. O motorista havia dito que essas «coisas» estavam se deslocando em zigue-zague no céu.
Enquanto o estudante batia as fotografias, dois meninos, a 3 km de distância, viam a mesma coisa. João Luís, de 5 anos e Maria Isabel, de 7 anos, filho do médico Percival da Costa Caldeira, voltaram correndo para casa, contando para o pai e para a mãe que tinham visto os objetos.
OUTRA VEZ
A notícia correu célere em Saramenha. À noitinha, cêrca das 19 horas, o engenheiro Júlio Jacó terminou de jan-tar e foi para a varanda da
casa. Ouviu gritos do seu colega e vizinho Antônio Carlos: ocorreu para a rua. Viu, então, dois objetos luminosos fazendo evoluções, em forma de parábolas, à baixa altitude. «Os objetos pareciam estar caindo. Vi nitidamente quando sobrevoaram a rêde de alta tensão da CEMIG, que leva energia à fábrica de Saramenha» contou o eng. Júlio Jacó.
Para melhor observar os objetos voadores não identificados, o engenheiro entrou em casa para apanhar o binóculo. Mas quando voltou, não viu mais nada. Nessa hora, tôdas as lâmpadas se apagaram em Saramenha.
Quando o fornecimento de eletricidade foi interrompido, os técnicos foram chamados para consertar o defeito na aparelhagem. Trabalharam por longos minutos, percorrendo grande trecho da rêde, porém não conseguiram descobrir nada de anormal. Tudo estava perfeito. Dentro da subestação, outros técnicos, ainda, procuravam algum defeito quando as luzes se acenderam. Ninguém pode explicar como surgiu o «blackout».
SINAIS ESTRANHOS
Duas horas depois, o estudante Marco Antônio Vom Krueger estava assistindo televisão em casa, quando o aparelho começou a funcionar mal. Apareciam listras no «vídeo» e sinais estranhos surgiam no alto-falante. Quando a televisão melhorou, o estudante sentiu que precisava ir à janela. Uma fôrça estranha o atraía inexplicàvelmente. Ele reagiu e conseguiu ficar sentado e, olhando pela janela, viu alguma coisa se deslocando na escuridão.
CLARÃO FORTE
A 2 quarteirões da casa de Marco Antônio, um operário acabava de descer do ônibus e caminhava para casa. Ia de cabeça baixa, enquanto subia o morro. E êle viu o objeto. Acima do morro, algo enorme estava parado no ar. O operário disse que ouvia sons pausados e abafados. Ficou tão assustado que desceu o morro, tomou o ônibus de nôvo e foi dormir na cidade.
O JORNAL 17 MAI 1969
Sob exames soldado que
viajou no disco voador
BELO HORIZONTE, 16 (M) — Dentro de alguns dias, o público vai conhecer, através da imprensa, o soldado José Antônio da Silva, que está sendo examinado por uma equipe médica desde que afirmou ter viajado num «Disco Voador» e permanecido no Cosmos durante 48 horas, em companhia de três homenzinhos amarelados, tripulantes da nave. O soldado do Batalhão de Guardas permanece sob contrôle de psiquiatras, psicólogos e outros especialistas em lugar desconhecido, para evitar contatos com pessoas leigas, que com perguntas mal formuladas poderiam sugestioná-lo a alterar certos pormenores dos fatos que vem contando: uma viagem fantástica pelo espaço.
UM PESQUISADOR
O psicólogo Hélvio Brant Aleixo, que há mais de 15 anos faz pesquisas sôbre objetos voadores não identificados (OVNI), como são conhecidos mundialmente os «Discos Voadores», estêve com o soldado. Ao ser interpelado pela reportagem «Associada», disse êle que nada podia adiantar a respeito, pois os exames ainda não terminaram.
O JORNAL 21 MAI 1969
NSISA BR
EXAMES
A Diretoria de Aeronáutica Civil realizará, hoje, amanhã e depois, das 13 às 16 horas, no Rio, São Paulo, Curitiba, Pôrto Alegre Belo Horizonte e Recife, os exames dos candidatos às licenças de Pilôto de Linha Aérea, Navegador, e Despachante de Operações de Vôo e certificado de Vôo por Instrumentos. Na GB, os exames terão lugar na EAPAC, Aeroporto Santos Dumont (antigo hangar da VARIG).
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SUMIU PM DO DISCO
Até agora não se sabe o paradeiro do soldado José Antônio da Silva, submetido a rigorosos testes por uma junta médica da FAB, após ter revelado que viajou num disco voador. As informações são as mais desencontradas e o comando do Batalhão de Guardas prometeu uma entrevista coletiva, logo depois que chegarem os resultados dos exames técnicos em São Paulo. E enquanto o miliciano não reaparece, confirma-se que êle não é louco nem mentiroso. É o testemunho dos colegas.
O JORNAL 28 MAI 1969
P- disco Voador
NSISA
BR
Testemunhas confirmam a
aparição do disco voador
GOIÂNIA (M) — O sr. Pepe Martinez, que fotografou um «disco voador», há dias, na localidade de Areial, recebeu a reportagem «Associada» para apresentar as testemunhas que viram o objeto voador não identificado, à luz do dia, a uma altura de 200 metros, aproximadamente.
Os observadores do fato foram a comerciante de material fotográfico, d. Maria de Morais, e mais três rapazes que trabalham em sua firma, Douglas Campos da Aparecido Pereira Fleury e Jose Damasceno dos Santos.
Todos falaram longamente sôbre a aparição, afirmando, unanimamente, que jamais tinham visto engenho de tal formato e com tamanha velocidade.
NEM FUMAÇA NEM RUIDO
José declarou que, ao avistar o OVNI, tentou afastar-se um pouco do local onde se encontrava, para observar melhor, mas ao voltar-se o «disco» já desenvolvia alta velocidade, não podendo mais ser notado. Aparecido também, disse que observou calmamente a misteriosa nave e teve a impressão de que os tripulantes observavam as testemunhas. Acrescentou que o aparelho não apresentou nenhum rastro de fumaça nem ruído.
Por seu turno, Douglas que mas eram 14 horas estavam sentados na areia conversando despretensiosa-mente, quando o OVNI foi
notado por Pepe que imediatamente suspendeu sua máquina para tentar um flagrante. Os demais olharam, também, para o céu e viram o «disco voador». E classificaram a nave de «perfeito objeto espacial» com características de «coisa de outro mundo». Douglas continuou:
— Do objeto vinha uma claridade brilhante. A princípio não se movimentava. Ao ser batida a primeira chapa por Pepe, o objeto se movimentou vagarosamente para-em seguida aumentar de velocidade.
Já a sra. Maria de Morais declarou: «Tudo durou pouco. Quem teve sorte foi o Pepe, que conseguiu fotografar o aparelho. Caso contrário, ninguém acreditaria, a não ser nós.
AREIA E MINÉRIOS
O sr. Pepe Martinez também fêz declarações aos «D.A.», confirmando que o OVNI, com o formato de dois pratos emborcados um sôbre o outro, ao ser notado, estava totalmente paralisado. Depois de «perceber» que havia sido visto, começou sua viagem, subindo vagarosamente e, logo após aumentando de velocidade, até desaparecer.
Adiantou que o local onde o «disco» foi visto é de propriedade de um grupo de pessoas de Goiânia e nele existem, além de areia apropriada para a fabricação de garrafas, vários minérios.
Informou ainda o sr. Pepe Martinez que voltará à localidade de Areial (Serra Dourada), pois recebeu notícias de que as aparições dos «discos voadores» vêm se repetindo e quer tentar novas fotografias.
O JORNAL 8 JUN 1969
NSIS1 BR
090669
[illegible signature] TIEU
Discos voadores voltam a Minas
BELO HORIZONTE (M) — Os "Discos Voadores" continuam sobrevoando Minas Gerais. Agora foi Lavras, no sul do Estado, a cidade visitada por um dos chamados Objetos Voadores Não Identificados. O misterioso engenho chegou a ser fotografado e visto a uma distância de 150 metros, depois de sobrevoar Lavras de ponta a ponta e aparecer para bater uma série de 4 fotografias da nave, embora estivesse na varanda de sua casa, distante mais de 2 quilômetros. O filme foi totalmente riscado pelos movimentos do OVNI.
O engenheiro-eletricista José Alfredo Unes, o fotógrafo profissional Paulo Reis, o sargento França Ferreira, do Tiro de Guerra, e seus comandados, além de dezenas de outras pessoas, confirmam que a cidade sul-mineira foi realmente visitada por um objeto desconhecido, d ecôr às vêzes indefinida, outras de um laranja avermelhado, chegando a medir quase 50 metros de diâmetro.
EM PLENA RUA
Igualmente em Montes Claros, no Norte de Minas, foi avistado um «Disco Voador». Quem conta a história
é o escrivão Geraldo Prates funcionário do Forum há 28 anos e filho da mais tradicional família da cidade. Diz êle que viu o OVNI durante a madrugada.
O médico Rômulo Furtini Tourini conseguiu bater uma série de 4 fotografias da nave, embora estivesse na varanda de sua casa, distante mais de 2 quilômetros. O filme foi totalmente riscado pelos movimentos do OVNI.
Ao andar cêrca de 100 metros, o estranho objeto começou a mover-se para cima. De sua parte inferior, saiam dois feixes de luz forte, de maneira, recebendo ao escrivão que êles é que impulsionavam o .... OVNI. Subindo silenciosamente, o objeto parou a uma altura de 400 metros, aproximadamente, sem fazer qualquer ruído, durante 3 ou 4 minutos. Espantado, o escrivão parou, sem saber o que fazer. De repente, o «Disco Voador» rasgou o céu escuro de Montes Claros e cortou a cidade de ponta a ponta, parecendo desaparecer em seguida, deixando atrás de si um rastro luminoso.
O sr. Geraldo Prates saiu do estado de estupefação e cam nhou depressa para casa, onde acordou todo mundo para narrar o estranho episódio.
TAMBEM EM MARIANA
Moradores de Mariana, entre os quais 5 homens e 4 senhoras que se dirigiam para
a Capela de Santo Antônio, pela manhã, viram um estranho objeto sobrevoando a cidade, na direção Norte, depois de muitas evoluções barulhentas. Mais tarde, o grupo de colegiais, que descreveram o aparelho como "uma laranja achafada, em forma de disco luminoso e prateado, com pequenos orifícios". Os colegiais também disseram que o engenho "emitia sons e ruídos parecidos com o barulho dos aviões comuns".
GRANDE VELOCIDADE
As testemunhas informaram ainda que o disco "às vêzes parava e começava de nôvo a girar, em várias direções e sentidos, em reviravoltas brilhantes e voando muito em tôrno das montanhas". O OVNI desapareceu de madrugada e voltou à noite, todo luminoso, em forma de estrêla, correndo velocmente a grande altura e sumindo no rumo de Ouro Prêto.
O JORNAL 10 JUN 1969
NSISA BR
[illegible signature] TIEU
Sumiu o lavrador que viu
e viajou no disco voador
GOIANIA (M) — Após contar a seus familiares uma história fantástica — teria sido hipnotizado através de um raio de luz e depois viajado num «Disco Voador» — desapareceu de Itauçú, a aproximadamente 100 km de Goiânia, o lavrador Adelino Roque, de 25 anos, casado e pai de 4 filhos. Adelino estava viajando a cavalo para sua residência, a 12 km de Itauçú, por volta das 19,30 horas, quando teria sido embarcado no Objeto Voador não Identificado e deixado, depois, em Itumbiara. Daí voltou à sua cidade num ônibus, com os olhos vidrados, o corpo arroxeado e o rosto transtornado; passou a largar o serviço e a querer andar só tomando, então, rumo ignorado.
COMO FOI
Dos familiares do lavrador, a reportagem «Associada» ouviu, mais demoradamente, seu tio, sr. José Marcório. Reproduzindo a história contada por Adelino, disse êle que o lavrador, ao viajar cêrca de 2 quilômetros, percebeu que estava sendo perseguido por uma luz. Não deu importância ao fato. Duzentos metros adiante, o foco de luz abaixou mais e, quando seu cavalo bebia no Rio Serradinho, Adelino percebeu que uma luz clara-a as águas. O cavalo se assustou, mas foi contido e a viagem prosseguiu. Ao cavalgar mais uns 100 metros, Adelino sentiu-se hipnotizado, com uma corrente tria de luz a tocar-lhe as costas. Em seguida, recebeu novo jato de luz a altura do tó-
rax, com grande quantidade de calor. Nêsse momento, baixou sôbre a sua cabeça um objeto estranho, deixando-o totalmente imobilizado.
— Adelino — continuou o sr. José Marcório — contou-me que naquele momento viu apenas alguma coisa se aproximar e arrebatá-lo lentamente do animal seguindo rapidamente. Ele não se lembra da viagem. Recorda apenas que acordou em Itumbiara, às 5 horas da manhã.
FAB INTERESSADA
Ao que apurou a reportagem «Associada», através da 4ª. Zona Aérea, a FAB enviou expediente às autoridades de Itaçú, solicitando a localização do lavrador Adelino Roque, que deveria ser ouvido a respeito da estranha história que contou
[masthead torn/illegible]
(2) O JORNAL 24 Jul[?]
Disco voador transportou
carro com 4 passageiros
FLORIANÓPOLIS (M) — Quatro comerciantes do Rio Grande do Sul viveram uma estranha e fantástica aventura quando viajavam, no interior de Sta. Catarina, perto da cidade de Paulo Lopes. A camioneta "Kombi" em que vinham de Nova Hamburgo, foi suspensa a grande altura, agarrada, como que por fortíssimo ímã, existente na base de um "disco voador" e levada para um passeio "maravilhoso" e "de um susto indescritível". Depois, foi deixada em um ponto bem mais adiante da rodovia.
Os quatro comerciantes são os Srs. José Gonzalez Oñfio, José da Silva, José Cicimar Barbosa e Moysés Couto. Contaram que corriam normalmente pela estrada quando, numa curva, depararam com o disco voador, paira do a baixa altura. Um jato de luz foi projetado sôbre o carro, que ficou com todos os seus sistemas de comando desligados, inclusive com luz desligada.
Quando foram novamente deixados sôbre a estrada, muito mais adiante, viram o mesmo disco voador imobilizar também um caminhão,
cheio de carga, que tinha chapa da cidade de Biguaçu. Logo que chegaram a Florianópolis, foram para o «Hotel Majestic» e chamaram um médico. Depois às autoridades, fazendo um relatório minucioso.
O «disco voador» tinha a forma [e]xcepcional, ou seja a descrita por pessoas de todo o mundo. Parecia mais duas bacias emborcadas, uma sôbre a outra, com orifícios e lançando fortíssimos jatos de luz de côres variadas.
As autoridades catarinenses instauraram inquérito e realizam investigações.
T. IMPRENSA 5 MAI 1969
NSISA BR
O DISCO É ÊSTE
[Photograph: dark disc-shaped object in sky]
[Photograph: crowd of people on a city street]
O disco-voador que deu manchete na última semana não vem do outro mundo. É êste. Ontem, foram os populares de Braz de Pina que assistiram ao seu aparecimento. Ele é feito aqui mesmo e não passa de uma adaptação bolada por um funcionário do Ministério do Exército. Mas o problema é levantado com maior objetividade por Carlos Frota, na página sete.
T. IMPRENSA 5 MAI 1969
NSISA BR
DISCOS EXIS[TEM] OU NÃO?
— Olha lá o Disco Voador!
— Nossa! Ele vem pra cá!
— Vamos correr!
Este diálogo foi presenciado por moradores de Brás de Pina, às 12,30 horas de ontem, que viram no céu daquela região um objeto totalmente desconhecido, oval brilhante, que flutuava no ar, ora com muita velocidade, ora devagar, e às vêzes parava por alguns minutos. Já às 13 horas, tôda a população daquele bairro da Zona Norte estava na rua, presenciando a evolução do estranho aparelho, formato de Disco Voador, idêntico aos aparecidos nêstes últimos dias, em Senador Camará, Pavuna e outros locais. Até ao anoitecer, o estranho apa-
relho era visto a olho nú, depois desapareceu, enquanto os assistentes, apavorados, foram se dispersando e rumando para as suas residências.
Devido ao aparecimento quase diário dos "Discos Voadores" no céu da Guanabara, a reportagem da TRIBUNA, ontem, saiu em campo a fim de esclarecer o que realmente estava se passando. E após horas de trabalho, e de pesquisas, chegou à conclusão de que os estranhos aparelhos não eram "Discos-Voadores" e depois, descobriu, em Irajá, o dono dos aparelhos. Trata-se de Hélio, funcionário público, lotado do Ministério do Exército. Ele idealizou e confeccionou um balão oval, gastando em cada um das fôlhas de papel de arroz, e para impulsioná-lo, gás. O balão, formato de Disco Voador, na temperatura quente êle sobe e na tem-
peratura fria, êle desce. E com os ventos, a variação de deslocamento é imprevisível.
O primeiro "Disco Voador" confeccionado por Hélio foi atado em frente à sua casa, para os mais tarde chamar a atenção da população da Pavuna, sendo os primeiros a verem o "estranho objeto", policiais da 29ª Delegacia Distrital. Depois dêsse, foram sôltos mais três, todos êles levando o nome de "Japão". O último causou verdadeiro pânico entre os moradores de Brás de Pina.
Hélio tem autorização do Ministério do Exército para soltar êstes balões, dos que que transformar-se, de propaganda nos fins de semana, principalmente na orla marítima. Por enquanto, os "Discos Voadores" de Hélio estão em experiência. E com êxito aliás.
HÁ PROVAS, SIM
CARLOS FROTA
Os discos voadores existem, ou é uma psicose generalizada? Indagam todos, todos os dias.
Uma lenda dos povos do antigo Peru conta que em "época muito recuada, na região de Deus do Sol, os homens nasciam de ovos de bronze, de ouro ou de prata caídos do Céu".
Do outro lado do mundo, por estranha coincidência, velhas lendas chinesas falam da "descida do céu de pequenos homens de pele clara, magros e de cabeças anormalmente desenvolvidas, vindos em grandes pratos voadores e que perseguiam os habitantes, que fugiam espavoridos".
As informações, lendárias ou não, apesar de contráditórias, seguem sempre a mesma linha de afirmação: os discos voadores são uma verdade.
Verdade, ou não, fatos reais ou lendas, a realidade é que a aparição dos chamados discos voadores têm "perturbado" os habitantes dos três Continentes.
Para comprovar a seriedade do problema, que alguns afirmam ser "fantasia de desocupados" e, outros, como o engenheiro paulista Leonardo Pricoli Sobrinho, diz que "discos voadores são ilusão de ótica", a Organização das Nações Unidas, (ONU), em 1964, em Ge-
nebra, criou um Centro de Estudos para encarar o problema como "Segurança Planetária".
Também a União Soviética, que há muito vinha se dedicando ao problema, afirmou, em 1967, possuir uma "Comissão encarregada de estudar a aparição dos estranhos objetos aéreos".
A aparição de estranhos objetos voadores levou o Estados Unidos a criar, em 1948, o "Projeto Twinkle" substituindo-o, mais tarde, pelo "Projeto Livro Azul", com maiores podêres e maior segurança, funcionando, inclusive, em condições superiores a da CIA.
As "comissões de estudos" dos (OANI) Objetos Aéreos não Identificados, porém, não são um privilégio dos russos, dos norte-americanos nem mesmo da ONU, pois, apesar das afirmações de que os "discos" não existem, quase todos os países dedicam a estudar as estranhas aparições e o resultado dessas observações é considerado como "secreto".
ILUSÃO DE ÓTICA
Explicando a aparição dos OANI, o engenheiro Leonardo Pricoli Sobrinho, em comunicado feito à Academia Brasileira de Ciência, órgão brasileiro encarregado de estudar o problema, afirmou ter descoberto uma nova teoria sôbre a
programação do som e das ondas eletro-magnéticas. Ou à transmissão de luz, à seu ver, poderia dar origem à visão de objetos aéreos não identificados, e que "os discos voadores são resultados de fenômenos semelhante ao da polarização das raios luminosos sôbre certos corpos".
O engenheiro, que há mais de vinte anos se dedica ao estudo dos efeitos das ondas eletro-magnéticas, assegura ter descoberto uma molécula, que sob a ação de uma onda eletromagnética acompanhada de diferença de pressão do éter, que aparece pela presença de um corpo qualquer, tende a descrever movimentos de vaivém, aproximando-se e distanciando-se de acordo com a pressão da atmosfera.
Para comprovar sua teoria, o engenheiro sugere uma experiência com um tubo de 25 cm de diâmetro e de comprimento superior a 10 metros, feito de qualquer material resistente e fechado nas extremidades, por material transparente, colocado verticalmente.
De posse dêsse material — possua e o engenheiro — emite-se de uma extremidade um raio de luz e observa-se na outra o certo ponto de luminosidade. Nesse raio, vê-se então o tubo que deve ser conve-
nientemente preparado para tal, e verificar-se-á, para desespêro dos relativistas, que o raio de luz vai se deslocando para cima cada vez mais à medida que a pressão do ar do tubo fôr decrescendo.
No comunicado feito à Academia Brasileira de Ciência e à Comissão de Investigação da OANI, da Aeronáutica, afirma o engenheiro que "ondas uniformes põem as moléculas da atmosfera em vibração de acôrdo com a nova teoria de propagação. Certas quantidades de ar de adequadas condições poderão vibrar na frequência correspondente às ondas luminosas, o que dá origem aos chamados discos voadores, cujo maior é o resultado de ação dos ventos que podem deslocar as moléculas da superfície luminosa ou alterar o seu equilíbrio, dai cindo o seu desaparecimento, quase sempre, instantâneo, dando a ilusão de espantosa velocidade.
Estas ondas magnéticas — das conclusas o engenheiro — Pricoli Sobrinho — são, em geral, as microondas que servem para a orientação de aviões. Por isso, os chamados discos voadores só aparecem pela manhã e à noite, sempre nos itinerários das
ondas.
A confirmação dessa teoria na identificação dos OANI, invalidaria tôdas as afirmações no sentido da existência dos discos voadores, tornaria obsoletas tôdas as Comissões e Estudos criados para estudar a aparição dos estranhos objetos voadores, caso não fôsse ela, destruída, logo de início pelas provas já existentes das sucessivas descidas dos chamados discos voadores.
PROVAS CONTRA TEORIAS
As descrições variam quanto à forma, e, tudo, quanto à "atitude" dêsses sêres vindos do espaço para com as pessoas que encontraram. Algumas [em] forma humana normal; outras apresentam diferenças e diformidades. Agem pacificamente em muitos casos, são esquivos e até agressivos em outras ocasiões.
Há uma longa lista de pessoas que os encontraram e não são poucos os pilotos que perderam suas vidas tentando interceptá-los.
Um dos que já sofreram essas experiências foi o capitão Thomas Mantell, cujo cace F-51D [o]i destruído no ar à vista de inúmeras testemunhas, perto da Base aérea de Gorman Fled, no Estado de Ken-
tucky.
T. IMPRENSA 7 MAI 1969
NSISA BR
Discos têm três mil anos
Se os discos-voadores existem ou não existem só o tempo dirá. Mas a verdade é que já há três mil anos os homens tinham notícia de "barcos aéreos, metálicos e resplandescentes, que desciam à Terra." — (Pág. 7)
[Illustration: artistic rendering of disc-shaped craft]
T. IMPRENSA 7 MAI 1969
NSISA BR
[Cave painting/drawing image]
DISCOS (Ainda)
CARLO
DI
FROTA
O material de que as autoridades dispõem impede, porém, êsse tipo de providência, é, a cada dia que passa, mais e mais avolumarao-se as provas de que se necessitam para continuar se dedicando ao problem.
Aqui mesmo no Brasil, além das inúmeras pessoas de reconhecida identidade moral que já viram os discos, existe, ainda no terreno das lendas, mas fortemente comprovado, várias cavernas com desenhos fantásticos de "estranhos objetos" vindos dos céus. A caverna brasileira onde podem ser encontrados vários dêsses desenhos que hoje conhecemos como discos voadores, está situada na cidade de Varzelândia, no Estado de Minas Gerais, e é conhecida como "Lapa da Lagoa Grande". Ali, segundo estudos já feitos e que não permitem qualquer tipo de contestação, o homem viveu há mais de dez mil anos e deixou pintadas nas paredes, com tinta vermelha e preta, imagens de alguns animais, do sol, da lua e as discutidas figuras dos discos voadores, onde se distingue a cúpula arredondada superior.
Convenhamos, todo boato tem um fundo de verdade
Êsse mesmo tipo de pintura é encontrado em cavernas chinesas, sendo que, juntamente com os discos, aparecem figuras humanas em atitude de adoração e espanto.
As autoridades encarregadas de estudar os OANI, entretanto, não mais precisam se dedicar ao estudo das lendas, visto que, hoje, mais do que nunca, os discos aparecem
fornecem os mais variados tipos de materiais para a análise.
Em meados de 1952 um enorme disco metálico tomou na Ilha de Spitzbergen e seus destroços foram requisitados pelas autoridades norueguesas, que também interditaram o local onde caiu o OANI.
Após apurados estudos, do qual participaram técnicos vindos dos Estados Unidos, Alemanha, União Soviética e de outros países, foi distribuído um comunicado oficial, assinado pelo Ministério da Aeronáutica local, dizendo que:
"O veículo acidentado não era avião, foguete ou outro qualquer objeto terreno, mas que não podiam definir sua procedência".
A comprovação da existência dos discos descendo e subindo à terra, não é mais problema para os técnicos encarregados de apurar o assunto. A única coisa de que necessitam, e isso, sim, é mais importante, é saber o tipo de material utilizado para impul-
sionar as naves.
Acreditam êstes técnicos que seu sistema de propulsão seria algo relacionado ao aproveitamento do eletromagnetismo e da gravitação.
Diversos satélites artificiais não "estabilizados" magnèticamente e se não se "consol" ainda grandes engenhos capazes de voarem por tal sistema, isso se liga a problema de ordem técnica e não a um impedimento científico.
Enquanto lutava na Indochina, o tenente francês Plantier desenvolveu uma teoria que é aceita até hoje pelos estudiosos dos OANIs. Plantier racionou que a propulsão magnética seria a única capaz de explicar as maravilhas características dos discos voadores. Chegou à conclusão de que seus construtores conseguiram de alguma forma, anular ou contrabalançar o efeito da gravitação, criando, em tôrno do veículo uma espécie de campo de fôrça.
Essa teoria do tenente francês está sendo testada nos Es-
tados Unidos e poderá ser aplicada, de pronto, nos aviões de linhas comerciais.
A fonte energética de que se valem os discos deve ser tão poderosa quanto pequena. Reatores compactos de alta potência, refrigerados pelo uso de um metal líquido. Êsse mesmo material — segundo os cientistas — será utilizado para impulsionar os foguetes e satélites da Terra em viagens de exploração pelo espaço.
As teorias sôbre a não existência dos discos voadores, que já não mais empolgam os técnicos e estudiosos de todo o mundo, são, finalmente, destruídas totalmente pelas declarações de vários tripulantes de satélites russos e norte-americanos lançados na última década.
Aleksei Leonov, um dos tripulantes da nave soviética "Voskhod-2" e o primeiro cosmonauta a sair de seu veículo em pleno vôo, declarou à Comissão de Estudos dos OANIs, da União Soviética, que "durante o meu vôo pode ver vários aparelhos semelhantes aos discos voadores". Em suas declarações Aleksei esclarece que alguns dos objetos, de côr cinza fêsco e de grande velocidade, acompanhou, por vários minutos, o seu "aparelho no espaço".
Idêntica declaração foi feita pelo astronauta americano Richard Gordon, tripulante da "Gemini-11", que viu e fotografou "uma nave estranha, oval, de côr avermelhada, que cruzou por nossa "Gemini-11" a 200 pés de distância.
Além das declarações dos cosm onautas, restam ainda nos técnicos da NASA e de sua congênere soviética, os vários
Idêntica declaração foi feita pelo astronauta americano Richard Gordon, tripulante da "Gemini-11", que viu e fotografou "uma nave estranha, oval, de côr avermelhada, que cruzou por nossa "Gemini-11" a 200 pés de distância.
Além das declarações dos cosmonautas, restam ainda dos técnicos da NASA e de sua congênere soviética, os vários filmes e côres, tomadas côr filmagens automáticas do avião foguete X-15, durante os vôos de provas nos limites superiores da atmosfera da Terra, para que, tanto os americanos como os russos não tenham mais dúvidas sôbre a existência dos discos voadores.
Para que acreditemos e restemos, firmemente, aguardar que um disco aterrisse em plena Av. Rio Branco e seus tripulantes sejam entrevistados no programa do Chacrinha para que deixemos de pensar que os OANIs são "ilusão de ótica" ou "idiotice coletiva", pois para os que se dedicam cientificamente ao problema, a existência dos discos voadores é uma realidade INCONTESTÁVEL e INSOFISMÁVEL.
Se a existência dos discos voadores é uma lenda, apesar das provas dadas pelos mais diversos tipos de personalidades, é, então, a mais perfeita lenda, pois entre os antigos hindus, no livro "Samarangana Sutradhra", escrito há mais de 3 mil anos, encontramos descritas "embarcações aéreas, redondos e metálicos e resplandescentes" que desciam da Terra trazendo os sêres do Céu.
Que mistério é êsse que desafia vários séculos e de qual se pode dizer menos que nossas antepassados?
Surge então uma pergunta muito lógica: com tanta gente estudando o problema, com tantos recursos oficiais movimentados, por que ainda não se chegou a uma conclusão satisfatória?
Os que defendem a teoria da inexistência dos discos voadores, baseados nessa falta de uma conclusão decisiva, acreditam que as autoridades encarregadas de estudar o problema tem trazer a público os resultados de suas pesquisas. Consideram êles que após muitos anos de estudos e de "desperdício de uma fortuna", as autoridades se cintam envergonhadas de afirmar que os discos voadores não passam de uma idiotica segurança de gente. A verdade, porém, é que a julgar pelas medidas de segurança que a envolvem, os que se dedicam ao estudo dos OANIs, já chegaram a uma conclusão satisfatória com relação à existência dos discos voadores, mas, e justamente por isso, temem trazer ao conhecimento público devido às implicações naturais que o caso envolveria.
U. HORA 2 MAI 1969
Policiais vêem
na Pavuna evoluções
de disco-voador
ESTRANHO objeto luminoso, não identificado, foi visto na madrugada de ontem nos céus da Guanabara. O Detetive Genildo Pereira Gômes, fiscal de dia no 6.º Setor de Vigilância, na Pavuna, foi o primeiro a assinalar o fato, comunicando-o à Tôrre Central da RP, que imediatamente deslocou para aquêle setor a RP-1/68, cuja guarnição confirmou a misteriosa aparição.
O agente Haroldo, da Barreira Fiscal n.º 1, localizada na Estrada Rio—Petrópolis, e o agente Benedito, da Barreira número 8, na antiga Rio—São Paulo, em Campo Grande, minutos após a comunicação do Detetive Genildo, entravam em contato com a Tôrre da RP, acusando a mesma ocorrência.
Segundo os Detetives Genildo Pereira Gomes e seu companheiro Cláudio da Silva Dias, do 6.º Setor de Vigilância, na Pavuna, duraram cêrca de uma hora as evoluções do estranho objeto. Contam que, às 4h32m, tiveram as atenções despertadas por forte luminosidade emanada de um objeto gigantesco — pelos seus cálculos, duas vêzes o tamanho de uma lua cheia.
A luminosidade variava com a distância. Por vêzes azulada, esverdeada, alaranjada é amarelada. Locomovia-se com incrível velocidade às vêzes, afastando-se na direção da Serra dos Órgãos, quando tomava a forma de uma estrêla e eaproximava-se logo após. Disseram que o mesmo fenômeno foi por êles observado no dia 27 de abril, precisamente no mesmo horário.
Tomando conhecimento do fato, pelo rádio-transmissor de sua delegacia, o Comissário Mário Dias, da 29.ª DP, determinou o deslocamento da turma de ronda composta pelos agentes Fernando Antônio da Silva, Carlos Alberto e Válter Modesto, para a Pavuna, e ê- tes atestam a veracidade d narrativa dos companheiros
U. HORA 3 MAI 1969
NSISA BR
DISCOS VOADORES VOLTAM
E OS PESQUISADORES ACREDITAM QUE
TRAZEM SÊRES PACÍFICOS
[Photograph: aerial or landscape image]
Os discos voadores estão de volta, para uma nova temporada brasileira. E, segundo declarações do presidente da Sociedade Brasileira de Estudos dos Discos Voadores, "dentro em breve seus tripulantes descerão para uma abordagem ostensiva mas pacífica aos habitantes da Terra".
Este ano, várias aparições foram registradas em território brasileiro, principalmente, no eixo Rio-São Paulo. Mas a mais importante, pelo número de testemunhas que apresenta, é a da Pavuna: tôdas as guarnições do VI Setor de Vigilância, da tôrre da Rádiopatrulha e da Barreira de Fiscalização Rodoviária assistiram ao que consideram "um verdadeiro show espacial".
"Os discos voadores, ou Objetos Voadores Não Identificados (OVNI), como preferem alguns, ai estão, com suas misteriosas tripulações, para uma abordagem osten-
siva, mas pacífica, aos habitantes da Terra, que precisam se preparar para êsse acontecimento", são as conclusões de pesquisadores particulares brasileiros, que estudam e discutem o problema.
O primeiro aparecimento de discos de que se tem notícia deu-se em 1947, quando o então piloto norte-americano Kennedy Arnold, viajando em seu avião particular, notou nos céus do Monte Rainier "objetos estranhos, em forma de pires, voando em alta velocidade e com movimentos indiscrití veis". A partir de então, o assunto começou a despertar a atenção dos estudiosos, fazendo com que, em 1965, o então presidente dos EUA, Lindon Johnson, concedesse à Universidade de Colorado a importância de 500 mil dólares, para uma investigação ampla, mas em caráter particular.
Em setembro de 1968, no Peru, uma pessoa afirmava ter visto à distância de cinco metros "um disco fantástico". No Chile, na mesma época, quase tôda uma população afirmava a existência dos "discos", embora descrevendo detalhes contraditórios sôbre velocidade, forma e côr, fazendo cair um pouco o poder da denominação "disco voador", que passou a ser considerado Objeto Voador Não Identificado. Isto porque, segundo afirmavam, as formas seriam de charutos, pirâmides e outras mais variadas.
Êste ano
Êste ano, desde os primeiros meses que as aparições vêm sendo registradas no Brasil, principalmente no eixo Rio-São Paulo. Depois de Campos e Itaperuna, Pirassununga e Lins, em São Paulo, foram abaladas por diversas aparições. Numa delas, a de Lins, um tripulante de um "disco" teria pedido água à enfermeira de um hospital local. No Rio, vários casos foram notificados. Há poucos dias, apareceram na Avenida Brasil, chamando a atenção de diversas pessoas. Surgiram na Tijuca, em Jacarepaguá, em Nova Iguaçu e, por último, na Pavuna, mobilizando tôdas as guarnições do VI Setor de Vigilância, da tôrre da Rádiopatrulha e da Barreira de Fiscalização Rodoviária.
Ultima Hora - SP 22 MAR 1969
Dizem que um disco-voador baixou em Ibiuna e seus tripulantes raptaram um casal. As primeiras informações vieram pelo telefone, ontem de madrugada, logo aquela cidade ficou cheia de jornalistas e curiosos. Não foi confirmado o rapto, a Polícia não sabe de nada e muita gente goza a situação.
Mas, existem advogados, medicos e outras pessoas influentes em Ibiuna que falam de estranhos fenômenos, citando o caso de duas bolas luminosas que diariamente percorrem o céu, sôbre a cidade, despertando curiosidade e temor nos moradores. Os boatos e os testemunhos estão aqui.
AGORA É EM IBIUNA QUE
DISCOS RAPTAM PESSOAS
[Illustration: drawing of disc-shaped craft hovering over trees, with human figures below]
Foi uma madrugada calma, a de ontem. Alguns repórteres estavam cochilando na Sala de Imprensa da Central de Polícia, outros jogavam buraco numa mesa de canto. Os restantes conversavam, em voz baixa, para não atrapalhar. Nada de crimes de morte, nem assaltos ou ocorrências que valessem o esfôrço de uma cobertura.
Perto das duas horas, o telefone tocou, todos pulsaram em suas cadeiras. Poderia estar ali, naquele chamado, o grande caso, a manchete do dia. Um rapaz moreno, de gravata bôrboletã e óculos, ganhou a corrida para o aparelho e ouviu a informação:
— É de Ibiuna. Aconteceu um caso aqui. Uma desgraça. Desceu um disco voador, eus tripulantes raptaram um casal. Venham correndo.
O repórter pedia licença, cobriu o fone com uma das mãos e, virando-se para os colegas, falou com certa ralha na voz:
— Um gozado, gente. A essa hora, um cara falando de discos voadores e coisas que tais. Que digo a ele?
O pessoal ficou em suspenso. Depois, o mais velho jornalista resolveu gozar o informante, mandou:
— Pergunte a ele se o disco é de 78 rotações ou 45. E o único jeito de acabar com êsses trôtes. Brinca não resolve. O veterano foi insistir:
O rapaz de gravatinha borboleta e óculos não aceitou a recomendação. Desistiu, mas não conversa, chateando. Recomeçou o jogo. Também a leitura. O caso ia caindo no esquecimento quando houve outro aviso, igual ao primeiro. Desta vez, o veterano resolve:
— Olha, turma, vamos avisar as redações. Afinal, não custa nada. De repente, com tanta coisa estranha acontecendo, vai ver que também este aviso, quando houve mesmo o tal rapto e ninguém pelo cano. Vem nas caras dos nossos chefes.
Houve o aviso, bem a tempo. Já que o pessoal da rádio-escuta, nos jornais, tinha captado o noticiário de uma emissora, tratando do mesmo caso, com grande sensacionalismo. Depois disso, a única solução era ir a Ibiuna. Uma dezena de jornalistas, em várias viaturas, correu para lá.
74 QUILÔMETROS DEPOIS
Hora e meia mais tarde, setenta e quatro quilômetros
distantes da Capital, o local da ocorrência. Havia neblina, densa, encobrindo o casario. Ninguém nas ruas. Os repórteres cercaram um taxi-mirim de São Roque. Dentro dele, o motorista e duas moças de São Paulo. Zé da Bronca, o volante, ficou surpreso com as perguntas sôbre o disco voador:
— Bobagem, garotos. Estou trabalhando aqui desde a manhã, não ouvi nada a respeito. Acho que foram enganados, tem de ser troião.
Ele engrenou uma marcha no carro e sumiu com a broa. Restou ir para a Delegacia de Polícia, onde o soldado de plantão também começou a rir, incrédulo:
— Que disco, nem vitrola. Andei nas ruas até o começo da madrugada. Ninguém me falou sôbre isso. Agora, numa semana passada, chegaram muitos boatos sôbre sêres estranhos, gente de outros mundos. Coisas bobas, de gente que não tem o que fazer.
Um pouco desiludidos, os repórteres saíram a passeio e acabaram num posto de gasolina. O vigia José Anastácio, de cinquenta e seis anos, começou a falar sério quando ouviu as primeiras perguntas:
— Soube do tal rapto. Mas, não aconteceu aqui. Foi no bairro do Peital. a quinze quilômetros. Fica retirando da cidade.
EM VEZ DE DISCO, COCEIRA
A próxima a falar é Maria Aparecida, funcionária de uma firma e cantora da rádio local, nas horas vagas. Diz, enquanto arruma os cabelos para sair na fotografia:
— Só mesmo com uma onda dessas para vocês aparecer, não é? Que disco, nada. É invenção de algum, desejo de promover Ibiuna. Mas, o que realmente lembra de tratar é uma doença estranha que anda dando por aqui. Uma doença de pele, que começa coçando e depois vira ferida. E o nosso Posto de Saúde está em médico, há três meses.
Os repórteres da Sala de Imprensa da Central de Polícia resolveram voltar para São Paulo. Com mais cedo quando estavam ao pé dos chamados telefones. Bem depois, jornais decidiram que valia a pena mandar outros para Ibiuna, levantar informações sôbre os discos voadores e outros fenômenos que acontecem lá.
Êsses subiram de muitas coisas. A primeira: objetos voadores, semelhantes a bolas de fogo, andam aparecendo nos céus próximos da cidade. Quem viu? Ora, gente direta, de juízo, estudando e o que quiseram. Os moradores desfilam a quinos nomes, das testemunhas:
— O senhor Elias Fleury, don da Fazenda Bonanza e diretor de uma firma importante de São Paulo. O senhor Gaze Azem Tufaile, advogado na Capital. Outro advogado, o senhor Sebastião Junqueira Vilela.
Difícil é conseguir conversar com eles. Ninguém quer publicidade, principalmente quando o assunto é disco voador. O mêdo do ridículo é total, incompreensão. Por isso, o remédio, para os jornalistas, é conversar com o correspondente e com os que trabalham no jornal local. Aí chovem as informações:
— Tem alguma coisa acon-
tecendo. Lá tem. Nr. Fazenda Bonanza as bolas de fogo aparecem com frequência, várias vêzes num mesmo dia. E ninguém pode falar mal das testemunhas. São pessoas idôneas, moranis, educadas. Gente incapaz de se promover num caso desses.
Outros nomes de pessoas que viram os fenômenos vão surgindo: Edgar Rosa, Sebastião de tal, Antônio Bina. Chega a vez de ouvir-los, eles contam que as tais bolas têm formas circulares, são aparecidas, meio amarelas. Correm juntas, devagar, não produzem nenhum ruído, Edgar acha que é coisa natural, para ele, podem ser produzidas por emanações de gases de uma nascente de água radioativa.
Há quem fale em fogos fatuos e quem diga que o solo de Ibiuna têm propriedades dos minerais capazes de gerar aquêle e outros fenômenos. Um comerciante assegura:
— Está acontecendo o mesmo que em Lins. Sabe-se que lá existem vastos depósitos de magnésio, que emanam gases-se entrar em composição com vários elementos da natureza. Então, o clarão no ar é essa conversa de bola. Isso é fruto da imaginação popu-
[text continues beyond visible area]
Há os que viram, mas poucos querem falar
[Column continues with additional witness accounts, partially illegible due to image quality]
Ultima Hora - SP 24 MAR 1969
Discos
voadores
Esta também é interessante: dia 27 de março, às 21 horas, na sala de reuniões do Serviço de Pediatria, o HSEB promove uma reunião de caráter cultural. Assunto muito em evidência: «Discos Voadores: fantasia ou realidade?». Conferencista: professor Flávio Pereira, presidente da Comissão de Investigação de Objetos Espaciais não Identificados. Uma autoridade no assunto. Quem desejar assistir à palestra, pode ir. Entrada livre a qualquer pessoa interessada no tema.
Última Hora - SP 24 ABR 1969
NSISA
BR
Resposta a uma carta sobre Discos Voadores
Sr. Redator: quero agradecer a este grande jornal ULTIMA HORA pela chance e direito que nos dá de podermos, como leitores, escrever nele. Gostaria de responder a carta do sr. Reginaldo R. da Silva, publicada em UH em 18-4-69 nesta coluna, e também ao senhor James C. Martins, que discordaram do meu ponto de vista de que os Discos Voadores não existem. Para êles existe, e para muitos também. Enfim, é um direito de opinião e convicção. Para mim é tudo falso, mal interpretado e fantasioso.
Sr. Reginaldo: a toda infra-estrutura retrógrada, corresponde uma super-estrutura, um conjunto de idéias, consequentemente atrasada. Como resultado dessa super-estrutura atrasada, por exemplo, aqui em nosso país dezenas de milhões de pessoas ainda raciocinam em termos de lendas, superstições, mitos, feitiçarias, etc. Ora, um fenômeno aparentemente todo como científico, mas inexplicavel ainda pela própria ciência autêntica, é interpretado por esses milhões de pessoas como coisas do além-mundo. Logo, qualquer «invencionice» da imaginação humana levada através dos meios de comunicação, como o rádio, TV, jornais, etc., é aceita como coisa verdadeira pelo povo.
No citado artigo, o sr. Reginaldo cita o dr. Hermann Oberth, ex-professor de Von Braun que crê nos OVNIs. Isso não me impressiona. Êle, apesar de ser um cientista, também pode estar errado. Deve estar gagá, e ser um místico que joga suas sementes em terra fértil, pois particularmente, aqui em nosso país, o nosso povo também acredita em «Mula Sem Cabeça» «Saci Pererê», e «Lobisomem». E não só os do campo agrário, não. Aqui no asfalto, infelizmente, ainda se pensa muito assim, com muitas exceções, claro. Mas, entre acreditar e provar cientificamente existe um grande abismo.
O outro matemático francês citado, Aimé Michel e outros citados como Plantier, inclusive alguns brasileiros, não fogem à regra de místicos. Diz ainda o sr. Reginaldo que segundo grandes autoridades no assunto, os OVNIs são de grande interesse para a humanidade. Respondo que as pesquisas que cientistas de todo o mundo, inclusive na União Soviética, vêm realizando na tentativa, até agora infrutífera, de isolar o vírus do cancer, também é um problema de profundo interesse à humanidade. Entretanto, apesar de ser um fenômeno bastante concreto e bastante real e terraquio, infelizmente até agora não foi descoberto. Imaginemos então, o que seria descobrir coisas do outro mundo. Portanto, meu caro Reginaldo, fazer citações de nomes ilustres, Instituições, teorias, etc., tudo isso é muito bonito, revela conhecimentos de pessoa atualizada, mas não prova nada a respeito do problema dos discos. Uma contradição é o senhor afirmar que brasileiros já comprovaram a existência dos Discos, quando ainda (e o senhor bem sabe disso), não existe conclusão concreta sobre a realidade dos discos.
O senhor quer um exemplo da exploração ideológica que se faz do nosso povo? Então vou lhe citar dois fatos: — Os tais Discos que aparecem lá por Lins, por coincidência, sempre perto de certo local, foi um blefe. Alguns operários, brincalhões, deixavam secar grandes bexigas de boi, depois as enchiam e amarravam um fino arame atado numa pequena tocha à óleo e deixavam-na subir acessa aos céus... O outro exemplo é o filme baseado no livro de Afonso Schmidt, | "A Carantonha". Leia-o e verá. Por aí o senhor verá que em conversa mole de Discos Voadores e coisas de outro mundo acobertam interesses escusos e bastante terrenos. Enquanto o povo fica olhando para o céu, os exploradores lhe enfiam a mão nos bolsos. Portanto, sr. Reginaldo, desça das nuvens, tente plantar os seus pés aqui na terra, onde está a chave do negocio. José
Ultima Hora - SP 1 MAI 1969
Discos voadores em discussão
Sr. Redator: Sou leitor assíduo deste conceituado jornal e como não poderia deixar de ser, vejo diariamente a coluna "Cartas".
No dia 18-4, nesta seção, alguém escreveu defendendo a hipótese da existência de discos-voadores. No dia 24-4 outro leitor escreve também sôbre o mesmo assunto, contestando a carta anterior.
Não quero aqui defender nenhum dos dois, mas somente expressar a minha opinião sôbre o assunto. Acho que antes de tudo, ao encarar êste fato, que a primeira vista nos parece fantástico, devemos nos libertar de todos os padrões a que nos submetemos. Quando Cristo curara cegos (nenhum livro diz como) seu feito era considerado milagre por todo o povo da época, pois era inconcebível que alguém pudesse dar novamente a visão a outrem. Era realmente incrível! No entanto, agora, em 1969, fazemos transplantes de córnea dando visão nova àqueles que por longo tempo permaneceram na escuridão.
E isto não é milagre! Por quê? Ora, nós sabemos como é feito e temos uma mentalidade suficientemente evoluída para aceitar êstes fatos sem maiores consequências. Se fizéssemos isso na era Cristã, o povo não pensaria desta forma. Seria como ensinar raiz quadrada a quem nunca foi a escola.
É difícil crer que alguém renegue a idéia de que estariamos sendo vigiados.
Se nós, dentro de todos êsses princípios elementaríssimos estamos frequentemente bisbilhotando o Universo, não haveria alguém mais adiantado, também, fazendo o mesmo? E, sendo êles mais evoluídos, lògicamente teriam mais condições de nos estudar.
Não é o fato da ciência provar determinados princípios que nos levaria a não aceitar coisas contrárias. Acontece que êsses mesmos princípios podem ser utilizados por outros seres de forma diferente. Pois uma vez provado cientificamente aqui, é claro que vale para o Universo todo.
A partir do momento em que é levada a efeito uma pesquisa, nunca poderia-se chegar a uma conclusão com duas respostas. E a Nasa assim o fêz numa de suas investidas. Se não foi provada a existência deles, como que podem dizer que é verdade? Também, ninguém conseguiu fazer uma pessoa voltar atrás, numa afirmação destas. Ela viu, pronto e acabou!
Não é possível que num Universo tão infinitamente grande exista apenas, nós.
Atualmente na mesma hora em que passa um programa na Suécia, podemos vê-lo em casa, tranquilamente, futuramente uma câmara estará em Saturno e os senhores poderão também vê-lo da mesma forma. Talvez nem seja necessário usar câmeras. Daqui mesmo, sintonizaríamos o que desejamos ver. Não acontece isso atualmente na civilização deles?
Apesar disso tudo, creio na existência de vida em outros mundos, porque as provas estão aí constantemente. Mas para reconhecermos esta verdade não podemos jamais encará-las sob os padrões humanos que são tão limitados.
O mundo é vasto e os conhecimentos a surgir também, e o que sabe o homem sôbre êle mesmo?
O que dirá dos outros? Beny Sham"SS" — Capital.
Ultima Hora - SP
Outro disco voador em Osasco
O pessoal que estava na cerimonia de inauguração das obras de asfaltamento do Jardim São Vitor, em Osasco, parou a festa para ficar olhando um objeto estranho, redondo, com uma luz constante e clara que se movimentava em velocidade variável, chegando a parar por alguns instantes no espaço.
Pagina cinco
Osasco viu um disco voador
"Todo mundo que estava na cerimônia de inauguração das obras de asfalto do Jardim S. Vitor, em Osasco, lugar alto, de onde se enxerga todo o horizonte, viram um estranho objeto sobrevoando o Município. Parecia um disco voador. O céu limpo de nuvens permitiu às pessoas observar bem o estranho objeto que tinha a forma de uma bola de futebol com uma luz constante e clara e que não emitia nenhum raio luminoso, fazendo crer que a sua luminosidade fosse interna.
A aparição foi por volta das 20h30 e o objeto se locomovia em velocidade va-
riável, parou por uns instantes num determinado ponto do espaço e, em seguida, em linha horizontal, deslocou-se em direção à Serra do Jaraguá.
Os oficiais do Gabinete da Municipalidade, que estavam presentes à cerimônia, srs. João Alberto Michelli e Valdir Scarbi, também tiveram a oportunidade de ver a bola voando sobre Osasco. Quando alguém lembrou que podia ser um balão — desses que se soltam nas festas juninas — foi imediatamente contestado pois os movimentos do estranho objeto não tinham nada de ver com os balões comuns.
Ultima Hora - SP 8 MAI 1969
CARTAS
A problematica dos discos voadores
Sr. Redator: Solicito-lhe a fineza de incluir esta modesta carta em sua seção, necessária para o devido esclarecimento de um assunto importante. Grato.
Porta esta, o intento de levar ao sr. José A. da Silva, uma resposta a sua carta, "ULTIMA HORA, 24/4/1969", sôbre a problemática e confurbante questão dos discos voadores. É inegável que os discos voadores são um assunto que desperta a curiosidade, inflama discussões e acendem nas mentes esclarecidas, a chama de um ideal, isto é: um contato com os mesmos. Mas, em vista disso, se muita gente tem feito, com relação aos discos voadores, trabalhos positivos de pesquisas, de informações e de esclarecimentos à opinião pública; também é necessário dizer que; outras tantas pessoas têm usado a mesma questão, visando interesses nada elogiáveis. Neste último grupo se enquadra, com má fé e sem moderação; o sr. José A. da Silva. Este senhor tem, salvo imperdoável engano de minha parte, o único propósito: o de "aparecer".
Sr. José A. da Silva: sou avêrso à polêmica, no entanto, tendo tomado conhecimento de sua carta acima citada, em resposta ao sr. Reginaldo neste mesmo jornal e, discordando totalmente da mesma, reservo-me o direito de lhe transmitir minha opinião em contrário.
Caro senhor, quero crer que: toda a pessoa que se propõe opinar sôbre um assunto, direta ou indiretamente se preocupa com o mesmo. O sr. não seria portanto a exceção à regra. Muito bem, sendo assim, os discos voadores o preocupam, apesar de o sr. deixar formalmente claro que não aceita a realidade dos mesmos. Ora, meu caro senhor, se minha assertiva fôr certa, e creio que o é, respeitarei sua opinião, apesar de leviana. Por outro lado, se houver engano meu, o sr. está perdendo seu tempo além de aborrecer os leitores com suas tagarelices. Vamos então ao que diz o senhor. Em sua carta, o senhor citou o conceituado cientista dr. Hermann Oberth e o taxa de gagá, de místico, além de distorcer a verdade para nos fazer crer estar o citado cientista propagando aquilo que seria uma condenável mentira.
Meu caro senhor, sua opinião é inconvincente, leviana e imbuida de má fé. O senhor lança sôbre o nome de uma pessoa de ciência, uma afirmação desonrosa, que o senhor não pode provar nem tampouco reune argumentos para tanto. Sendo assim, bastou-me uma superficial leitura de sua carta para compreender que o senhor não tem um mínimo de respeito pelos homens de ciência. Isto não me surpreende, porquanto me parece ser o senhor, o tipo de pessoas que se julgam auto-suficiente e têm o vêzo de crer que o mundo e acontecimentos giram sempre ao redor de si. Devo-lhe dizer que: foi lamentável seu procedimento de lançar epítetos indicados sôbre as pessoas que merecem de nossa parte, um profundo reconhecimento e respeito pelo que fazem, o que são e o que representam no campo da ciência e da criatividade profissional em geral.
Rogo-lhe escusas pela franqueza, sr. José A. da Silva. Não me anima o intuito de ofendê-lo. Devo-lhe dizer ainda, meu caro sr, que nada tenho contra a sua pessoa. Respeito seu ponto de vista, como respeito o de qualquer outra pessoa indistintamente. No entanto, quando temos uma opinião a transmitir e queremos que no-la considerem: devemos pautar sempre pelo bom senso e pela clareza de idéias ao formulá-las, caso contrário, outros hão de taxar-nos de imbecis, ignorantes e outras coisas que o valha.
Não reclamo nesta carta a pretensão de levá-lo a aceitar os discos voadores, pois não creio que o senhor possa jamais compreendê-los. Além do mais, nada me adiantaria citar aqui um rosário de informações sôbre os mesmos. Baseado no que li em sua carta e, jurando-lhe absoluta boa fé, eu não creio em a sua consciência, poder demolir a sua premeditada posição de intransigente negador dos fatos. Se o senhor usasse bom senso e fôsse criterioso em suas afirmações, teria lançado contra-argumentos convincentes em detrimento do caro sr. Reginaldo. Porque não o fêz? Por que o senhor nada sabe e nada entende de discos voadores. Em vista disso, o que fêz o senhor? Ditou uma série de qualificações desafivosas em torno de: Oberth, Michel, Plantier e sabe-se lá mais quem, pesa em seu juízo pessoal, como místicos, gagás, etc., etc.
8 MAI 1969
Ultima Hora - SP
Eu sei muito bem, meu caro senhor, que de místicos e gagás, o mundo está abarrotado. Mas tambêm sei que o mesmo está transbordando de pessoas intransigentes, pessoas de mentalidade curta, bitolada, pessoas que, quando se deparam com um fato situado além de sua capacidade de compreensão e assimilação, optam por negá-lo gratuitamente e levianamente. O lamentável, caro senhor, é que tais pessoas usam a prerrogativa da livre expressão do pensamento e da palavra, para rebuscar meia dúzia de linhas com retórica refluente mas; vazia de argumentos, nula de produtividade, e na maior das vezes, depreciatória e malcriada.
Aceite um conselho, sr. José A. da Silva: procure integrar-se sôbre a problemática dos discos voadores. Leia, pesquise, informe-se. Depois disso, o senhor poderá então, com sensatêz, com conhecimento de causa debater e contra argumentar com quem quer que seja. Mais um detalhe apenas, sr. José A. da Silva: os discos voadores são uma realidade, quer queiram, quer não queiram os homens que pensam como o senhor. Deixo-lhe para resposta, o veredicto do tempo, tribunal infalível. Nelson Pescara — Sto. André.
Correspondência para a ULTIMA HORA (Al. Barão de Limeira, 401, 2.o andar) para a seção de CARTAS.
Última Hora - SP 20 MAI 1969
NSISA
BR
CARTAS
DISCOS VOADORES, TEMA QUE CONTINUA EM DEBATE
Sr. redator: Tomei conhecimento da nova carta do sr. Reginaldo R. da Silva e do sr. Nelson Pescara com respeito ao debate sôbre os supostos discos voadores. Sôbre o sr. Pescara, tenho pouca coisa a dizer, visto que esse cidadão nada de novo acrescentou ao assunto de que estamos tratando. Aliás, esse sr. limitou-se a proferir insultos sôbre a minha pessoa desde o começo até o fim de sua carta. Revelou também este cidadão não ser afeito ao debate livre e democrático, pois, inclusive, atacou-me quando disse que nós lamentàvelmente fazem uso da prerrogativa da livre expressão do pensamento. Aqui fica bastante clara a tendência fascistóide do indivíduo, o qual, pela mesma razão, é muito primário em questões de polêmica.
Agora passemos à carta do sr. Reginaldo. Êle, que aliás evidencia mais preparo e ética para o debate, retornou ao nosso assunto sobre OVNI insistindo na mesma tecla de citar nomes e entrevistas de grandes personalidades contemporâneas que se ocupam nos estudos e pesquisas sôbre a existência dos tais discos. Mais uma vez quero lembrar ao sr. Reginaldo que, por mais ilustre ou talentoso que seja, palavra nenhuma, nem declarações, nem entrevistas modificam uma realidade autêntica, científica.
Qual é a verdade? Qual é o fato? Existem ou não os discos voadores? Alguns cientistas "supõem" a sua existência; "imaginam" como decorrência dos tais discos a existência de vida extraterrestre. Mas tudo isso, meu caro Reginaldo, continua no terreno das hipoteses, da suposição. O que todos nós sabemos e o que bom senso ressalta é que só é ciência aquilo que já está concretamente provado. Antes disso estamos no terreno das hipoteses.
Acho justo e razoável que o senhor se socorra de nomes e pessoas ilustres em reforço de suas teses. Mas isso tudo não basta, porque o que é pau é pau, o que é pedra é pedra. O sr. não tem o seu próprio discernimento para saber quando algo é pau ou pedra? Ou espera que as autoridades científicas, os doutores o digam? Assim, mais uma vez o sr. se identificou como membro de uma sociedade subdesenvolvida, de mentalidade de súdito e não de cidadão, de indivíduo que parece ter complexos de reflexos condicionados de inferioridade cultural e de classe. Se algo não existe, não está cientificamente provado, apenas se situa ainda no terreno da imaginação e da fantasia. E se um doutor qualquer afirma que existe, o sr. Reginaldo endossa logo e alardia que existe mesmo. Para falar francamente, o sr. deve ser de mentalidade bem provinciana, feudal mesmo. Não tem ainda uma consciência bem formada e, consequentemente, desprovida de personalidade própria. Que bitolação.
Eu gostaria de recomendar-lhe, já que o problema de vidas extraterrenas lhe interessa tanto, que o sr. se dedicasse à parapsicologia. E se o sr. ainda não frequenta terreiros de macumbas, seria bom que passasse a frequentar, pois assim teria um farto material de estudos e pesquisas, pois, parece que o sr. entende mais do além-mundo do que de problemas científicos propriamente dito.
Sem mais, sr. Reginaldo, me perdoa a franquesa por ter dado os nomes aos bois e acabe com essa mentalidade de culto a personalidade, adquirindo conhecimentos em fontes realmente científicas para que um dia o sr. tenha condições de polemizar com mais sabedoria, experiência e autoridade. José A. da Silva, capital.
Última Hora - SP 22 MAI 1969
NSISA BR
Disco voador fotografado nos céus de Goiania
Um estranho objeto luminoso, segundo o depoimento de uma dezena de pessoas, sobrevoou ontem de madrugada, a cidade de Bauru. Ficou quase quinze minutos fazendo movimentos verticais e horizontais, com grande velocidade. Quando o posto da Força Aérea Brasileira foi avisado, o estranho objeto desapareceu sem deixar vestígios. Já havia um avião pronto para decolar e tentar uma aproximação, quando a coisa sumiu no horizonte.
Os jornais de Goiania deram ontem na primeira página, uma grande foto de um disco voador que foi avistado há alguns dias por três pessoas, que foram passar um fim de semana em Serra Dourada. Uma dessas pessoas, José Irineu Martinez Carrasco, conseguiu fotografar o aparelho. Isso aconteceu no dia 3 de abril, quando José estava passeando com sua esposa Maria de Moraes e dois empregados José Damasceno e Douglas Campos.
José teve receio de mostrar a foto, ou falar sôbre o assunto, porque poderia ser chamado de maluco ou mentiroso.
Dia 31 é da Aeromoça
Na tarde de ontem, o secretário Orlando Zancaner, da pasta do Turismo, assinou ato tornando oficial e incluindo no calendário turístico o Dia da Aeromoça, a ser comemorado no dia 31 de maio. Neste dia, serão promovidas pela secretaria várias comemorações.
Ourinhos verá Esquadrilha
A Esquadrilha da Fumaça fará demonstrações no próximo dia 23 em Ourinhos, onde se realiza a III Feira Agropecuária Industrial. Os oficiais da FAB receberão calorosas homenagens por parte do prefeito da cidade, que recepcíonará os pilotos com um banquete.
[ILLEGIBLE]
Última Hora - SP 22 MAI 1969
Eu sei que existem
os discos voadores
Sr. redator: é com imensa satisfação que venho por
meio desta, discutir o problema que ultimamente está
em foco nesta seção (cartas) — os discos voadores.
Eu acredito nos tais Discos Voadores e também que
outros planetas sejam habitados por seres vivos e huma-
nos como nós, por isso gostaria que os leitores desse jor-
nal tomassem conhecimento do que tenho a dizer a
respeito dos Discos Voadores e dos planetas habitados.
Em agosto de 1966, um oficial da força aérea norte-
americana, encarregado de um grupo de lançamento de
mísseis em Dakota do Norte, notou subitamente que as
transmissões do seu radio estavam sendo perturbadas por
estática. Enquanto procurava corrigir o problema, outros
homens da base anunciaram que estavam vendo um UFO
(Unidentified Flying Object, ou Objeto Aéreo Não Iden-
tificado). Tinha uma brilhante luminosidade vermelha
e parecia subir e descer alternadamente. Ao mesmo tem-
po, os operadores do radar em terra detectaram o UFO
a 30.000 metros.
— Quando o UFO subia, a estática cessava — disse
o chefe da operação da base. UFO começou a descer num
mergulho, depois aparentemente pousou a uns 25 km ao
Sul da área.
O comando dos mísseis enviou um grupo de combate
(guardas da Força Aérea bem armados) para investigar.
Quando o grupo chegou, isso a uns 15 km da zona de
aterrização do disco, perdeu-se o contato de rádio com
êles. Entre cinco a oito minutos depois, o UFO decolou.
Um segundo UFO foi visto e confirmado pelo radar.
O primeiro passou sob o segundo. O radar também con-
firmou isto. Enquanto o primeiro ganhava altitude na
direção Norte, o segundo dava a impressão de desapare-
cer num clarão vermelho. Um policial avisou em plena
luz do dia, um objeto que descia de um lado para outro,
aproximadamente a três metros acima do solo. Quando
chegou ao fundo do vale, subiu até 30 metros e deslocou-
se na direção de um reservatório.
O objeto, que tinha nove metros mais ou menos de
diâmetro, pouco depois pareceu horizontalizar-se, e na
sua parte superior tornou-se visível uma pequena cúpula.
Pairou sobre a água mais ou menos um minuto e depois
deslocou-se para um campo distante, uns 80 metros da tes-
temunha, voando a pouco mais de três metros de altura.
Inclinou-se depois e, rapidamente, desapareceu entre as
nuvens.
Eu supunha que devia haver uma explicação natural
para todas as visões, mas nos anos seguintes alguns dos
casos levado ao conhecimento, deram-me o que pensar.
A Força Aérea norte-americana nunca dedicou, real-
mente, atenção suficiente para ir até o fundo desses casos
misteriosos. Antonio Camargo de Oliveira — Votuporanga.
NSISA BR