Diário de Noticias, 4-5-69 . NSISA BR
Deputados Também Vêem
Os Deputados Paulo Pinheiro Chagas e Blas Fortes viram, ao dia 17 de janeiro de 1968, a uns 15 quilômetros da Capital Federal, na estrada Brasília-Belo Horizonte, um estranho objeto que acreditam ser o discutido disco voador. Afirmando que não querem voltar mais ao assunto e dizendo falar no caso pela última vez, o parlamentar Pinheiro Chagas fêz o seguinte relato da ocorrência: «Estávamos, eu e o Deputado Blas Fortes, por volta das 18 horas de quarta-feira em meu carro, viajando em direção a uma pequena propriedade que possuo próximo à Granja do Ipê. Em dado momento, o Blas Fortes pediu que eu parasse o carro, pois êle estava vendo uma luz muito intensa na direção Oeste. Paramos o automóvel, e, ao sair, olhei na direção indicada. Havia um objeto parado no céu, intensamente luminoso, de forma triangular. Estávamos assim, observando, cêrca de quatro minutos, quando o engenho se deslocou na direção da cidade de Goiânia, numa velocidade incrível! Nós, então, não tivemos mais dúvidas de que vimos um objeto que todos classificam como disco voador. Depois dêsse impacto, voltamos ao carro e, ai mesmo, prometemos não contar o fato a ninguém».
A declaração do Deputado Blas Fortes foi a seguinte: «O Paulo vinha dirigido a eu olhando a estrada. Mais ou menos
às 18 horas, vi um objeto a cêrca de cinco quilômetros, que me intrigou pela sua luz, que não tinha côr definida, mas era de uma intensidade que me fêz indagar: será o Sol? Não pode ser — respondi a mim mesmo. Falei ao Paulo para parar o carro e indiquei-lhe a direção do objeto. Paulo olhou e em nos pudemos identificar aquela coisa esquisita: tinha forma triangular. Imediatamente, a coisa sumiu, numa velocidade espantosa, riscando o céu».
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O Deputado Clemente Medrado declarou, na Câmara Federal, que, cêrca das 18h30m, na fazenda de sua propriedade, perto da cidade de Salinas, nas divisas de Minas com a Bahia, viu um misterioso corpo luminoso, com três metros de diâmetro, em forma de pião, fosforescente e com as margens esverdeadas, que, de repente, surgiu no ar, uns 500 metros acima do morro mais alto da cidade. «Esse objeto subiu como se fôsse um foguete, com intensa luminosidade, e perdeu-se nas nuvens». Acrescentou que «a luz do estranho engenho era muito mais intensa do que a do Cometa Halley». Disse que estava em companhia do Promotor de Justiça daquela Comarca, um fazendeiro e um negociante. Todos observaram o maravilhoso espetáculo.
Na Fazenda "Não me Deixes"
A escritora Raquel de Queirós narra, no seu livro «O Caçador de Tatus», como foi que ela viu, no dia 13 de maio de 1960, na sua fazenda «Não me Deixes», distrito de Daniel Queirós, município de Quixadá, Ceará. «Minha tia Arcelina viera da sua fazenda Guanabara me fazer uma visita e conversávamos as duas na sala de jantar, quando um grito de meu marido nos chamou ao alpendre. Êle estava com alguns homens da fazenda. Todos olhavam o céu. Em direção norte, quase a noroeste, a umas duas braças acima da linha do horizonte, uma luz brilhava como uma estrêla grande, talvez um pouco menor do que Vêsper e a sua luz era alaranjada. Era essa luz cêrcada por uma espêcie de halo luminoso e nevoento, como uma nuvem transparente iluminada, de forma circular, do tamanho daquela «lagoa» que às vêzes cêrca a Lua. E aquela luz com o seu halo se deslocava hori-
zontalmente, em sentido forte, ora em incrível velocidade, ora mais devagar. Às vêzes mesmo se detinha; também o seu clarão variava, ora forte e, alongado nesse sentido, as estrêlas de suas gravuras, em quase todos os sentidos. Às vêzes mesmo se detinha. Mas nunca deixou a horizontal. Dêsse modo andou êle pelo céu durante uns dez minutos ou mais. Tinha percorrido um bom quarto do círculo total do horizonte, sempre na direção do nascente; e já estava fixamente a nordeste, quando abruptamente para a frente, para o norte, e bruscamente sumiu — assim como se apaga um comutador elétrico. Esperamos um pouco para ver se voltava. Não voltou. Corremos, então, ao relógio: eram seis e três quartos, ou seja, dezoito e quarenta e cinco. Por menos umas vinte pessoas estavam conosco, no terreno da fazenda, e tôdas viram o que nós vimos».
Espetáculo Depois da Festa
No dia 16 de junho de 1965, por volta de meia-noite, o Dr. João Abbud e sua espôsa, Dra. Olga, ao se retirarem de uma festa em Icaraí, na residência de sua amiga Eugênia Cândida, Tesoureira da Secretaria de Finanças do Estado do Rio, depararam com um enorme disco voador imóvel no céu, a pouco mais de cinqüenta metros acima do prédio. Na entrevista que nos concedeu, a Dra. Olga Caetano, que é procuradora do Estado, declarou: «Viajávamos, eu e o Fló de Tapuia, na janela, conversando, quando vimos um foco luminoso bem distante, no céu, parecido e sem Lua. Parecia uma bala, mas estava parado. Apontamos a luz ao meu marido, o João, que entrava na sala naquele instante e êste, em tom de galhofa, disse: «É um disco voador». Depois esquecemos o assunto. Mal sabíamos que, dentro em pouco, iríamos viver momentos de intensa emoção, a mais estranha aventura de nossa vida. Ao saírmos, João olhou para o céu e falou: «Olha aí o disco voador, Olga! Bem acima de nossa cabeça, imóvel, havia um objeto enorme, escuro, circular, muito bem visível. Na parte inferior achatada, saía por uma grande abertura redonda um feixe de tubos prateados, como se fôssem canos de descarga. Corremos para a praia e nos sentamos em um banco, de onde pudemos observar com mais calma o misterioso engenho, até que êste soltou um jatos de fagulhas pelos tubos e subiu na vertical, desaparecendo em segundos».
Nas suas declarações, o Dr. João Abbud confirmou tôdas
as palavras de sua espôsa, fornecendo ainda outros detalhes de importância: «quando disse que o foco de luz distante era um disco voador, fi-lo por brincadeira apenas. Não poderia imaginar que se tratasse de uma nave espacial mesmo. Ao saírmos da casa de Eugênia, na Rua Joaquim Távora, Olga se jembrou do Olhei para o céu. Gritei: «ali está o disco voador»! Era enorme, assustador! Estava tão próximo... Parecia muito escuro, podemos observar vários detalhes. Do lado voltado para nós, havia três ou quatro aberturas, como escotilhas, que deixavam ver a iluminação interna, de côr avermelhada, semelhante à luz elétrica comum. Em baixo, sobressaindo de uma abertura circular, vários tubos ocos, como canos de descargas, prateados, bem visíveis naquele corpo escuro! Corremos para a praia e nos sentamos em um banco que fica em frente ao bar, para apreciar melhor o espetáculo inusitado. De repente, sem o menor ruído, a nave soltou feixes luminosos, de colorido vermelho e laranja, pelos tubos inferiores, subiu em tremenda velocidade, verticalmente, e desapareceu no infinito. Tudo isso durou apenas alguns momentos».
O Dr. João Abbud é Consultor Jurídico da Secretaria Interior de Justiça; assessorou várias Secretarias do Govêrno Carvalho Janoti; foi Promotor de Carreira e Conselheiro da Ordem dos Advogados.