1956 →No
CASO DR. FREITAS GUIMARÃES
Em entrevista concedida ao Canal 13 da Televisão carioca, na
noite de 27 de agosto de 1957, o prof. João de Freitas Guimarães, advoga-
do e professor catedrático da Faculdade Católica de Direito, de Santos,
SP, relatou a estranha aventura que teve com um disco voador e seus tripu
lantes. Entrevistado pela SBEDV, confirmou suas declarações, que se resu-
mem no seguinte:
No dia 16 de junho de 1956 fora a São Sebastião a serviço de
sua profissão. Encontrando o Forum já fechado, hospedou-se num hotel, a-
pós o jantar, poz-se a passear pela praia. Seriam 19,10hs ou 19,15hs –
quando, olhando para o mar, viu elevar-se um jato d'água no trecho com-
preendido entre a Ilha Bela e São Sebastião. Pensou logo numa baleia, mas
imediatamente emergiu das aguas um aparelho bojudo, que tomou a direção
da praia, onde, ao chegar, lançou um trem de aterrissagem munido de esfe-
ras e, por uma abertura, saíram dois homens, que se encaminharam ao seu
encontro. Eram altos, claros, cabelos louros, olhos claros e serenos. Usa-
vam uma especie de macacão verde, que se estreitava ao nível do pescoço,
dos punhos e dos tornozelos.
A princípio se assustara quando pararam a sua frente mas, como
pareciam tão humanos, perguntou-lhes se teria havido algum acidente com
a máquina ou se estavam procurando alguem. Não obtendo resposta, repetiu
a pergunta em francês, inglês, italiano, mas sem resultado. Todavia, embo-
ra eles não falassem, o advogado teve a impressão de que estavam convidan-
do-o a entrar no aparelho. Pareceu-lhe que os tripulantes estavam se co-
municando por telepatia. Percebendo que o convite era insistente o Dr.
Freitas Guimarães sentiu uma vontade irresistível de ver o interior do o-
bjeto. Um dos homens se encaminhou para a nave, dando-lhe as costas. Ele
seguiu-o sem relutância e o outro cavalheiro marchou atrás.
DENTRO DO DISCO VOADOR
O indivíduo que ia à frente alcançou a parte inferior da nave
e nela subiu facilmente, segurando-se à escada com uma só das mãos, en-
quanto que ele, o advogado, precisou o auxílio de ambas as mãos. Na entra-
da do disco, aguardando-os, estava um terceiro tripulante. Fechada a por-
ta, o engenho decolou. Nesse momento, mesmo sentindo um ligeiro mal es-
tar, o professor notou que havia água nas vigias.
"Está chovendo?" – perguntou.
Sempre telepaticamente foi-lhe dito que não se tratava de chu-
va. Aquela água era proveniente da "rotação em sentido contrário das peças
que compunham a nave". Explicaram-lhe que, contornando a cosmonave, havia
um dispositivo de filtração de raios, o qual tinha a propriedade de fazer
o semivácuo em qualquer uma das suas partes. Observou o causídico que du-
rante toda a viagem eles so permaneceram num único compartimento, mas no-
tou que havia outros, tambem iluminados.
Através das vigias, viu o Dr. Guimarães que passavam por uma
zona intensamente escura, onde os astros brilhavam de maneira extraordi-
nária. Sucediam-se regiões enxameadas de estrelas, que cintilavam com incom-
parável fulgor. Seguiam-se novas zonas escuras. Atravessaram depois uma
camada violeta fulgurante e, nessa ocasião, sentiu que o aparelho se sa-
cudia fortemente. Como demonstrasse receio, disseram-lhe que a nave acabara
de deixar a atmosfera da Terra.
Durante a viagem, o advogado perguntou, várias vezes, de onde
eles eram originários, mas não obteve resposta. Não sabe por que razão não
desejavam identificar-se. Reparou que havia no compartimento onde se encon-
trava um painel de forma circular, no qual oscilavam três agulhas, muito
sensíveis. Viu que, ao deixarem a atmosfera da Terra, os referidos pontei-
ros passaram a vibrar intensamente. Segundo foi-lhe explicado por um dos
tripulantes, o aparelho "era conduzido no sentido da resultante da compo-
sição das forças magnéticas naquele lugar". Ao regressarem, notou que seu
relogio estava parado, mas calculou em 30 ou 40 minutos o tempo em que es-
tiveram em vôo.
NOVO ENCONTRO
Ainda dentro da astronave, combinaram novo encontro para o dia
12 de agosto do ano seguinte, 1957, no mesmo local e hora. A data foi mu-[ILLEGIBLE]filsa 2)
cada por meio de 12 constelações que dispuseram sob a forma de Zodíaco. –
Uma roda indicava o ano e a repetição de 12 vezes o numero 8 deu-lhe a i-
déia do mês de agosto.
Declarou ainda o Professor Freitas Guimarães que não compare-
ceu ao novo encontro porque, como o caso fora muito divulgado, havia sido
organizada, por curiosos, uma caravana para assistir a entrevista, o que
certamente, provocaria grande tumulto. Alem disso, a Aeronáutica enviara
ao local alguns aviões de caça a jato.
Em entrevista posterior, concedida ao pesquisador da SBEDV, –
declarou o advogado que, poucos dias antes da data convencionada para o
encontro, o Coronel Aviador Coqueiro, na presença do Dr. Gabriel Alca, do
irmão deste e de um escrevente do 5º Tabelião de Santos, dissera-lhe:
"Eu, se fosse você, não iria a esse encontro. Terei lá dois
esquadrões de caça a jato para receber o Disco Voador".
Nesta última entrevista, acrescentou o Dr.Guimarães que soube-
ra, por pessoas que deram testemunho público na TV Tupi de São Paulo, que,
na data marcada, o disco voador surgiu por trás da Ilha Bela, passara so-
bre S.Sebastião e seguira em direção a praia de Barraqueçaba.
(Extraído do Boletim Especial 1975 da SBEDV (Sociedade Brasileira de Es-
tudos sobre Discos Voadores – Cx.Postal, 16.017 – Correio Largo do Macha-
do – Rio de Janeiro – RJ – pg. 33/34 )
Luiz do Rosário Real – Presidente da SPIPDV
Pelotas, abril/1976.